Quer saber qual foi a melhor carteira recomendada em maio? Veja aqui

A volatilidade e a crescente aversão ao risco com preocupações ao crescimento econômico global foram regras nos mercados mundiais durante maio, graças ao presidente tuiteiro dos EUA Donald Trump, que renovou a guerra comercial entre EUA e China e abriu um novo flanco de disputa com o México.
A elevação de tarifas contra produtos chineses nos EUA e a inclusão da Huawei em uma lista de empresas com restrições de negócios nos EUA foram o novo capítulo da disputa sino-americana. Já a insatisfação americana com a imigração ilegal na fronteira com o México levou Trump a ameaçar a imposição de tarifas contra produtos do país vizinho.
A renovação da guerra comercial entre EUA e China não impediu, no entanto, o Ibovespa de fechar o primeiro maio no azul desde 2009. O principal índice acionário brasileiro subiu 0,69% no mês, com a ajuda dos ganhos acumulados de 7,81% nas duas últimas semanas. O índice chegou a ter perdas acumuladas de 6,6% até a sessão do dia 17, quando atingiu a mínima intradia de 89,4 mil pontos e encerrou a 89,9 mil pontos.
A volatilidade também atingiu o dólar. Apesar de encerrar o mês com uma ligeira alta de 0,04% a R$ 3,92, a moeda americana atingiu o pico de R$ 4,12 em 20 de maio com cenário externo adverso e incertezas políticas internas.
Os atritos entre Congresso e Palácio do Planalto continuaram e ameaçaram a aprovação de Medidas Provisórias que estavam prestes a vencer, entre as quais a reforma administrativa que reduziu o número de ministérios de 29 para 22. Um café-da-manhã entre lideranças do Três Poderes da República e aprovação das MPs mais importantes apaziguaram os ânimos e plantaram um ensaio de otimismo para a aprovação da reforma da Previdência.
Socopa se destaca com ganhos de 40 pontos-base acima do Ibov
A gangorra do mês de maio do Ibovespa não derrubou grande parte das carteiras recomendadas por corretoras, bancos e casas de research. Dos 22 portfólios indicados e acompanhados pelo Investing.com Brasil, 13 conseguiram superar os ganhos de 0,7% do Ibovespa e 14 deram retorno positivo ao investidor.

A Socopa garantiu a melhor carteira de maio com apostas corretas em JSL (JSLG3) e CCR (CCRO3), que dispararam 32% e 14%, nesta ordem, no mês e compensaram as fortes perdas de 21% em Suzano (SUZB3).
A corretora também colheu bons resultados nas apostas em IRB Brasil (IRBR3), Hypera (HYPE3), Kroton (KROT3), BR Malls (BRML3) e Itaú Unibanco (ITUB4) e amargou perdas em Pão de Açúcar (PCAR4) e Fleury (FLRY3). A Socopa não alocou 0,2% de seu portfólio – que somou peso de 99,8%.

Após a Socopa, a segunda melhor carteira veio da Coinvalores, que retornou 4,1% ao investidor, com ganhos em Trisul (TRIS3), Cosan (CSAN3), Sulamérica e CCR, compensando as perdas em Suzano e Pão de Açúcar. O portfólio da Coinvalores contou com 15 papéis com pesos de 6% e 8%.