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Setor público tem superávit primário de R$ 2,953 bilhões em outubro

30/11/2020 - 9:51
O BC informou ainda que o déficit nominal ficou em 30,924 bilhões de reais no mês passado (Imagem: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil)

O setor público brasileiro registrou em outubro o primeiro superávit primário desde janeiro, de 2,953 bilhões de reais, informou o Banco Central nesta segunda-feira, em resultado melhor do que o esperado por analistas.

O resultado nominal, contudo, que computa também as despesas com juros, seguiu deficitário e, no acumulado em 12 meses até outubro superou a marca de 1 trilhão de reais.

A expectativa mediana do mercado era de um déficit primário de 8,950 bilhões de reais para outubro, segundo pesquisa Reuters.

No mês, o governo central (governo federal, BC e Previdência) teve o melhor saldo desde janeiro, um déficit de 3,210 bilhões de reais, resultado favorecido pelo recolhimento de tributos cujo pagamento havia sido postergado como medida de enfrentamento à pandemia de coronavírus.

Enquanto isso, Estados e municípios tiveram superávit de 5,164 bilhões de reais –o pior resultado desde maio– e as empresas estatais ficaram no azul em 998 milhões de reais.

Em 12 meses até outubro, o resultado primário é deficitário em 661,798 bilhões de reais, equivalente a 9,13% do Produto Interno Bruto (PIB).

A expectativa para os últimos dois meses do ano é de novos rombos expressivos. A projeção mais recente do governo aponta para um déficit primário de 856,7 bilhões de reais em 2020, equivalente a 11,9% do PIB, valor recorde.

Em função do estado de calamidade pública decretado por causa da pandemia de Covid-19, o governo foi dispensado pelo Congresso de cumprir a meta de déficit primário do ano, que havia sido fixada em 124,1 bilhões de reais.

O BC informou ainda que o resultado nominal do setor público ficou deficitário em 30,924 bilhões de reais em outubro. No acumulado em 12 meses, o rombo está em 1,011 trilhão de reais, ou 13,95% do PIB.

Dívida

Em outubro, a dívida pública bruta foi a 90,7% do PIB, sobre 90,5% em setembro, renovando assim um recorde histórico.

No ano, o indicador, considerado principal parâmetro da saúde fiscal do país, já acumulou aumento de 15 pontos percentuais.

Em nota, o BC disse que a alta refletiu principalmente emissões líquidas de dívida (aumento de 9,0 pontos percentuais), a incorporação de juros nominais (aumento de 3,8 pontos), e a desvalorização cambial acumulada (aumento de 2,1 pontos).

A dívida líquida, por sua vez, foi a 61,2% do PIB em outubro, abaixo da projeção de analistas de 62,1% do PIB.

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Última atualização por Rafael Borges - 30/11/2020 - 10:48

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