Comprar ou vender?

Safra eleva preço-alvo para Embraer (EMBJ3) e aponta 3 fatores que sustentam recomendação de compra; veja

14 ago 2026, 14:43
eve-embraer-1
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Safra elevou o preço-alvo para as ações da Embraer (EMBJ; EMBJ3) de US$ 92 para US$ 95, mantendo a classificação Outperform (equivalente à compra).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O valor em dólar se refere aos ADRs (recibo de depósito americano) das ações negociadas na Bolsa de Nova York (NYSE).

A atualização implica um potencial de alta de cerca de 28% ante o preço atual de negociação das ações EMBJ.

Os analistas Luiza Mussi e Lucas Melotti enxergam na fabricante brasileira de aeronaves uma combinação atraente de crescimento dos lucros, sustentada por uma forte carteira de pedidos e opcionalidades, com oportunidades na Índia e potencial entrada no mercado de defesa dos Estados Unidos.

No Ibovespa (IBOV), as ações operam entre as maiores altas do índice no pregão desta sexta-feira (14). Por volta de 14h15 (horário de Brasília), o avanço era de 1,70%, cotadas a R$ 98,31. Na máxima do dia, até este horário, o avanço chegou a 3,12%. Acompanhe o tempo real.



CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Safra incorporou ao modelo da Embraer os resultados mais recentes e a revisão das projeções (guidance) para 2026.

Como resultado, o banco projeta margem Ebit (lucro antes de juros e impostos) de 10,1% em 2026, ante 8,7% anteriormente e dentro do guidance da companhia de 10,0% a 10,6%, e 10,2% em 2027, ante 9,6% anteriormente, normalizada pelos efeitos das tarifas dos EUA e pelo reconhecimento de créditos tributários.

Além disso, os analistas elevaram as projeções de margem de longo prazo nos segmentos de Defesa, Aviação Executiva e Serviços, refletindo o aumento da produção e uma melhora nos preços.

Em Defesa, o Safra espera que a margem Ebit alcance 13,5% em 2030, refletindo os preços mais fortes observados no programa KC-390 e uma maior alavancagem operacional. Já em Aviação Executiva, os analistas projetam que a melhora nos preços, combinada ao aumento da produção, resulte em margem EBIT de 14,6% em 2030.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por fim, em Serviços, o banco assume uma margem Ebit de 17%, embora vejam potencial de alta nas estimativas diante das melhorias na OGMA (Indústria Aeronáutica de Portugal).

“De modo geral, continuamos construtivos em relação à Embraer. A companhia possui uma carteira de pedidos recorde de US$ 34,5 bilhões, que, combinada à execução já demonstrada — especialmente em Aviação Executiva e Defesa — e à resiliência do negócio de Serviços, beneficiado pelo aumento da produção na OGMA, proporciona forte visibilidade de receita, com margens saudáveis nos próximos anos”, dizem os analistas.

Expectativas por segmentos

Na Aviação Executiva, o Safra espera que a demanda permaneça saudável, sustentando a carteira de pedidos. Com a carteira de pedidos do segmento já se estendendo até 2029, o principal desafio passa da geração de demanda para a execução da carteira e a expansão da capacidade.

“Uma capacidade produtiva adicional deve sustentar maiores entregas, facilitar a entrada de novos pedidos e acelerar a conversão da carteira de pedidos em receita”, dizem os analistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em Defesa, o KC-390 continua ganhando participação de mercado frente ao seu principal concorrente, destacam os analistas, respondendo por 89% das aquisições de aeronaves de transporte militar não americanas.

O Safra espera que a plataforma continue conquistando participação de mercado, com oportunidades como a Índia representando um potencial de alta relevante para nossas estimativas. Combinado a preços mais favoráveis, isso deve sustentar uma nova expansão das margens do segmento.

“Na Aviação Comercial, apesar do ambiente desafiador para as companhias aéreas, a demanda persiste: a Embraer garantiu 46 pedidos no acumulado do ano, equivalente a 38% do registrado no mesmo período do ano passadi”, dizem os analistas, que atribuem parte da diferença anual a uma base de comparação mais forte em 2025, que estendeu o cronograma de produção para 4,7 anos”.

Em termos de rentabilidade, não é esperada uma expansão abrupta das margens no segmento, mas sim uma trajetória gradual de recuperação, chegando a cerca de 4,0% de margem em 2030, à medida que os problemas na cadeia de suprimentos diminuam e a eficiência e a escala de produção melhorem.

Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

2T26 da Embraer

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Embraer divulgou lucro líquido de ajustado de R$ 1,11 bilhão referente ao segundo trimestre de 2026 (2T26), um crescimento sobre os R$ 890,3 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. O lucro líquido ajustado é uma medida não-GAAP, calculada pela soma do lucro líquido atribuível aos acionistas da Embraer

mais o ajuste para itens não recorrentes. No caso, a companhia excluiu itens extraordinários de R$ 29,4 milhões referentes aos resultados da Eve, em comparação a R$ 890,3 milhões no mesmo período do ano anterior.

O Ebitda (luco antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que mede o desempenho operacional, chegou a R$ 1,81 bilhão no período de abril a junho deste ano, ante R$ 1,39 bilhão registrado no segundo trimestre de 2025. A margem Ebitda ajustada ficou em 16%.

Já o Ebit (lucro antes de juros e impostos) ajustado totalizou R$ 1,51 bilhão no trimestre, crescimento sobre os R$ 1,08 bilhão reportados pela Embraer um ano antes. A margem Ebit ficou em 13,4%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As receitas totalizaram R$ 11,3 bilhões no segundo trimestre do ano, um recorde para um segundo trimestre da fabricante de aeronaves, um aumento de 10% na comparação anual.

A Embraer atualizou as suas estimativas (guidance) junto com a divulgação do balaço do segundo trimestre, uma vez que a administração acredita que as estimativas anteriores não representam mais oportunidades e riscos equilibrados para as operações do ano vigente.

Do ponto de vista operacional, a Embraer estima entregas na Aviação Comercial entre 80 e 85 aeronaves (inalterado), e na Aviação Executiva entre 160 e 170 aeronaves (inalterado).

Na perspectiva financeira, receita na faixa de US$ 8,2 a US$ 8,5 bilhões (inalterado), margem Ebit ajustada entre 10,0% e 10,6% (acima da faixa anterior de 8,7% a 9,3%) e fluxo de caixa livre ajustado de US$ 400 milhões ou maior (acima da estimativa anterior de US$ 200 milhões ou maior) para o ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar