Magazine Luiza (MGLU3), Embraer (EMBJ3), Caixa Seguridade (CXSE3) e outros destaques desta sexta-feira (8)
Os resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) do Magazine Luiza (MGLU3), Embraer (EMBJ3) e Caixa Seguridade (CXSE3), são alguns dos destaques corporativos desta sexta-feira (8).
Confira os destaques corporativos de hoje
Magazine Luiza (MGLU3) tem prejuízo de R$ 33,9 milhões no 1T26
O Magazine Luiza (MGLU3) reportou prejuízo líquido ajustado de R$ 33,9 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), mostra relatório de resultados divulgado nesta quinta-feira (7). A cifra representa uma reversão do lucro de R$ 11,2 milhões registrados no mesmo período em 2025 e de R$ 124,7 milhões no trimestre imediatamente anterior.
Na visão contábil, em que são inclusos os resultados não recorrentes, o prejuízo é de R$ 55,2 milhões.
A linha veio abaixo da expectativa do mercado, uma vez que consenso reunido pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 22 milhões.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que mede o desempenho operacional, encolheu 5,4% em base anual, totalizando R$ 717,6 milhões no período de janeiro a março deste ano.
A margem Ebitda ajustada ficou em 7,8%, uma queda 0,3 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado.
As vendas totais do Magalu, incluindo marketplace, caíram 5,6% na comparação anual, para R$ 15,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
Embraer (EMBJ3): Lucro encolhe para R$ 145,4 milhões no 1T26
A Embraer (EMBJ3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 145,4 milhões referente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), excluindo itens extraordinários de -R$ 29,4 milhões referentes aos resultados da Eve, conforme relatório de resultados divulgado nesta sexta-feira (8).
A cifra representa uma redução no lucro ante os R$ 299,9 milhões registrados no mesmo período de 2025 e R$ 522,7 milhões do trimestre imediatamente anterior.
A companhia decidiu, a partir de 2026, deixar de classificar os impostos diferidos como item extraordinário pois seu impacto a longo prazo é próximo de zero e, consequentemente, ajustou os resultados comparáveis de 2025 apresentados para uma comparação justa, conforme o documento.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), que mede o desempenho operacional, ficou em R$ 749,4 milhões, acima dos R$ 631 milhões reportados no mesmo período do ano anterior.
Já a margem Ebitda ajustada permaneceu estável na comparação anual, em 9,9%.
No caso do lucro antes de juros e impostos (Ebit) ajustado, a companhia registrou R$ 488,6 milhões, com margem Ebit de ajustada crescendo para 6,4%.
No período de janeiro a março deste ano, as receitas líquidas da fabricante brasileira de aeronaves totalizaram R$ 7,6 bilhões, superando os R$ 6,4 bilhões reportados no primeiro trimestre de 2025, um aumento de 18%.
Caixa Seguridade (CXSE3) tem lucro dentro do esperado no trimestre
A Caixa Seguridade (CXSE3) teve lucro líquido gerencial de R$ 1,14 bilhão no primeiro trimestre, dentro do esperado pelo mercado e 13,2% acima do resultado obtido um ano antes, segundo balanço publicado na quinta-feira (7).
A companhia afirmou que as receitas operacionais apresentaram crescimento de 7,6%, para R$ 1,5 bilhão.
O resultado de investimentos em participações societárias (MEP), que responderam por 59,5% do total das receitas operacionais do trimestre, apresentou aumento de 12,7% no período, com destaque para os desempenhos operacional e financeiro das investidas Caixa Residencial (+28,0%), Caixa Capitalização (+18,0%) e Caixa Consórcio (+14,1%), afirmou a empresa.
Já as receitas de comissionamento, que corresponderam a 40,5% das receitas operacionais do período, cresceram 1% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionadas principalmente pelas receitas de Capitalização (+30,3%), Seguro Habitacional (+13,7%) e Seguro Residencial (+8,3%).
Fleury (FLRY3) supera expectativas no 1T26 com lucro de R$ 201,2 milhões
O Fleury (FLRY3) registrou lucro líquido de R$ 201,2 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), avanço de 12,2% ante o mesmo período do ano passado, mostra relatório de resultados divulgado ao mercado nesta quinta-feira (7). O resultado, segundo a CEO Jeane Tsutsui, é reflexo da estratégia que envolve crescimento orgânico, aquisições e disciplina financeira.
A cifra veio acima da expectativa do mercado. Consenso reunido pela Bloomberg apontava para um lucro de R$ 185 milhões no período.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede o desempenho operacional, chegou a R$ 606 milhões, um avanço de 10,7% na comparação anual.
A margem Ebitda ficou estável na comparação anual, em 27,3% no período de janeiro a março deste ano.
Já a receita bruta da companhia totalizou R$ 2,18 bilhões no trimestre, uma alta de 10,1% ante o mesmo período em 2025. No caso da receita líquida, o montante chegou a R$ 2 bilhões, avanço de 10,3% na comparação anual.
Mercado Livre (MELI34): Lucro recua para US$ 417 milhões em meio a investimentos
O Mercado Livre (MELI34) reportou lucro líquido de US$ 417 milhões referente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), mostra relatório de resultados divulgado nesta quinta-feira (7). A cifra representa uma queda de 15,6% em comparação com o ano anterior e abaixo das expectativas dos analistas, devido aos investimentos em logística, expansão de crédito e frete grátis.
Esse é o segundo trimestre consecutivo de recuo no lucro e, segundo o Meli, reflete a decisão de continuar com investimentos estratégicos visando ganhos de participação de mercado no longo prazo.
A companhia registrou um aumento de 49% na receita, atingindo US$ 8,8 bilhões no trimestre de janeiro a março, superando as projeções dos analistas de US$ 8,3 bilhões. O lucro operacional atingiu US$ 611 milhões, com margem de 6,9%.
“Os investimentos estratégicos em frete grátis, cartão de crédito Mercado Pago, em vendas diretas (1P) e em comércio cross-border estão impulsionando o crescimento excepcional da empresa e fortalecendo o posicionamento competitivo em toda a região”, diz a empresa.
A redução do limite de frete grátis no Brasil é apontada pela companhia como uma das decisões estratégicas mais importantes de 2025, permanece gerando resultados em um ritmo acima das próprias expectativas da empresa.
Compass precifica IPO em R$ 28 e pode levantar cerca de R$ 3,2 bilhões
A Compass, empresa de gás da Cosan (CSAN3), precificou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em R$ 28 por ação, no piso da faixa indicativa, que ia até R$ 35, mostra fato relevante divulgado nesta sexta-feira (8).
Conforme o comunicado, a oferta movimenta um total de R$ 2,82 bilhões mediante a venda de 100,9 milhões de ações ordinárias.
A operação foi 100% secundária — ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia. Ainda assim, a estreia marca o primeiro IPO da B3 em quase cinco anos, encerrando um dos períodos mais longos de seca para novas ofertas na bolsa brasileira.
Em um fato relevante separado, a Cosan anunciou ao mercado a venda de 76,8 milhões de ações e que concedeu opção de lote suplementar de até 13,4 milhões de ações, equivalente a até 15% do total das ações da oferta base ao mesmo preço por ação.
Neste caso, acrescentou a Cosan, o montante total da oferta poderá alcançar até R$ 3,2 bilhões, com a Cosan recebendo R$ 2,53 bilhões.
PetroReconcavo (RECV3) aprova R$ 100 milhões em JCP e avança em acordo com a Brava
A PetroReconcavo (RECV3) informou na quinta-feira (7) que aprovou a distribuição de R$ 100 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), equivalentes a R$ 0,341252 por ação ordinária.
Terão direito ao pagamento os acionistas com posição em 18 de maio de 2026. As ações serão negociadas “ex-proventos” a partir de 19 de maio, e o pagamento ocorrerá em 28 de maio.
Segundo a companhia, os JCP serão imputados ao dividendo mínimo obrigatório de 2026.
Separadamente, a PetroReconcavo informou a assinatura de aditivos aos contratos de venda de petróleo com a Brava Energia e de um Heads of Agreement (HoA) para negociar um contrato de longo prazo para o Ativo Potiguar.
Os aditivos, válidos desde 1º de abril de 2026 por três meses, incluem redução de cerca de 40% no desconto da parcela fixa média dos contratos atuais e atualização dos mecanismos de ajuste variável.
Lojas Renner (LREN3) tem lucro de R$ 257,3 milhões
A Lojas Renner (LREN3) começou 2026 com lucro recorde para um primeiro trimestre. A varejista reportou lucro líquido de R$ 257,3 milhões, alta de 16,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
A receita líquida de varejo somou R$ 2,88 bilhões, crescimento de 4,3% na comparação anual, enquanto as vendas mesmas lojas (SSS) avançaram 3,2%. No segmento de vestuário, principal operação da companhia, a receita cresceu 5,1%, para R$ 2,56 bilhões, com SSS de 3,7%.
Segundo o CEO Fabio Faccio, a companhia entregou “resultados alinhados ao plano estratégico”, com expansão relevante de rentabilidade.
“Entregamos crescimento de receita combinado com margem bruta recorde para um primeiro trimestre, resultando em crescimento de 24% no Ebitda de varejo e geração recorde de caixa”, afirmou o executivo, em documento publicado na noite de quinta-feira (7).
JHSF (JHSF3) tem lucro de R$ 371,6 milhões no 1T26, alta anual de 9,3%
A JHSF Participações (JHSF3), holding voltada em negócios de alta renda, registrou lucro líquido consolidado de R$ 371,6 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), um aumento de 9,3% em relação a igual período de 2025.
Entre janeiro e março, o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 250,6 milhões, crescimento anual de 27%, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (8).
A margem Ebitda, por sua vez, ficou em 46,6%, recuo de 2,4 pontos percentuais na mesma base de comparação.
O resultado superou a expectativa do mercado, que projetava Ebitda de R$ 227 milhões, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.
A receita líquida consolidada do grupo alcançou R$ 537,7 milhões no 1T26, expansão de 33,3% frente aos R$ 403,3 milhões apurados um ano antes.
Sabesp (SBSP3) tem lucro líquido de R$ 1,55 bilhão no 1º trimestre
A Sabesp (SBSP3) teve lucro líquido ajustado de R$ 1,55 bilhão no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 32,2% sobre igual período do ano passado, segundo balanço publicado na quinta-feira (7) pela maior empresa de água e saneamento da América Latina.
A companhia apurou um crescimento de 26% no resultado operacional medido pelo Ebitda, para R$ 3,8 bilhões, no trimestre, apoiado em redução de quadro de funcionários, otimização de custos com energia por conta de migração para o mercado livre e menor provisão para inadimplência.
Analistas, em média, esperavam Ebitda de R$ 3,99 bilhões para a Sabesp no primeiro trimestre, segundo dados da LSEG.
A empresa teve receita líquida ajustada de R$ 6 bilhões, crescimento anual de quase 11% impulsionado por maiores tarifas e eliminação de descontos para grandes clientes.
A Sabesp encerrou março com uma dívida líquida de R$ 32,5 bilhões e caixa disponível de R$19,2 bilhões.
B3 (B3SA3) tem lucro líquido recorrente de R$ 1,5 bilhão no 1º trimestre
A B3 (B3SA3) reportou na quinta-feira (7) lucro líquido recorrente de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 33,1% ante igual intervalo de 2025, em meio a forte crescimento de receitas, diante de perspectivas de queda de taxas de juros, fluxo estrangeiro no mercado de ações e alta volatilidade nos mercados.
Na base trimestral, o lucro aumentou 2,6%. Estimativas compiladas pela LSEG apontavam lucro líquido de R$ 1,46 bilhão.
A receita avançou 20,5% ano a ano, para o recorde trimestral de R$ 3,2 bilhões. Em relação ao quarto trimestre de 2025, cresceu 8,5%. O grupo de receitas pró-cíclicas, composto por derivativos e renda variável, registrou incremento de 23,7%, enquanto o grupo de receitas recorrentes mostrou alta de 17,2%.
As despesas totalizaram R$ 918,7 milhões, alta de 10,9% na comparação anual e em linha com os últimos três meses do ano passado.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente totalizou R$ 2,06 bilhões, alta de 23,9% ano a ano, com margem de 71,6%. Estimativas compiladas pela LSEG apontavam Ebitda de R$ 2,07 bilhões.
Azzas 2154 (AZZA3) tem lucro de R$ 63,9 milhões no primeiro trimestre
A Azzas 2154 (AZZA3) registrou lucro líquido recorrente de R$ 63,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 45,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
A receita líquida somou R$ 2,48 bilhões, recuo de 8%, enquanto o Ebitda (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) recorrente caiu 23,2%, para R$ 328,5 milhões. A margem Ebitda recuou 2,7 pontos percentuais, para 13,2%.
Segundo a companhia, a receita foi impactada principalmente pela queda nos canais de sell-in, com foco no “reequilíbrio da relação sell-out/sell-in da rede de franqueados”.
Na prática, isso significa que a Azzas reduziu o volume de produtos enviados para os parceiros para evitar excesso de estoque nas lojas. A estratégia busca melhorar a qualidade das vendas da rede, mesmo sacrificando parte da receita no curto prazo.
A receita bruta de marcas continuadas caiu 4,4%, para R$ 3,12 bilhões. Os canais de sell-out ficaram praticamente estáveis, com queda de 1,5%, enquanto o sell-in recuou 10,9%.
Cemig (CMIG4) lucra R$ 979 milhões no 1T26
A Cemig (CMIG4) registrou um lucro líquido de R$ 979 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), uma queda de 5,8% sobre o desempenho de um ano antes, segundo balanço divulgado na noite de quinta-feira (7).
A companhia apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda consolidado de R$ 1,79 bilhões, recuo de 2,1% sobre o primeiro trimestre de 2025 e abaixo das estimativas dos analistas de R$ 1,9 bilhão, conforme dados da LSEG.
A receita do grupo, porém, cresceu 6,3% em um ano, para R$ 10,46 bilhões.
A Cemig também informou que seu Conselho de Administração aprovou a eleição de Alexandre Ramos Peixoto para o cargo de presidente-executivo (CEO).
Segundo a companhia, Peixoto é engenheiro de carreira da empresa, com formação em Engenharia de Qualidade e Gestão pela PUC Minas e em Gestão e Planejamento Estratégico pela UFMG, além de MBA em áreas relacionadas ao setor energético.
Rumo (RAIL3): Lucro líquido ajustado soma R$ 266 milhões no 1º trimestre
A Rumo (RAIL3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 266 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 41,1% na comparação com igual trimestre de 2025. No critério não ajustado, a cifra somou R$ 98 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 97 milhões reportado um ano antes.
O Ebitda ajustado da companhia atingiu R$ 1,745 bilhão ao final da março, alta anual de 6,7%. O desempenho foi sustentado por maior volume transportado e diluição de custos e despesas fixas, segundo o release de resultados. A margem Ebitda ajustada ficou em 53,2%, recuo de 3,6%.
Já a receita operacional líquida da Rumo totalizou R$ 3,2 bilhões. A cifra representa um crescimento de 10,6% quando comparado ao mesmo período de 2025. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 846 milhões, uma piora de 10,2% em relação à cifra também negativa de R$ 768 milhões reportada um ano antes.
A Rumo encerrou o trimestre de janeiro a março com uma alavancagem de 2,1 vezes dívida líquida/Ebitda ajustado, “em patamar adequado ao perfil de risco da companhia”, avalia a empresa. No trimestre imediatamente anterior, o indicador estava em 1,9 vez.
EcoRodovias (ECOR3) tem prejuízo de R$ 10,1 milhões, mas anuncia dividendos
A EcoRodovias (ECOR3) reportou prejuízo líquido de R$ 10,1 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 146,7 milhões registrado um ano antes.
Além dos números, a EcoRodovias anunciou o pagamento de R$ 210,4 milhões em dividendos referentes ao exercício de 2025, equivalentes a R$ 0,30244837665 por ação.
Terão direito aos proventos os acionistas posicionados em 12 de maio, com as ações passando a ser negociadas ex-dividendos a partir de 13 de maio. O pagamento será realizado em 12 de junho.
Segundo a companhia, no documento publicado na noite de quinta-feira (7), o balanço foi pressionado principalmente pela amortização integral do saldo remanescente do ativo intangível da Ecovias Sul após o encerramento do contrato de concessão.
Apesar do prejuízo contábil, a companhia apresentou avanço operacional no trimestre. A receita líquida ajustada somou R$ 1,81 bilhão, alta de 8,5% na comparação anual, enquanto o Ebitda ajustado avançou 12%, para R$ 1,4 bilhão. A margem Ebitda ajustada ficou em 77,6%, expansão de 2,4 pontos percentuais.
Allos (ALOS3) tem lucro líquido de R$ 248,3 milhões no 1T26
A Allos (ALOS3) registrou lucro líquido de R$ 248,302 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 2,5% ante o mesmo período do ano passado.
Já o Ebitda ajustado ficou em R$ 502,225 milhões entre janeiro e março, avançando 10,2% na comparação anual.
A receita líquida teve crescimento de 9,8%, totalizando R$ 692,418 milhões.
O resultado financeiro terminou o trimestre negativo em R$ 183,157 milhões, avanço de 52% ante o mesmo período em 2025, quando foi negativo em R$ 120,5 milhões.
Em release de resultados, a companhia diz que o ano de 2026 começou com forte desempenho operacional. As vendas dos shoppings aceleraram em relação ao final do ano passado, com crescimento de 6,6% na comparação com o primeiro trimestre de 2025.
Eztec (EZTC3) lucra R$ 119,7 milhões no 1T26, alta de 27%
A incorporadora paulistana Eztec (EZTC3) fechou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 119,7 milhões, expansão de 27,2% ante o mesmo período de 2025.
A melhora do resultado veio, principalmente, de um aumento importante na receita com juros dos financiamentos concedidos a clientes, venda de um terreno, além do reconhecimento de receitas originadas em projetos feito com incorporadoras parceiras.
O Ebit (lucro antes dos juros e imposto de renda) atingiu R$ 83,1 milhões, crescimento de 20,9% na mesma base de comparação anual. A receita líquida totalizou R$ 322,5 milhões, alta de 3,6%. Já a margem bruta foi a 38,7%, recuo de 0,9 ponto porcentual, enquanto a margem líquida bateu em 37,1%, elevação de 6,9 p.p.
As despesas operacionais totais da Eztec foram de R$ 41,8 milhões, recuo de 23,3% em ujm ano. As despesas comerciais subiram 32,8%, como reflexo de gastos com publicidade, estandes de vendas e decorados com a preparação dos novos projetos.
LWSA (LWSA3) registra lucro líquido de R$ 21,5 milhões no 1T26
A LWSA (LWSA3) registrou lucro líquido de R$ 21,5 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 45,3% em comparação com intervalo de 2025.
Já o Ebitda ajustado consolidado somou R$ 91 milhões no primeiro trimestre, alta de 28,4% na mesma base de comparação. A margem Ebitda ajustada consolidada foi de 25,1% no período, 3,6 pontos porcentuais (p.p.) acima da margem vista no mesmo trimestre de 2025.
No release de resultados, a companhia destaca que o número foi alcançado mesmo em um ambiente de consumo mais desafiador no varejo brasileiro.
A receita líquida consolidada subiu 10% ante o primeiro trimestre do ano passado, para R$ 362,8 milhões. O resultado foi puxado principalmente pelo segmento Commerce, que atingiu R$ 262,1 milhões de receita, alta anual de 14,3%. Segundo a companhia, o avanço foi reflexo de “expansão da base de clientes e maior monetização” da carteira.
Lucro da Engie Brasil Energia (EGIE3) recua 4,1% no 1º trimestre
A Engie Brasil Energia (EGIE3) teve lucro líquido ajustado de R$ 789 milhões no primeiro trimestre de 2026, 4,1% abaixo do apurado em igual período do ano anterior, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (7).
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) alcançou R$ 2,2 bilhões no trimestre, aumento de 10% na comparação anual.
Analistas, em média, esperavam Ebitda de R$ 1,8 bilhão para a Engie no período, segundo dados da LSEG.
Os custos operacionais da Engie aumentaram R$ 204 milhões no primeiro trimestre, para R$ 1,576 bilhão, na base anual. O maior impacto, nesta frente, se deu pelo aumento de R$ 254 milhões nos custos do segmento de geração e venda de energia.
Simpar (SIMH3) vê prejuízo aumentar no 1T26, mas reduz alavancagem
A holding Simpar (SIMH3) registrou um prejuízo líquido consolidado de R$ 179,6 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), em comparação com prejuízo de R$ 51 milhões no mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado na noite de quinta-feira (7).
A companhia apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 3,22 bilhões entre janeiro e março, avanço de 14,3% ano a ano.
A receita líquida do período, por sua vez, cresceu 6,1%, para cerca de R$ 11,08 bilhões, de acordo com o balanço.
Já a alavancagem, que é medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, ficou em 2,8 vezes no 1T26, ante 3,6 vezes um ano antes — a menor dos últimos 15 anos da companhia.
Distribuidoras da Neoenergia (NEOE3) anunciam R$ 47 bilhões em investimentos
Quatro distribuidoras de energia da Neoenergia (NEOE3), braço do grupo espanhol Iberdrola no Brasil, anunciaram nesta sexta-feira (8) novos investimentos para os próximos cinco anos, somando R$ 47 bilhões, no contexto da assinatura iminente das renovações contratuais de suas concessões por mais 30 anos.
A Coelba, distribuidora que atende consumidores de energia no Estado da Bahia, anunciou R$ 25 bilhões em investimentos a serem executados até 2030, enquanto a Cosern, que opera no Rio Grande do Norte, disse que fará aportes de R$ 4 bilhões no período.
Na Elektro, que distribui energia em municípios de São Paulo e Mato Grosso do Sul, o valor será de R$ 8 bilhões para os próximos anos.
Já a Celpe, de Pernambuco, que já teve seu novo contrato assinado com a União, previu investimentos de R$ 10 bilhões.
A Neoenergia, uma das maiores em distribuição de energia do país, está entre os grupos convocados pelo governo federal para a assinatura dos aditivos contratuais das concessões de distribuição em evento previsto para a tarde desta sexta-feira.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo