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Resultado da Nvidia (NVDA) surpreende por mais um trimestre e ações saltam 7%; veja destaques do balanço

27 ago 2026, 11:19 - atualizado em 27 ago 2026, 11:35
nvidia ia ações fim era de ouro
(Imagem: REUTERS/Robert Galbraith)

A Nvidia (NVDA) publicou seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2026 (2T26) na noite da última quarta-feira (26) e, por mais um trimestre, os investidores foram surpreendidos com números acima do esperado.

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A receita líquida atingiu os US$ 96,2 bilhões, alta de 106% na comparação anual. O número ficou acima da expectativa dos analistas, que projetavam receita de aproximadamente US$ 92,2 bilhões.

O lucro por ação (EPS) ajustado também superou as projeções, em US$ 2,22, cerca de US$ 0,12 acima do consenso. O principal motor de crescimento continua sendo o segmento de Data Center, que registrou receita de aproximadamente US$ 89 bilhões, acima dos US$ 86,3 bilhões esperados.

A divisão já representa cerca de 92% das vendas da Nvidia, impulsionada principalmente pela demanda por chips utilizados no desenvolvimento e treinamento de modelos de inteligência artificial.

Para o analista da Empiricus, Matheus Spiess, um dos pontos mais aguardados pelo mercado eram as vendas dos chips Hopper (H100, H200 e GH200). “Depois de um primeiro trimestre sem vendas para a China, as vendas para o país representaram menos de 1% da receita de Data Center neste período”, comenta.

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Como resultado, as ações da Nvidia saltaram mais de 7% na abertura dos negócios.



Indicador (US$ milhões, exceto EPS)2T FY26 (2025)2T FY27 (2026)Variação YoY
Receita de Data Center41.09689.023116,6%
Receita de Edge Computing5.6477.19827,5%
Receita Total46.74396.221105,9%
Lucro Bruto (GAAP)33.85372.142113,1%
Lucro Operacional (GAAP)28.44063.734124,1%
Lucro Líquido (Non-GAAP)24.76353.954117,9%
EPS Diluído (Non-GAAP)1,012,22119,8%
Fluxo de Caixa Livre (FCF)13.45021.34158,7%

Nvidia (NVDA) projeta crescimento para os próximos anos

“Em suma, o principal nome da tese de inteligência artificial reforça sua capacidade de capturar vendas em um mercado de chips cada vez mais competitivo, com uma série de novos players entrando nesse espaço”, afirma Spiess. “Diante de todos esses fatores, a Nvidia segue como uma das principais recomendações de ações internacionais da casa”.

Do mesmo modo, o Safra mantém uma visão bastante otimista para a Nvidia nos próximos anos, principalmente por causa da continuidade do ciclo de investimentos em inteligência artificial e da chegada da arquitetura Vera Rubin.

Para o ano fiscal de 2027, o Safra parte de uma estimativa de receita de aproximadamente US$ 420 bilhões.

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O principal motor dos negócios deve continuar sendo o segmento de Data Center, impulsionado pela demanda por GPUs, networking e sistemas completos de IA. A expectativa é de que a transição para Blackwell e, posteriormente, Rubin mantenha o crescimento elevado.

Limitante dos negócios

Entretanto, a oferta de novos chips deve ser um fator limitante para a Nvidia em 2028. A administração da empresa afirma que a demanda seria suficiente para sustentar um crescimento próximo de 100%, caso houvesse capacidade de produção suficiente.

Assim, as receitas devem crescer aproximadamente 70%, acima dos cerca de 50% que o Safra projetava anteriormente.

A arquitetura chamada Vera Rubin torna-se central nesssa perspectiva de baixa oferta. O Safra espera que a nova arquitetura represente cerca de 20% da receita de Data Center já no terceiro trimestre do ano fiscal de 2027.

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Além disso, a receita potencial por GW de capacidade instalada aumentaria de aproximadamente US$ 18 bilhões com Hopper para US$ 25 bilhões com Blackwell e US$ 40 bilhões com Rubin.

Isso significa que a Nvidia poderia gerar cada vez mais receita mesmo com as limitações de energia dos data centers.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.

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