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Hapvida (HAPV3): 2 fatores que fazem ação afundar ainda mais nesta terça (25)

25 ago 2026, 12:29
Hapvida HAPV3 Ações
(Imagem: iStock.com/Sergii Chervov | Montagem: Anna Zeferino)

A Hapvida (HAPV3) aparece entre os destaques negativos do Ibovespa (IBOV) nesta terça-feira (25) com algumas notícias pesando na cotação. Na mínima, a ação chegou a recuar 4,72%, a R$ 6,06, aprofundando a queda da operadora de saúde desde que divulgou resultados fracos.

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Desde 3 de agosto, a ação despenca quase 50%. No ano, o tombo é de 57%.

Na avaliação do sócio da Fatorial Investimentos, Fábio Lemos, o comunicado de ontem da companhia ainda não elimina a principal dúvida que ficou depois do balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26).

Segundo a Hapvida, a empresa está avaliando contratos coletivos com precificação “defasada” de cerca de 947 mil beneficiários, cerca de 11% de sua base, que poderão ser reajustados ou até descontinuados nos próximos 12 meses.

“Há uma hipótese de saída de 665 mil beneficiários, o que representaria uma queda de cerca de 8% da base da Hapvida. O problema é que retirar contratos deficitários melhora a qualidade da carteira, mas pode pressionar a receita e reduzir a diluição dos custos fixos da rede”, explica Lemos.

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Dessa forma, o sócio da Fatorial Investimentos considera que o comunicado tem efeito negativo no curto prazo, não pelo conteúdo ser necessariamente novo, mas porque ele mantém elevada a incerteza sobre a receita, margem e geração de caixa da companhia.

Lemos observa que isso ocorre depois de um trimestre em que o Ebitda caiu 44%, a margem recuou para 6,3% e a sinistralidade chegou a 75,2% no 2T26.

“Hoje, o mercado não está cobrando apenas melhora operacional da Hapvida, está cobrando também visibilidade”, diz.

Por volta das 11h57 (horário de Brasília), a Hapvida recuava 3,62%, a R$ 6,13.



Squadra despacha papéis da HAPV3

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Para o economista e chefe de renda variável da Fami Capital, Gustavo Bertotti, os fundamentos da companhia estão muito fragilizados e o tombo da HAPV3 já chega a mais de 45% apenas em agosto, enquanto a queda é de 85% em 12 meses.

Bertotti avalia que, além do comunicado da empresa, a gestora Squadra despachou cerca de 3,87% das ações da Hapvida, o que também impacta negativamente as cotações da empresa nesta terça-feira.

“A queda de hoje em parte tem a ver com a redução da posição da Squadra, com a gestora destacando o erro no investimento e também na administração da empresa. Isso não é favorável para a empresa”, afirma Bertotti.

Além disso, o head de renda variável lembra que a expectativa de Selic terminal em 2026 mais elevada não é favorável para empresas cíclicas, o que também pesa para a ação da Hapvida, ao olhar para o endividamento da companhia.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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