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Santander eleva Petrobras (PETR3) para compra e vê espaço para ação subir mais 21%

21 maio 2026, 12:02 - atualizado em 21 maio 2026, 12:02
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(Imagem: Wilson Melo / Agência Petrobras)

O Santander elevou a recomendação da Petrobras para outperform (equivalente à compra) e aumentou o preço-alvo da estatal para US$ 24 por ADR e R$ 60 por ação ordinária (PETR3), ante US$ 13 e R$ 35 anteriormente, citando melhora no ritmo operacional do segmento de exploração e produção (E&P), menor risco no refino e perspectiva de forte geração de caixa.

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Segundo o time de analistas, liderado por Yuri Pereira, “o preço atual da ação não reflete totalmente a combinação de potencial de alta em exploração e produção (E&P), riscos mais limitados no downstream (refino) e uma história ainda atrativa de retorno em caixa”.

Para eles, a melhora na produção, apoiada pelo ramp-up mais rápido de novas plataformas, deve mais do que compensar a menor rentabilidade da gasolina.

O banco afirma que a Petrobras pode entregar uma produção “mais próxima do topo” da faixa indicada para 2026, hoje em 2,5 milhões de barris por dia (bpod), com variação de 4% para cima ou para baixo. A tese é sustentada pelo desempenho do FPSO Almirante Tamandaré, pelo avanço das plataformas P-78 e P-79 e pela possibilidade de antecipação do FPSO P-80 para 2026.

“Com a produção atual já rodando acima do topo do guidance, a Petrobras já tendo superado a projeção do ano passado e com potencial adicional vindo de uma possível antecipação da P-80 para 2026, vemos espaço para revisões positivas no guidance de produção”, escreveram os analistas.

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Na estimativa da equipe, a produção doméstica de petróleo deve atingir cerca de 2,6 milhões de barris por dia em 2026, alta de 9% na comparação anual. Dados da ANP indicaram produção de aproximadamente 2,73 milhões de barris por dia em abril, embora maio tenha mostrado recuo mensal de cerca de 3%, movimento que o Santander vê como “temporário” e ligado a manutenções programadas em campos como Tupi, Búzios e Jubarte.

No refino, o banco avalia que os subsídios do governo devem ajudar a conter os riscos. “Embora esperemos resultados mais fracos em gasolina e outros derivados, acreditamos que a forte rentabilidade do diesel, apoiada pelo subsídio de cerca de R$ 1,12 por litro, deve compensar parte da pressão”, afirmaram os analistas.

Segundo o Santander, o crack spread do diesel (diferença entre o preço do derivado e o custo do petróleo, usada como medida de margem no refino) da Petrobras está em cerca de US$ 48 por barril quando considerados os subsídios, acima da média de 2025. Já a gasolina segue pressionada, com spread negativo estimado em US$ 22 por barril, mas que poderia melhorar para US$ 9 negativos com o novo pacote de subsídios.

O banco também vê a geração de caixa como um dos pilares da tese. “Esperamos que a Petrobras volte a gerar excesso de caixa nos próximos trimestres, apoiada por um cenário mais forte para o petróleo e por uma base de produção resiliente”, diz o relatório.

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O Santander trabalha com Brent a US$ 88 por barril em 2026 e estima dividend yield (retorno com dividendos em relação ao preço da ação) de cerca de 9,5% no ano.

Apesar disso, a casa não espera dividendos extraordinários em 2026. “Esperamos que a companhia priorize a redução da dívida com a geração excedente de caixa”, afirmam os analistas. Ainda assim, eles veem a discussão sobre proventos adicionais voltando no próximo plano estratégico, de 2027 a 2031, e estimam espaço para até US$ 2 bilhões em dividendos extraordinários em 2027.

Entre os riscos para a tese, o Santander cita aumento de investimentos acima do esperado, operações de M&A (fusões e aquisições), uma eventual compra no setor de etanol de milho e uma possível reestruturação financeira da Braskem (BRKM5).

Às 11h45, as ações preferenciais da Petrobras subiam 1,08%, a R$ 45,07, e as ordinárias, 1,71%, a R$ 50,53.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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