Mercados

Trade de IA pesou na saída de fluxo estrangeiro? XP alerta para tendência na bolsa no curto prazo

21 maio 2026, 12:32 - atualizado em 21 maio 2026, 12:48
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

A XP Investimentos considera que a recente reversão do fluxo estrangeiro na bolsa brasileira, positivo até a primeira metade de abril, reflete a renovada atenção do mercado em tecnologia e no “trade de inteligência artficial.

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A corretora explica que o tema favorece ações dos Estados Unidos e de emergentes asiáticos como Taiwan e Coreia.

Já os mercados ligados a commodities, por outro lado, se beneficiam do trade de “ativos pesados, baixa obsolescência” (HALO, em inglês), como é o caso do Brasil, segundo a XP.

Em maio, de acordo com a corretora, as saídas estrangeiras da bolsa brasileira continuam fortes no mercado à vista, somando R$ 3,6 bilhões, enquanto os fluxos em futuros têm mostrado uma tendência positiva de R$ 4,3 bilhões.

Ainda assim, no acumulado de 2026, os fluxos estrangeiros seguem robustos no Brasil, com R$ 53,5 bilhões de entradas líquidas no mercado à vista, apesar de R$ 12,9 bilhões de saídas líquidas em futuros.

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Investidores institucionais e pessoa física

Segundo os dados da XP, os investidores institucionais, em contrapartida, em maio, acumulam entradas líquidas de R$ 2,0 bilhões no mercado à vista, mas saídas líquidas de R$ 5,9 bilhões em futuros.

Até abril, porém, esses investidores permaneceram vendedores líquidos de ações brasileiras, marcando o oitavo mês consecutivo de saídas líquidas (-R$ 9,4 bilhões).

A corretora destaca que os investidores pessoa física neste mês têm sido os principais compradores de ações domésticas, com entradas líquidas de R$ 2,7 bilhões no mercado à vista e R$ 1,5 bilhão em futuros.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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