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Smart Fit (SMFT3), Renner (LREN3), Vivara (VIVA3) e Natura (NATU3): Safra ajusta preços-alvo e recomenda compra para duas varejistas

31 ago 2026, 15:51
smart fit small caps
(Imagem: REUTERS/Rahel Patrasso)

O Safra avaliou os resultados recentes das varejistas no 2T26 e também o cenário macroeconômico mais conservador para o segundo semestre de 2026 e decidiu atualizar o preço-alvo e as estimativas para Smart Fit (SMFT3), Lojas Renner (LREN3), Vivara (VIVA3) e Natura (NATU3).

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Duas das varejistas têm recomendação Outperform (equivalente a Compra) e duas receberam avaliação neutra. Confira os detalhes a seguir.

Smart Fit segue como destaque do setor

A Smart Fit permanece como a principal recomendação do Safra no setor, com preço-alvo mantido em R$ 25,50 e potencial de alta de 52%.

O banco destaca a trajetória de crescimento robusto da rede, com expectativa de aumento médio anual da receita de 20% entre 2025 e 2028, impulsionado pela rápida expansão de lojas e um modelo de negócios que combina integração vertical e efeito rede, o que ajuda a manter a baixa rotatividade de clientes.

Além disso, a divisão internacional da empresa, que representa cerca de 35% da receita, apresentou crescimento forte de 23% no primeiro semestre de 2026, com rentabilidade acima da média, o que contribui para os resultados consolidados. A avaliação da ação está atrativa, negociando a 9,8 vezes o lucro estimado para 2027, bem abaixo da média histórica de aproximadamente 15 vezes.

Lojas Renner mantém potencial, mas com ajustes

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Para Lojas Renner, o Safra reduziu o preço-alvo de R$ 20,50 para R$ 15 (alta potencial de 40%), mas mantendo ainda a recomendação de compra.

Na visão do banco, a empresa segue se beneficiando de melhorias em merchandising e gestão de estoques, mas a execução de vendas ficou abaixo dos pares no segundo trimestre de 2026. Além disso, a previsão de crescimento da receita no varejo foi revisada para um intervalo mais conservador, entre 4% e 8%, ante os 9% a 13% anteriormente projetados.

Os resultados da Realize, divisão de crédito da empresa, mostraram deterioração no período, com queda de 22% no lucro devido ao aumento das despesas operacionais, apesar da redução da carteira de crédito. Apesar desses desafios, a avaliação da ação permanece atrativa, negociada a 7,6 vezes o lucro estimado para 2027, abaixo da média histórica.

Vivara enfrenta cenário complicado

A Vivara, com preço-alvo reduzido de R$ 24 para R$ 23 (potencial de alta de 5%) e recomendação neutra, segue impactada por um ambiente macroeconômico complicado, que pode afetar a demanda, especialmente na divisão Life, principal motor de crescimento da empresa.

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Os elevados níveis de estoque, que correspondem a cerca de 580 dias, pressionam a rentabilidade, já que a menor produção reduz incentivos fiscais sobre vendas e a demanda mais fraca pode prolongar o tempo necessário para normalização dos estoques, aumentando a necessidade de descontos.

A avaliação da ação está em leve prêmio em relação à média do setor, negociada a 7,8 vezes o lucro estimado para 2027, mas a visibilidade para recuperação dos resultados é limitada, na visão do banco.

Natura ainda enfrenta desafios operacionais

A Natura teve o preço-alvo reduzido de R$ 9 para R$ 8,50 (potencial de queda de 3%), com recomendação neutra. A empresa continua enfrentando dificuldades, especialmente com a recuperação incerta da Avon LatAm e o desempenho fraco da Natura Brasil.

No primeiro semestre de 2026, as vendas recuaram 9% ano a ano, e a margem Ebitda ajustada caiu 250 pontos-base, refletindo uma significativa desalavancagem operacional. A desaceleração da Natura Brasil se intensificou no segundo trimestre, enquanto a Avon Brasil apresentou desempenho abaixo do esperado.

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Com avaliação cara, negociada a 9,5 vezes o lucro estimado para 2027, o Safra considera que o risco-retorno da ação é menos atraente em comparação com os pares.

*Sob supervisão de Maria Carolina Abe

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.

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