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SLC Agrícola (SLCE3): após exercer preferência por terras da Radar, tese passa ‘mais do que nunca’ a depender de um fator, vê BTG

26 jun 2026, 16:05 - atualizado em 26 jun 2026, 17:10
Slc agrícola slce3
(Imagem: YouTube/SLC Agrícola)

A SLC Agrícola (SLCE3) surpreendeu o mercado ao exercer seu direito de preferência na compra de 41 mil hectares em Mato Grosso pertencentes à Radar, da Cosan. A operação envolve cerca de 29 mil hectares agricultáveis e soma R$ 1,85 bilhão.

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Para o BTG Pactual, a transação faz sentido do ponto de vista estratégico e reforça uma das principais características da companhia: a capacidade de realizar investimentos contracíclicos. Ainda assim, o banco avalia que, após a aquisição, a tese de investimento da SLC passa a depender ainda mais da recuperação dos preços das commodities agrícolas.

O BTG manteve recomendação de compra (preço-alvo de R$ 20) para as ações da SLC Agrícola. No entanto, os analistas afirmam que, mais do que nunca, a tese de investimento depende da recuperação dos preços das commodities agrícolas, já que, nos níveis atuais, o valuation da companhia não parece “particularmente descontado”.

A instituição destaca que a empresa está pagando aproximadamente R$ 65 mil por hectare, enquanto suas ações negociam na bolsa a menos da metade desse valor implícito. Por isso, os analistas não esperavam inicialmente uma reação positiva do mercado ao anúncio.

As áreas adquiridas estão localizadas em uma das regiões agrícolas mais valorizadas do país, com logística eficiente e ampla capacidade para a produção de segunda safra. O BTG estima que a área pode gerar entre R$ 4 mil e R$ 5 mil por hectare de Ebitda, acima da média projetada pela instituição para a SLC em 2026, de aproximadamente R$ 3 mil por hectare.



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Além disso, a companhia já possui operações na região por meio da Fazenda Paiaguás, o que pode gerar ganhos adicionais de escala e eficiência operacional.

Segundo as estimativas do banco, o ativo poderá adicionar entre R$ 80 milhões e R$ 90 milhões de Ebitda anual, o que representa um retorno estimado entre 4% e 5% sobre o capital investido. O BTG ressalta, contudo, que esse retorno ainda fica abaixo do custo de capital da companhia.

Os analistas observam que a conta não considera a eventual valorização das terras ao longo do tempo, fator que poderia melhorar a rentabilidade da operação. Mesmo assim, investidores do mercado acionário normalmente exigem retornos mais elevados, o que ajuda a explicar os descontos frequentemente observados nas empresas proprietárias de terras agrícolas.

No aspecto financeiro, o banco projeta que a alavancagem da SLC, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, suba cerca de 0,7 vez com a aquisição, levando o indicador para aproximadamente 3,2 vezes. Embora o patamar seja considerado elevado, o BTG avalia que ele permanece administrável.

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A instituição também destaca que a companhia já investiu mais de R$ 3 bilhões nos últimos anos em crescimento inorgânico, por meio da aquisição de terras e do arrendamento de novas áreas. Historicamente, essa estratégia contracíclica permitiu à empresa ampliar sua base operacional em momentos de baixa das commodities e capturar ganhos relevantes quando os preços se recuperaram.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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