Cosan (CSAN3), Nubank (ROXO34), Oncoclínicas (ONCO3) e outros destaques desta sexta-feira (15)
Os resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) da Cosan (CSAN3), Nubank (ROXO34) e Oncoclínicas (ONCO3) são alguns dos destaques corporativos desta sexta-feira (15).
Confira os destaques corporativos de hoje
Cosan (CSAN3) reduz prejuízo no 1T26, mas dívida e resultado financeiro seguem pressionando
A Cosan (CSAN3) reportou prejuízo líquido de R$ 1,58 bilhão no primeiro trimestre de 2026, uma melhora de 11% em relação às perdas de R$ 1,79 bilhão registradas no mesmo período do ano passado.
O resultado veio em meio à melhora operacional das investidas da holding, mas ainda pressionado pelo elevado resultado financeiro e pelos custos ligados à reestruturação da dívida.
A companhia destacou que o trimestre foi impactado por cerca de R$ 1 bilhão em efeitos não recorrentes relacionados às liquidações antecipadas de bonds com vencimentos em 2029, 2030 e 2031, registrados nas linhas de resultado financeiro e imposto diferido.
No consolidado, a receita líquida caiu 7% na comparação anual, para R$ 9,03 bilhões, enquanto o Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) ajustado avançou 60%, para R$ 3,34 bilhões.
Nubank (ROXO34): Lucro sobe 41% e vai a US$ 871 milhões no 1T26
O Nubank (ROXO34) apurou lucro líquido de US$ 871 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 41% em relação ao mesmo período de 2025, mostra balanço divulgado na quinta-feira (14).
Apesar da continuidade da alta do lucro, a cifra ficou abaixo da expectativa de analistas reunidos pela LSEG, que esperava US$ 980 milhões.
Já o retorno anualizado sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 29%, alta de dois pontos percentuais, mas queda de quatro pontos ante os 33% do trimestre passado. Um número bem maior que o Itaú (ITUB4), que fechou o trimestre com ROE de 24%.
O diretor financeiro Guilherme Lago disse à Reuters que o lucro sofreu impacto do crescimento mais acelerado do crédito, o que obrigou a empresa a reconhecer provisões antecipadamente. A carteira de crédito total do Nubank aumentou 40% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 37,2 bilhões.
Oncoclínicas (ONCO3) mais que triplica prejuízo no 1T26, para R$ 438,7 milhões
A Oncoclínicas (ONCO3) reportou prejuízo líquido de R$ 438,7 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), mais do que triplicando o prejuízo de R$ 131,9 milhões registrado no mesmo período do ano passado, mostra relatório de resultados divulgado ao mercado na noite de quinta-feira (14).
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou negativo em R$ 49,2 milhões, com margem negativa de 4,2%.
De acordo com a companhia indicador foi diretamente impactado pela desalavancagem operacional do período, ocasionada pelo desabastecimento de medicamentos nas clínicas, cenário que começou a enfrentar durante o começo do mês de março e por provisionamentos contábeis ocorridos durante o trimestre.
A rede de oncologia teve receita líquida de R$ 1,16 bilhão no período de janeiro a março, uma queda de 22,3% em comparação com o mesmo período em 2025. A companhia afirma que a dinâmica está relacionada ao volume de provisões de PCLD (provisão para créditos de liquidação duvidosa) durante o trimestre.
Ao final do trimestre, a dívida líquida financeira da companhia, somada às aquisições a pagar, atingiu R$ 3,26 bilhões.
GPA (PCAR3) amplia o prejuízo líquido das operações para R$ 1,35 bilhão no 1T26
O GPA (PCAR3) ampliou o prejuízo líquido das operações continuadas para R$ 1,347 bilhão no primeiro trimestre de 2026, ante perdas de R$ 93 milhões registradas em igual período do ano anterior.
O resultado foi pressionado principalmente por efeitos não recorrentes e sem impacto no caixa, que somaram R$ 1,014 bilhão no trimestre.
Para a companhia, os principais impactos extraordinários vieram da baixa de crédito no exterior, no valor de R$ 588 milhões, além de baixas de softwares, fundo de comércio, outros ativos e impairment (deterioração) de lojas. Excluindo esses efeitos, o prejuízo líquido continuado ajustado teria sido de R$ 333 milhões no trimestre.
A receita líquida caiu 8,2% na comparação anual, para R$ 4,3 bilhões, refletindo a descontinuação do formato Aliados, impactos do portfólio de lojas e a estratégia de priorização de canais mais rentáveis no e-commerce. Ainda assim, as vendas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) cresceram 0,6% no período.
Telefônica Brasil (VIVT3) restituirá R$ 1,25 aos acionistas com andamento da redução de capital
A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, informou ao mercado o fim do prazo de oposição de credores em relação à redução de capital social da companhia aprovada na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 12 de março de 2026, a tornando plenamente eficaz.
A redução de capital é um procedimento societário que permite às empresas diminuir o valor do seu capital social e pode devolver parte dos recursos aos acionistas.
Dessa maneira, a companhia prosseguirá com a restituição aos acionistas do valor de R$ 1,25171862845 por ação ordinária, considerando um total de 3.195.606.352 ações ordinárias em que se divide o seu capital social, excluídas as 30.940.270 ações mantidas em tesouraria em 31 de dezembro de 2025.
“O valor por ação ordinária é calculado com base na posição acionária de 31 de dezembro de 2025, e, em razão do programa de recompra de ações da companhia, poderá sofrer alterações considerando a base acionária a ser verificada em 22 de maio de 2026, sendo que após esta data, as ações de emissão da companhia serão consideradas ex-direitos da restituição”, diz o documento.
O pagamento dos recursos decorrente da redução ocorrerá em única parcela, no dia 14 de julho de 2026, de forma individualizada a cada acionista e na proporção de suas respectivas participações no capital social da companhia.
Porto (PSSA3) tem lucro de R$ 1,1 bilhão no 1T26
A Porto (PSSA3) teve lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 36% em relação ao mesmo período do ano passado.
O lucro recorrente somou R$ 958 milhões, avanço de 15% na comparação anual. Segundo a companhia, foi o quinto trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos nessa linha.
As receitas totais alcançaram R$ 11 bilhões, crescimento de 10% ano a ano, refletindo a estratégia de diversificação entre seguros, saúde, banco e serviços.
Na vertical de seguros, as receitas e prêmios somaram R$ 5,7 bilhões, alta de 6%. O desempenho foi puxado pelos segmentos patrimonial e de vida, que avançaram 13% e 12%, respectivamente. Em automóveis, os prêmios cresceram 3%, enquanto a frota segurada chegou a 6,3 milhões de veículos.
A companhia destacou que o índice combinado ampliado recuou para 85%, melhora de quatro pontos percentuais, “principalmente explicada pela queda de 2,5 pontos percentuais na sinistralidade”, que ficou em 51%, além de ganhos de eficiência operacional. Com isso, o lucro da vertical de seguros chegou a R$ 467 milhões, alta de 49%.
Cyrela (CYRE3) lucra R$ 297 milhões no 1T26
A construtora Cyrela (CYRE3) registrou lucro líquido de R$ 297 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), queda de 9% em relação a igual período de 2025, segundo balanço divulgado na quinta-feira (14).
Entre janeiro e março, a receita líquida da incorporadora totalizou R$ 2,02 bilhões, crescimento de 4% na mesma base de comparação anual.
Em média, analistas esperavam lucro líquido de R$ 394 milhões e receita líquida de R$ 2,2 bilhões, de acordo com previsões compiladas pela LSEG.
A margem bruta subiu 0,4 ponto percentual e chegou a 32,9%, enquanto a margem bruta ajustada cresceu 1,8 ponto, para 36,1%.
Já as despesas comerciais da empresa somaram R$ 277 milhões no 1T26, alta anual de 38%. As despesas gerais e administrativas, por sua vez, atingiram R$ 134 milhões, avanço de 6%.
Helbor (HBOR3) vê lucro encolher no 1T26 após alta das despesas financeiras
A Helbor (HBOR3), incorporadora focada no segmento de médio e alto padrão, registrou lucro líquido atribuível aos sócios controladores de R$ 1,9 milhão no primeiro trimestre de 2026 (1T26), queda de 74,5% frente a igual período de 2025.
No consolidado, o lucro totalizou R$ 24,2 milhões, recuo de 31,9% na mesma base de comparação, segundo balanço divulgado nessa quinta-feira (14).
A receita operacional líquida, por sua vez, somou R$ 346,6 milhões entre janeiro e março, um crescimento de 15,8% em relação ao 1T25 e de 11,5% frente ao 4T25, refletindo, de acordo com a companhia, mudanças no mix de vendas.
Isso porque, no primeiro trimestre deste ano, 21% das vendas corresponderam a unidades de lançamentos realizados no período, ante 38% um ano antes.
Even (EVEN3) tem lucro líquido de R$ 47 milhões no 1T26
A construtora Even (EVEN3) teve lucro líquido ajustado de R$ 47 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), queda de 42,2% sobre o desempenho de um ano antes, segundo balanço publicado na quinta-feira (14).
A companhia apurou receita líquida de R$ 330,2 milhões de janeiro ao final de março, cerca de 2% menos que o registrado no primeiro trimestre de 2025.
A média de expectativas de analistas compiladas pela LSEG para os resultados da Even mostrava previsão de lucro líquido de R$ 37,5 milhões, com receita líquida de R$ 342,6 milhões.
No período, a Even teve queima de caixa de R$ 55,6 milhões, ante uma geração de R$ 166,4 milhões um ano antes.
Gafisa (GFSA3) reverte lucro e tem prejuízo de R$ 45,6 milhões no 1T26
A construtora e incorporadora Gafisa (GFSA3) teve prejuízo consolidado de R$ 45,6 milhões no primeiro trimestre de 2026 ante lucro de R$ 21,1 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.
Segundo balanço enviado ao mercado na noite de quinta-feira (14), a receita operacional líquida recuou quase 56%, a R$ 99,9 milhões nos primeiros três meses de 2026, com as vendas brutas caindo quase 90%, a R$ 23,9 milhões.
O grupo teve um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 29,8 milhões negativos ante os R$ 5,7 milhões positivos do mesmo período de 2025. A margem Ebitda ajustada no 1T26 fechou negativa em 29,8%, contra um resultado positivo de 2,5% no 1T25.
Caixa tem lucro líquido de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre
A Caixa Econômica Federal fechou o primeiro trimestre de 2026 com um lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões, segundo comunicado divulgado na quinta-feira (14). O montante representa uma queda de 34,4% na comparação com o mesmo período de 2025 e uma alta de 25,4% ante o quarto trimestre de 2025.
De acordo com a Caixa, o balanço dos três primeiros meses do ano foi impactado pelo forte aumento das provisões para perdas com crédito, que mais do que dobraram no período, em meio às novas regras regulatórias do Banco Central (BC) para cobertura de risco de inadimplência.
Segundo o banco, as provisões passaram a considerar perdas esperadas nas operações de crédito, e não apenas perdas efetivamente registradas. A mudança elevou as reservas financeiras da instituição para possíveis calotes.
CPFL Energia: Lucro sobe 18% no 1T26, a R$ 1,8 bilhão
A CPFL Energia (CPFE3) encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 1,8 bilhão, avanço de 18% na comparação anual, ajudado principalmente por efeitos financeiros e tributários positivos, segundo balanço financeiro divulgado na noite de quinta-feira (14).
O desempenho operacional da companhia elétrica, medido pelo Ebitda, somou R$ 3,86 bilhões, estável (+0,2%) em relação a igual trimestre de 2025, com uma piora no segmento de distribuição de energia sendo parcialmente compensada por melhor resultado na unidade de geração.
Na distribuição, principal negócio da CPFL, o Ebitda caiu 2,3%, para R$ 2,53 bilhões, impactado por efeitos contábeis de atualização de ativos regulatórios e também por uma queda de 0,7% do consumo total de energia nas áreas de concessão do grupo.
Grupo Mateus (GMAT3) vê lucro cair 21,8% no 1T26
O Grupo Mateus (GMAT3) reportou lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 212,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 21,8% na comparação anual.
A receita líquida avançou 12,9% no período, para R$ 9,4 bilhões, impulsionada principalmente pela consolidação do Novo Atacarejo, pelo crescimento do atacado B2B (negócio para negócio, na sigla em inglês) e pelo avanço das vendas no segmento de eletro. Apesar disso, o indicador de vendas nas mesmas lojas (SSS) ficou negativo em 7,3%.
Segundo a companhia, o desempenho foi impactado pela “deflação de alimentos, especialmente de commodities”, além do maior nível de endividamento das famílias e da mudança no perfil da cesta de consumo. O grupo afirmou ainda que manteve a estratégia de priorizar rentabilidade em detrimento de volume em alguns canais.
Méliuz (CASH3) tem recorde de receita e Ebitda supera os R$ 100 milhões
O Méliuz (CASH3) acaba de publicar seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), atingindo uma receita líquida recorde de R$ 118,2 milhões para o primeiro trimestre, um crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A receita do segmento de Shopping Brasil cresceu 31% no comparativo anual, atingindo R$ 93,3 milhões no trimestre. Na visão dos últimos doze meses, o crescimento foi de 40%, o que explica o crescimento desta linha do balanço.
O Ebitda (métrica do mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) ajustado consolidado foi de R$ 30,1 milhões no 1T26, também um recorde para o primeiro trimestre, com uma expansão de 74% na comparação anual.
No acumulado dos últimos 12 meses e até o fechamento do primeiro trimestre deste ano, o Ebitda superou os R$ 100 milhões, de acordo com o release de resultados.
MBRF (MBRF3): Lucro cresce 26%, para R$ 111 milhões no 1T26
A MBRF (MBRF3) registrou um lucro líquido atríbuido ao controlador de R$ 111 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), 26% acima do registrado no mesmo trimestre do 2025 (1T25).
A receita líquida consolidada ficou em R$ 39,45 bilhões no trimestre, praticamente estável na comparação anual, com leve queda de 0,1%. No mercado interno, a receita recuou 1,9%, para R$ 27,05 bilhões, enquanto no mercado externo houve crescimento de 4,1%, para R$ 12,40 bilhões.
O custo dos produtos vendidos (CPV) totalizou R$ 34,68 bilhões, baixa de 0,3% frente ao 1T25. Com isso, o lucro bruto avançou 1,6%, para R$ 4,77 bilhões. A margem bruta subiu 20 pontos-base na comparação anual, alcançando 12,1%.
As despesas com vendas, gerais e administrativas (DVGA) somaram R$ 3,34 bilhões, aumento de 2,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
Construtora anuncia R$ 30 milhões em dividendos e define datas
A construtora Even (EVEN3) aprovou a distribuição de dividendos intercalares no valor total de R$ 30 milhões, mostra comunicado divulgado ao mercado na quinta-feira (14).
De acordo com o documento, o pagamento será feito com base no lucro líquido apurado até 31 de março de 2026, sendo que o montante equivale a R$ 0,15169272 por ação ordinária da companhia, desconsideradas as unidades em tesouraria.
Os papéis da incorporadora passam a ser negociados na condição “ex-dividendos” a partir de 2 de junho de 2026. Já a data-base para ter direito ao provento foi fixada em 1º de junho de 2026.
O pagamento será realizado em parcela única no dia 12 de junho de 2026, em moeda corrente nacional.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo