SLC Agrícola (SLCE3) avalia portfólio de terras em R$ 13,5 bilhões; veja
A SLC Agrícola (SLCE3) divulgou ao mercado uma atualização na avaliação de terras de 2026, estimando em R$ 13,53 bilhões o valor das aéreas do portfólio, juntamente com as vinculadas aos acordos de associação com Fundos de Investimento em Participações (FIPs).
De acordo com o fato relevante desta segunda-feira (15), o resultado representa uma evolução de 1% no valor médio do hectare agricultável, que atingiu R$ 59,5 mil.
“As avaliações consideram apenas a terra nua, não contemplam, portanto, prédios, instalações, benfeitorias e maquinário”, diz a empresa.
Com a nova avaliação, o valor líquido dos ativos (Net Asset Value, NAV) da SLC subiu 0,6% em relação ao divulgado em 31 de março de 2026.
Os planos da SLC Agrícola
O CEO da SLC, Aurélio Pavinato, afirmou que a companhia busca entregar um ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) em torno de 20%, em linha com os melhores bancos do Brasil.
Segundo Pavinato, antes da estratégia atual de ampliar a operação em terras arrendadas — que hoje representam cerca de dois terços da área plantada —, a SLC gerava muito valor principalmente pela valorização de suas terras agrícolas.
Na época em que 100% da operação era conduzida em terras próprias, o ROE operacional da companhia era menor.
“À medida que migramos para um modelo com mais áreas arrendadas, o ROE melhorou bastante. Nos últimos cinco anos, nosso ROE foi de 22%, somando operação e valorização das terras, que responderam por metade desse retorno. Nossa estratégia é gerar um ROE no padrão dos bons bancos”, afirmou Pavinato, durante participação no programa Money Minds, do Money Times.
A companhia segue focada em ganhos de eficiência, expansão via arrendamento e aumento da rentabilidade operacional, segundo ele.