Gestoras de Recursos

Quais as gestoras mais consistentes dos últimos três anos? Veja quem se destacou, segundo a Moody’s

25 ago 2026, 11:44
dinheiro investimentos mercados bolsa
Imagem: iStock/ @Dusan Stankovic

A Moody’s Local Brasil colocou algumas das principais gestoras do mercado brasileiro no topo de seu ranking de consistência, que avalia o desempenho dos fundos nos três anos encerrados em junho de 2026. O levantamento não considera apenas quem entregou os maiores retornos: a metodologia também leva em conta a capacidade de controlar riscos e preservar resultados em diferentes condições de mercado.

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Entre as gestoras que mais se destacaram estão SPX, ARX, Santander, AZ Quest e Vinland, que aparecem nas primeiras posições de diferentes categorias.

O estudo foi divulgado nesta segunda-feira (24) e analisou cerca de 14 mil fundos selecionados de um universo de mais de 37 mil. Entraram na amostra fundos com pelo menos três anos de histórico, patrimônio líquido mínimo de R$ 25 milhões e pertencentes a categorias representativas, como renda fixa, crédito privado, ações e multimercados.

A nota atribuída pela Moody’s varia de zero a cinco. Quanto maior o score, melhor o desempenho ajustado ao risco da gestora dentro de sua categoria.

As líderes em cada categoria

Em renda fixa, o primeiro lugar ficou com a gestão de recursos do Banco J. Safra, com score de 3,88. A SPX veio logo atrás, com 3,83, seguida pela ARX, com 3,81. Nu Asset e XP Vista completaram as cinco primeiras posições.

PosiçãoGestoraScore
1Banco J Safra – Gestão de Recursos3,88
2SPX Gestão de Recursos3,83
3ARX Investimentos3,81
4Nu Asset Management3,67
5XP Vista Asset Management3,51
6Principal Asset Management3,46
7Franklin Templeton Brasil3,43
8AZ Quest Investimentos3,26
9Mapfre Investimentos3,19
10Caixa DTVM2,74
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No crédito privado, a liderança foi da Daycoval Asset, com 4,16. Riza Líquidos, XP Advisory, Bradesco e BB Gestão de Recursos aparecem na sequência.

PosiçãoGestoraScore
1Daycoval Asset Management4,16
2Riza Líquidos3,85
3XP Advisory3,80
4Bradesco3,72
5BB Gestão de Recursos3,63
6Somma Investimentos3,57
7Integral Investimentos3,55
8XP Gestão de Recursos3,50
9Inter Asset3,31
10AZ Quest Investimentos3,30

Já em ações brasileiras, a SPX teve o melhor desempenho ajustado ao risco, com score de 4,70. ARX, Santander Brasil Gestão de Recursos, Navi Capital e Perfin Equities completaram o top 5.

PosiçãoGestoraScore
1SPX Gestão de Recursos4,70
2ARX Investimentos4,32
3Santander Brasil Gestão de Recursos4,19
4Navi Capital3,87
5Perfin Equities3,83
6Leblon Equities3,83
7Norte Asset Management3,81
8Vinland Capital3,77
9Bahia AM Renda Variável3,51
10Vinci Soluções de Investimentos3,50

Entre os fundos de ações estrangeiras, o Santander ficou na primeira colocação, com score de 4,72, seguido por Inter Asset, com 4,65, e Caixa, com 4,60. J. Safra e Franklin Templeton apareceram na quarta e quinta posições, respectivamente.

PosiçãoGestoraScore
1Santander Brasil Gestão de Recursos4,72
2Inter Asset4,65
3Caixa DTVM4,60
4Banco J Safra – Gestão de Recursos4,08
5Franklin Templeton Brasil3,97
6BB Gestão de Recursos3,87
7Somma Investimentos3,40
8Real Investor Asset Management2,73
9Principal Asset Management2,69
10Alaska Investimentos1,55

Nos multimercados, a liderança ficou com a Vinland, com score de 4,43. AZ Quest, XP Vista, BRZ e Polo Capital vieram na sequência.

PosiçãoGestoraScore
1Vinland Capital4,43
2AZ Quest Investimentos4,27
3XP Vista Asset Management4,07
4BRZ Investimentos4,06
5Polo Capital4,06
6ARX Investimentos3,99
7Capitânia3,75
8Somma Investimentos3,33
9Caixa DTVM3,30
10SPX Gestão de Recursos3,15

Quem aparece mais de uma vez

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Mais do que observar apenas os primeiros colocados de cada categoria, o ranking permite identificar as gestoras que tiveram desempenho consistente em diferentes estratégias.

A ARX, por exemplo, aparece entre as dez melhores em renda fixa, ações locais e multimercados. A SPX também está no top 10 das três categorias e lidera o ranking de ações brasileiras.

Entre os grandes bancos, o Santander foi o destaque, com presença nos rankings de ações locais e estrangeiras — e liderança neste último.

A Caixa apareceu entre as dez primeiras em renda fixa, ações estrangeiras e multimercados. O Bradesco, por sua vez, apareceu no ranking de crédito privado.

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Entre as gestoras independentes, a AZ Quest teve presença em renda fixa, crédito privado e multimercados.

Como a Moody’s chegou ao ranking

O diferencial do levantamento está justamente em não transformar a rentabilidade em único critério.

Segundo a Moody’s, a pontuação considera fatores como rentabilidade, consistência dos resultados, capacidade de superar concorrentes e controle das perdas em períodos de crise.

Os resultados de cada gestora também são ponderados pelo volume de ativos sob gestão.

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A análise abrangeu diferentes momentos do mercado brasileiro. No período de três anos até junho de 2026, a Selic passou por uma queda para 10,5% ao ano em 2024 e posteriormente voltou a subir, chegando a 15% ao ano em 2026.

Isso importa porque estratégias que funcionam em um ambiente de juros em queda podem ter comportamento diferente quando a política monetária muda de direção.

Por isso, a proposta do ranking é avaliar não apenas quem conseguiu ganhar mais dinheiro, mas quais gestoras conseguiram fazer isso de maneira relativamente consistente e sem assumir riscos excessivos.

A Moody’s ressalta que o levantamento não constitui recomendação de investimento, mas pode funcionar como um indicador da consistência das casas ao longo de diferentes ciclos de mercado.

Itaú fica fora; XP, Nubank e Inter aparecem

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Outro ponto que chama atenção no levantamento é a ausência do Itaú entre os dez primeiros colocados em qualquer uma das categorias analisadas.

Enquanto isso, as gestoras ligadas a plataformas digitais tiveram presença mais ampla. XP e Inter aparecem em diferentes rankings, enquanto a estrutura de gestão ligada ao Nubank também aparece no levantamento citado pela Moody’s.

O resultado mostra que tamanho da instituição não é necessariamente sinônimo de liderança em desempenho ajustado ao risco. O ranking mistura bancos tradicionais, plataformas digitais e gestoras independentes.

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