Economia

Tarifa de 25% dos EUA deve ter impacto menor do que parece, estima Goldman Sachs

02 jun 2026, 11:16 - atualizado em 02 jun 2026, 11:16
brasil exportações
(Foto: Ministério da Agricultura)

A proposta dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre uma ampla lista de produtos brasileiros teria impacto menor do que o percentual anunciado sugere. Segundo cálculos do Goldman Sachs, a tarifa média efetiva aplicada pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros subiria dos atuais 9% para aproximadamente 13,8%.

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A estimativa foi divulgada após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) publicar o relatório preliminar de uma investigação conduzida contra o Brasil sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

O governo americano concluiu que práticas brasileiras em áreas como comércio digital, serviços de pagamentos eletrônicos, proteção à propriedade intelectual, combate à corrupção, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal justificariam medidas de retaliação comercial.

Embora a proposta preveja uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, ficaram de fora da lista alguns dos principais itens exportados pelo país aos Estados Unidos, como café, suco de laranja, carne bovina, terras raras, fertilizantes, produtos farmacêuticos, peças aeronáuticas e determinados metais.

Segundo o Goldman Sachs, são justamente essas exceções que reduzem o impacto agregado da medida sobre a pauta exportadora brasileira.

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O Goldman Sachs também destaca que a exposição da economia brasileira ao mercado americano é relativamente limitada. Com base nos dados de comércio de 2025, as exportações brasileiras para os Estados Unidos representam pouco menos de 2% do Produto Interno Bruto (PIB). No México, essa participação chega a 29%.

O relatório afirma ainda que as autoridades brasileiras devem intensificar as negociações com Washington nas próximas semanas para tentar neutralizar a medida, obter uma tarifa menor ou ampliar a lista de produtos isentos.

O USTR receberá comentários públicos até 1º de julho e realizará uma audiência pública em 6 de julho. O prazo legal para eventual adoção das medidas termina em 15 de julho.

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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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