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Suzano (SUZB3) ou Klabin (KLBN11)? Bradesco BBI rebaixa uma ação, corta alvos e escolhe sua única compra no setor

22 set 2026, 11:32
suzano klabin suzb3 klbn11
(Montagem: Money Times)

O Bradesco BBI ficou mais seletivo com o setor de papel e celulose. O banco reduziu as projeções para o preço da commodity, cortou os preços-alvo de Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) e rebaixou a recomendação de uma delas.

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A escolhida para permanecer com recomendação de compra foi a Suzano, que segue como a principal preferência (top pick) do BBI e a única produtora de celulose com indicação de compra dentro da cobertura do banco.

Mesmo assim, o preço-alvo de SUZB3 foi reduzido de R$ 73 para R$ 59 por ação para o fim de 2027.

No caso da Klabin, o BBI rebaixou a recomendação de compra para neutra e cortou o preço-alvo das units de R$ 24 para R$ 21.

A mudança acompanha uma visão mais cautelosa dos analistas Rafael Barcellos e Renato Chanes para o mercado de celulose. O banco reduziu em 14% suas estimativas agregadas de Ebitda para o setor em 2027.

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A projeção para o preço da celulose de fibra curta em 2027 caiu de US$ 605 para US$ 584 por tonelada. Para o longo prazo, a estimativa foi reduzida de US$ 600 para US$ 570 por tonelada.

Celulose melhora no curto prazo, mas desafios continuam

Apesar da cautela, o BBI enxerga uma melhora no cenário de curto prazo para a celulose.

A retomada das compras chinesas, os estoques baixos entre as fabricantes de papel e a recomposição antes do quarto trimestre de 2026 ajudaram na implementação dos reajustes de preços de setembro. O banco também vê espaço para uma nova alta de US$ 20 por tonelada em outubro.

A leitura fica mais desafiadora quando o horizonte é ampliado.

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Segundo o BBI, a alta da produção integrada de celulose na China, a sobrecapacidade no mercado de papel e a entrada de novos projetos devem manter o crescimento da oferta acima do avanço da demanda.

É justamente esse cenário que levou o banco a adotar uma postura mais seletiva entre as empresas.

Por que Suzano (SUZB3) é a escolhida?

Mesmo diante de preços menores para a celulose no longo prazo, o BBI considera que a Suzano está mais bem posicionada para atravessar um ambiente estruturalmente mais difícil.

Um dos principais ‘chamarizes’ é a liderança de custos da companhia. Além disso, os analistas esperam uma inflexão na geração de caixa em 2027.

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O BBI projeta geração de caixa de R$ 8,8 bilhões para a Suzano no próximo ano, montante equivalente a 15% do valor de mercado da companhia. Desconsiderando ganhos com derivativos, a proporção seria de 10%.



A expectativa também é de redução da alavancagem. A relação entre dívida líquida e Ebitda deve passar de 3,3 vezes no segundo trimestre de 2026 para 2,8 vezes ao final de 2027.

Esses fatores fazem com que a Suzano continue como a principal escolha do BBI no segmento, mesmo após a redução do preço-alvo.

Por que o BBI rebaixou Klabin (KLBN11)?

Para a Klabin, o banco reduziu em 11% sua estimativa de Ebitda para 2027, para R$ 8 bilhões.

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Além da revisão das projeções, a valorização acumulada das units pesou na decisão de rebaixar a recomendação de compra para neutra.

O BBI reconhece avanços na tese da companhia, incluindo uma melhora na alocação de capital, um mix mais favorável de papéis e a recuperação do mercado de kraftliner.



Por outro lado, a Klabin negocia a 7,1 vezes o Ebitda estimado para 2027, múltiplo que, na avaliação dos analistas, aponta para uma relação entre risco e retorno mais equilibrada.

A geração de caixa mais limitada também deve fazer com que o processo de desalavancagem da companhia ocorra de forma gradual.

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Fora do segmento de celulose, o BBI mantém recomendação de compra para a Dexco (DXCO3), com preço-alvo de R$ 7.

O banco cita o valuation considerado atrativo, a exposição a um cenário de queda dos juros e a expectativa de melhora da geração de caixa.

A ação negocia a 4,6 vezes o Ebitda projetado para 2027, enquanto a alavancagem deve cair de 2,7 vezes no segundo trimestre de 2026 para 2 vezes ao final de 2027.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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