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Prio (PRIO3) despenca até 7% e Petrobras (PETR4) perde R$ 41 bilhões em valor de mercado com Brent abaixo de US$ 90

17 abr 2026, 11:28 - atualizado em 17 abr 2026, 13:07
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O petróleo Brent, referência para o mercado internacional, sobe mais de 1% após acusações de Trump contra o Irã e acordo entre EUA-China (Imagem: REUTERS/Sergio Moraes)

As ações das petroleiras operam em forte queda e lideram a ponta negativa do Ibovespa (IBOV) nesta sexta-feira (17), em meio ao tombo do petróleo, após anúncio de liberação do Estreito de Ormuz pelo Irã.

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Por volta de 11h (horário de Brasília), Prio (PRIO3) caía 7,30%, a R$ 59,56, sendo a maior queda da bolsa brasileira e a segunda mais negociada na B3. No mesmo horário, PRIO3 tinha 19,1 mil negócios e giro financeiro de R$ 341,146 milhões.



A junior oil é a que tem maior exposição a preços mais altos de petróleo, por ter 100% da produção em óleo e menor nível de hedge, enquanto Petrobras (PETR3;PETR4), Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) apresentam menor sensibilidade devido a refino, hedge e maior participação de gás natural.

Os papéis da Petrobras (PETR3;PETR4), considerados um dos pesos-pesados do Ibovespa, também despecam, figurando entre os papéis mais negociados na B3.

As ações ordinárias PETR3 registravam um queda de 6,41%, a R$ 50,22, e as preferenciais PETR4 tinham recuo de 5,87%, a R$ 45,73 — sendo a ação mais negociada do mercado acionário doméstico, com mais de 16,9 mil negócios, no mesmo horário.

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Com o desempenho negativo, a estatal perdeu cerca de R$ 41,123 bilhões em valor de mercado apenas na primeira hora de negociações na bolsa brasileira. Ontem (16), a companhia encerrou avaliada em R$ 663,941 bilhões.



As demais petroleiras acompanham o tom negativo. Por volta de 11h, PetroReconcavo (RECV3) caía 3,09%, a R$ 13,16, e Brava Energia (BRAV3) registrava recuo de 5,80%, a R$ 19,65.

Em meio ao fraco desempenho das commodities, o CMDB11, ETF do BTG Pactual que segue uma cesta de ações de empresas do setor, opera com uma queda menor, de 2,02%. Nos últimos seis meses, o CMDB11 acumula ganho de 37,86%, contra 37,89% do Ibovespa.

Petróleo abaixo de US$ 90

Considerado um dos “termômetros” do mercado para medir o apetite e aversão a risco dos investidores, o petróleo perde força em meio à redução das tensões geopolíticas em reação ao conflito no Irã.

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Nesta manhã, por volta de 11h (horário de Brasília), o contrato mais negociado do Brent, com vencimento em junho, operava com baixa de 11%, no nível de US$ 88 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Os preços do petróleo perderam o suporte de US$ 90 por barril após o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmar que a passagem de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está totalmente liberada durante o período restante do cessar-fogo no Líbano.

Segundo Abbas Araqchi, a navegação na região seguirá a rota já previamente coordenada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos do Irã.

A trégua entre Líbano e Israel foi acordada na véspera (16), entrou em vigor hoje e deve durar 10 dias.

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Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã – sendo uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo–, era o principal ponto de atenção do mercado.

Cerca de um quinto do consumo global da commodity passa pelo ‘corredor’, que conecta grandes produtores do Oriente Médio — como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar — aos mercados da Ásia, Europa e América do Norte.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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