Economia

XP eleva aposta para taxa Selic e inflação ao final de 2026; veja as novas projeções

21 maio 2026, 12:08 - atualizado em 21 maio 2026, 12:08
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A XP Investimentos elevou sua projeção para a taxa Selic ao final de 2026, passando de 13,50% para 13,75%, diante de um cenário de inflação mais pressionada e maior cautela do Banco Central em meio ao choque global do petróleo provocado pela guerra no Oriente Médio.

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Em relatório divulgado nesta terça-feira (20), a casa afirma que o agravamento das perspectivas inflacionárias, tanto por fatores domésticos quanto externos, reduziu o espaço para cortes mais intensos nos juros ao longo do próximo ano.

A XP agora espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) realize apenas três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual na Selic, levando a taxa para 13,75%, antes de interromper o ciclo de flexibilização monetária. Anteriormente, a expectativa era de reduções de 0,50 ponto percentual por reunião, o que levaria os juros para 13,50%.

Segundo os economistas da corretora, o principal fator por trás da revisão foi a persistência das pressões inflacionárias no Brasil, agravadas pela alta do petróleo no mercado internacional.

“O conflito no Oriente Médio mantém o preço do petróleo elevado, pressionando a inflação e limitando o espaço para cortes de juros nos mercados emergentes”, escreveu a equipe de analistas da XP.

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A instituição destaca que o choque de energia também levou bancos centrais de economias avançadas a adotarem um discurso mais duro, o que acaba restringindo ainda mais o espaço para afrouxamento monetário em países emergentes como o Brasil.

Inflação também avança

No cenário doméstico, a XP vê uma piora relevante na dinâmica da inflação. O relatório aponta que a média das medidas de núcleo do IPCA subiu por seis leituras consecutivas, enquanto alimentos, serviços e bens industrializados seguem pressionados.

Além disso, os economistas avaliam que as recentes medidas de estímulo anunciadas pelo governo devem sustentar a demanda interna, dificultando um processo mais rápido de desinflação. Entre os programas citados estão ampliação de crédito, incentivos ao consumo e expansão de programas habitacionais.

Com isso, a XP elevou sua projeção para o IPCA de 2026 de 5,1% para 5,3%.

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Apesar da revisão para cima na Selic do próximo ano, a corretora manteve a projeção de juros em 11,50% ao final de 2027. A avaliação é de que o Banco Central poderá retomar os cortes naquele momento, desde que haja avanço nas reformas fiscais e melhora na trajetória das contas públicas.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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