Petrobras (PETR4), Azzas 2154 (AZZA3), J&F SA e outros destaques desta quarta-feira (20)
O desalinhamento observado pelo TCU na Petrobras (PETR4), a confirmação de contratação do Itaú BBA pela Azzas 2154 (AZZA3) e os primeiros resultados após mudança na estrutura corporativa da J&F SA, que controla a JBS (JBSS32) e outras empresas da família Batista, são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (20).
Confira os destaques corporativos de hoje
TCU vê desalinhamento entre dividendos, dívida e investimentos da Petrobras (PETR4) em 2024
O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu na terça-feira (19), que a Petrobras (PETR4) executou, em 2024, uma política financeira desalinhada de seu próprio planejamento estratégico, com pagamento de dividendos e amortização de dívidas acima do previsto e investimentos abaixo das metas estabelecidas pela companhia.
O plenário do TCU apontou que os dividendos pagos pela estatal ficaram 88% acima do estimado no plano estratégico, enquanto os pagamentos de dívidas superaram as projeções em 49%. Em sentido oposto, os investimentos (capex) ficaram 39% abaixo do planejado.
“Constatou-se que os fluxos de caixa realizados apresentaram variações expressivas em relação ao planejamento inicial. Assim, o pagamento de dívidas foi 49% superior ao previsto, os dividendos ficaram 88% acima do estimado, enquanto os investimentos foram 39% inferiores ao planejado”, afirmou o ministro relator, Augusto Nardes, no acórdão.
Essa execução não esteve alinhada ao plano estratégico nem ao guidance da companhia, uma vez que os investimentos, que deveriam ser prioridade, acabaram sendo o menor fluxo realizado”, completou.
Segundo a corte, houve uma “inversão de prioridades” na execução financeira da empresa, uma vez que o plano estratégico previa direcionar a maior parte da geração de caixa para investimentos.
Azzas 2154 (AZZA3) confirma contratação do Itaú BBA, mas nega decisão sobre cisão
A Azzas 2154 (AZZA3) informou à CVM que contratou o Itaú BBA para assessoria financeira na análise de alternativas estratégicas, mas afirmou que não há decisão tomada ou operação definida sobre eventual cisão entre sócios.
O esclarecimento foi divulgado após questionamento da CVM sobre reportagem do jornal O Globo publicada em 15 de maio, que dizia que a companhia teria contratado o banco para assessorá-la em conversas sobre uma possível separação societária.
Segundo a Azzas 2154, a contratação tem caráter “preliminar e exploratório” e envolve análises econômico-financeiras de oportunidades que podem incluir a companhia, controladas ou ativos.
A empresa afirmou ainda que não existe, neste momento, fato relevante a ser divulgado nos termos da Resolução CVM nº 44/21.
J&F SA divulga primeiros resultados após mudança na estrutura corporativa
A J&F SA, que controla a JBS (JBSS32) e outras empresas da família Batista, divulgou seus primeiros resultados trimestrais públicos, reportando receita líquida de R$ 119,6 bilhões no primeiro trimestre, alta de 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A divulgação faz parte de uma mudança ampla na estrutura do grupo, após a J&F ter deixado de ser uma holding de investimentos para se tornar uma empresa operacional organizada em torno de unidades de negócios.
A J&F afirmou que o crescimento da receita foi impulsionado por bons desempenhos em todas as áreas, mas especialmente pelo braço de energia Âmbar Energia, cuja receita saltou 186,8% para R$ 2,3 bilhões após a integração de novos ativos, e pela unidade de mineração Lhg Mining, que registrou aumento de 196,4% na receita líquida, para R$1,5 bilhão.
Em conjunto, as unidades de energia, mineração, celulose e bens de consumo registraram crescimento de 77% na receita em comparação ao mesmo período do ano passado, atingindo R$ 6 bilhões.
RD Saúde (RADL3) define data de pagamento para R$ 140,7 milhões em JCP
A RD Saúde (RADL3) definiu 29 de maio de 2026 como a data de pagamento dos R$ 140,7 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP) aprovados para distribuição em setembro de 2025, mostra comunicado enviado ao mercado nesta quarta-feira (20).
O valor bruto equivale a aproximadamente R$ 0,08 por ação, sem atualização monetária.
Receberão fatia dos juros sobre o capital próprio os acionistas com posição acionária em 3 de outubro de 2025. Desde o dia 6 de outubro de 2025, os papéis da companhia negociam na condição “ex-juros sobre capital próprio”.
Vale lembrar que há retenção de Imposto de Renda na fonte, conforme previsto no artigo 9º da Lei 9.249/95, de 26 de dezembro de 1995, com exceção dos acionistas pessoas jurídicas que sejam imunes ou isentos.
Primeiros embarques da Rumo (RAIL3) e Olfar em Porangatu totalizam 42 mil toneladas em um mês
A Rumo (RAIL3) e a Olfar iniciaram os primeiros embarques, em fase de comissionamento, a partir do novo terminal rodoferroviário de Porangatu, em Goiás.
No período de um mês, foram concluídos seis carregamentos com farelo de soja, totalizando aproximadamente 42.000 toneladas movimentadas. Amanhã, 20, será realizado um novo carregamento, de mais 7.000 toneladas de farelo.
Para as duas empresas, a nova estrutura fortalece a conexão do norte de Goiás e do sul de Tocantins com o corredor ferroviário até o Porto de Santos (SP).
“A conexão com Santos amplia as alternativas de escoamento e fortalece a integração da produção regional aos principais mercados do país”, afirma Diogo Velloso, diretor Comercial da Rumo, em nota à imprensa.
Movida (MOVI3) aprova programa de recompra de até 15% das ações em circulação
A Movida (MOVI3) aprovou um novo programa de recompra de ações que poderá envolver até 27,8 milhões de papéis ordinários, o equivalente a aproximadamente 15% das ações em circulação no mercado, segundo fato relevante divulgado na terça-feira (19).
O programa foi aprovado pelo Conselho de Administração da companhia e terá duração de 18 meses, com início em 19 de maio de 2026 e término em 19 de novembro de 2027.
De acordo com a empresa, o objetivo da recompra é “maximizar valor ao acionista”, sem redução do capital social. As ações adquiridas poderão ser mantidas em tesouraria, canceladas, posteriormente alienadas ou utilizadas para atender obrigações relacionadas a planos de remuneração baseados em ações.
A companhia informou que, em 19 de maio de 2026, possuía 185,7 milhões de ações ordinárias em circulação e 1,13 milhão de ações em tesouraria.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo