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SYN (SYNE3): Lucro líquido cai 67,2% no 2T26, a R$ 5,4 milhões; Ebitda sobe 27,2%

14 ago 2026, 7:54
imóveis (Imagem MicroStockHub istockphoto)
(Imagem MicroStockHub istockphoto)

A SYN Prop e Tech (SYNE3), uma das principais empresas de locação e venda de propriedades comerciais do Brasil, registrou lucro líquido de R$ 5,4 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 67,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

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Segundo a companhia, a redução ocorreu principalmente pela menor contribuição de ganhos não recorrentes relacionados a vendas de imóveis e eventos societários reconhecidos no período anterior.

Pelo balanço divulgado ao mercado, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que exclui os efeitos não recorrentes, somou R$ 25 milhões entre abril e junho, avanço de 27,2% na comparação anual.

A margem Ebitda ajustada ficou em 65,9%, versus 49,7% um ano antes.

A SYN também apurou uma receita líquida ajustada de R$ 58,2 milhões no segundo trimestre, crescimento de 4,2% em relação ao 2T25.

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Esse número, de acordo com a empresa, foi impulsionado pela maturação operacional do “CLD” (condomínio logístico), cuja receita de locação cresceu 165% após a conclusão das obras e ocupação integral do empreendimento.

A companhia encerrou junho com uma dívida bruta de R$ 500 milhões e um caixa (disponibilidades, aplicações financeiras e recebíveis) de R$ 198,3 milhões.

A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda dos últimos 12 meses, terminou o 2T26 em 3,18 vezes, contra 3,37 vezes no 1T26.

Operacional

No campo operacional, ao final de junho, a ocupação física do portfólio da SYN estava em 94,1%, uma redução de 1,1 ponto percentual em relação ao 2T25.

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Segundo a companhia, o decréscimo ocorreu principalmente em razão da rescisão de um contrato no edifício Nova São Paulo.

Já na comparação com o 1T26, a ocupação também foi impactada pela devolução de uma área no Shopping Cidade São Paulo, em um movimento de “qualificação” do mix de lojas. O espaço voltou a ser locado em julho de 2026.

A ocupação financeira, medida pela receita potencial das áreas ocupadas sobre a receita potencial total, total da SYN encerrou o trimestre em 94,5%, redução de 0,7 ponto em relação ao 2T25.

Números por setores

No caso do segmento de shopping centers, o carro-chefe da empresa, as vendas totais da SYN atingiram R$ 788,8 milhões no 2T26, crescimento de 5,1% na comparação anual.

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O fluxo de veículos nos empreendimentos somou 1,6 milhão entre abril e junho, alta de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025.

Já as vendas nas mesmas lojas (SSS) apresentaram avanço de 2,9%, enquanto o aluguel nas mesmas lojas (SSR) subiu 3,2%.

Entre os edifícios corporativos, as taxas de ocupação física e financeira da empresa chegaram a 88,6% e 91%, respectivamente, no fim de junho. Um ano antes, os indicadores estavam em 88,9% e 90,6%.

Já no segmento de galpões logísticos, o 2T26 foi o primeiro trimestre em que as quatro naves do CLD geraram receita simultaneamente. O complexo, localizado no entroncamento das rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias, possui 128.516 metros quadrados de área locável e permaneceu 100% ocupado.

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“O desempenho operacional do CLD vem apresentando crescimento consistente desde o início das operações. No segundo trimestre, o NOI do empreendimento foi 3,8 vezes superior ao registrado no 2T25, elevando sua participação no NOI total da companhia de 2,7% para 8,9%, o que evidencia a crescente contribuição do ativo para a geração de resultados”, disse a SYN.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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