Resumo: O Ibovespa (IBOV) teve mais uma sessão marcada por volatilidade. Mas o índice ganhou força, firmou alta e saltou quase 4 mil pontos na segunda parte da sessão com o alívio temporário das tarifas de importação dos Estados Unidos.
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Nesta quarta-feira (9), o principal índice da bolsa brasileira fechou aos 127.795,93 pontos, com alta de 3,12%.
Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,8473, com queda de 2,51% sobre o real, no menor nível em um mês.
O foco de atenções seguiu nas movimentações da guerra comercial, iniciada pelos Estados Unidos há uma semana. No início da tarde, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a suspensão das tarifas universais (de 10%) por 90 dias e reduziu as taxas recíprocas para 10% para, ao menos, 75 países — dos 180 países sujeitos ao ‘tarifaço’ anunciado na semana passada.
Os EUA também elevaram a tarifa sobre os produtos chineses para 125%, após o governo de Ji Xinping retaliar e impor uma taxa de 84% sobre os bens e mercadorias fabricados em solo norte-americano.
No cenário doméstico, que ficou em segundo plano, os agentes financeiros repercutiram novos dados macroeconômicos. Entre eles, as vendas do setor varejista voltaram a registrar leve aumento em fevereiro.
Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados nesta quarta-feira (9) em tempo real
Ao vivo
19h56
Sabesp (SBSP3) receberá R$ 1,5 bilhão em acordos de precatórios
A Sabesp (SBSP3) informou nesta quarta-feira (9) que deverá receber aproximadamente R$ 1,48 bilhão, no prazo estimado de até seis meses, referente a acordos de liquidação de precatórios firmados com a Prefeitura de São Paulo.
Os valores atualizados dos créditos somam R$ 2,48 bilhões (base fevereiro de 2025) e foram aprovados pela Câmara de Conciliação de Precatórios da Procuradoria Geral do Município.
Azul (AZUL4) homologa aumento de capital de R$ 72,7 milhões
A Azul (AZUL4) informou nesta quarta-feira que foram subscritas 1,2 bilhão de novas ações ordinárias e cerca de 153 mil novos papéis preferenciais, totalizando um montante de R$ 72,7 milhões no âmbito do seu aumento de capital.
“Considerando o atingimento da subscrição mínima, o conselho de administração deliberou, nesta data, pela não abertura de prazo para a subscrição de sobras e a homologação parcial do aumento de capital”, disse a Azul em aviso aos acionistas.
Derrocada de títulos dos EUA deixa investidor ferido, apesar da pausa de Trump nas tarifas
Os investidores em títulos do Tesouro norte-americano ficaram feridos nesta quarta-feira, apesar de uma pausa temporária na cobrança de algumas tarifas pelos EUA, já que alguns fundos foram forçados a vender títulos em uma corrida por dinheiro, enquanto outros questionaram o status dos Treasuries como ativo mais seguro do mundo.
Os rendimentos dos Treasuries de dez anos, que atingiram o pico de sete semanas, se mantiveram em níveis elevados mesmo depois de o presidente Donald Trump autorizar uma pausa de 90 dias para a maioria de suas novas tarifas, mas com um aumento para 125% da alíquota para a China, com efeito imediato.
O impulso para entressafra da soja; ‘Temos as melhores cartas do baralho em meio a guerra comercial China-EUA’
Os preços da soja contam com uma perspectiva favorável na entressafra, com possibilidade de valorização dos preços (base Paranaguá-PR) entre R$ 14 – R$ 15. A análise é de Filipe Kalikoski, engenheiro agrônomo e analista econômico do Sicredi, em palestra na Tecnoshow Comigo.
“Historicamente, a entressafra é melhor que pico de safra em termos de preços, mas esse ano em específico eu vejo com muito bons olhos. Por quê? Porque o Brasil já teve uma quebra na safra do Sul, a Argentina quebrou também, e a China precisa comprar essa soja e não vai conseguir da americana se o Trump manter as tarifas. Eu diria que a gente tirou as melhores cartas do baralho”, explica.
Como a escalada da guerra comercial entre China e EUA pode ajudar o agronegócio brasileiro
Com o agravamento das tensões comerciais com os Estados Unidos, a China deve buscar fornecedores alternativos para produtos agrícolas. O Brasil, que já se beneficiou da guerra comercial em 2018, pode ver saldo ainda mais positivo dessa vez, diz o analista de grãos e oleaginosas da Hedgepoint Global Markets, Luiz Fernando Gutierrez.
Gutierrez afirma que mesmo com problemas climáticos ao longo do ano, o Brasil deve colher uma safra recorde de soja. A tendência é que o país aumente a participação no mercado chinês, no qual já é o maior fornecedor da oleaginosa.
Com recordes na prévia do 1T25, Cury (CURY3) mostra apetite por Faixa 4 do MCMV
A Cury (CURY3) segue reforçando seu posicionamento estratégico em empreendimentos atrelados ao programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e pretende se beneficiar da Faixa 4.
A nova faixa voltada para famílias com renda de até R$ 12 mil, incorporada recentemente ao programa, ampliou o escopo do MCMV e se tornou uma oportunidade estratégica para as construtoras.
Lula defende união latino-americana para resistir a “tarifas arbitrárias”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira a união regional de países da América Latina e do Caribe para fazer frente a medidas unilaterais que desestabilizam a economia internacional, caso das tarifas recentemente anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Lula alertou, em discurso na abertura da 9ª cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), para a necessidade de seus integrantes deixarem diferenças de lado e concentrarem-se na redefinição de seu lugar na nova ordem global que se apresenta.
Tarifas sobre México e Canadá não são afetadas pela pausa de 90 dias, diz autoridade da Casa Branca
As tarifas dos Estados Unidos sobre produtos importados do México e do Canadá não serão afetadas pela pausa de 90 dias nas tarifas anunciada pelo presidente Donald Trump nesta quarta-feira, disse uma autoridade da Casa Branca.
A tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre os produtos importados do México e do Canadá que não estão cobertos pelo pacto comercial USMCA da região continua em vigor, disse a autoridade, acrescentando que a energia e o potássio dos dois países também continuarão a ser tarifados em 10%.
A maior parte dos produtos do México e do Canadá que são cobertos pelo acordo comercial foi excluída das políticas tarifárias abrangentes dos Estados Unidos.
(Reuters)
18h00
Renda fixa: XP recomenda 9 títulos com retorno de até IPCA +9,05%
A XP Investimentos divulgou uma carteira com nove títulos de renda fixa que, segundo a corretora, oferecem boas oportunidades de retorno. A seleção inclui debêntures, LCA, CDBs, CRA e papéis do Tesouro Direto, com rentabilidades que chegam a IPCA +9,05%.
A lista busca diversificação em prazos, emissores e setores, com o objetivo de reduzir o risco global do portfólio dos investidores.
Confira as maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (9):
> GPA (PCAR3): +18,89%, a R$ 3,65
> Cogna (COGN3): +11,94%, a R$ 2,25
> Magazine Luiza (MGLU3): +11,28%, a R$ 9,77
> Braskem (BRKM5): +9,89%, a R$ 9,78
> RD Saúde (RADL3): +9,29%, a R$ 21,18
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17h40
Ibovespa salta mais de 3% com alívio do ‘tarifaço’ de Trump; dólar cai a R$ 5,84
O Ibovespa (IBOV) teve mais uma sessão marcada por volatilidade. Mas o índice ganhou força, firmou alta e saltou quase 4 mil pontos na segunda parte da sessão com o alívio temporário das tarifas de importação dos Estados Unidos.
Nesta quarta-feira (9), o principal índice da bolsa brasileira fechou aos 127.795,93 pontos, com alta de 3,12%.
O Ibovespa fechou a quarta-feira (09) em alta de 3,16%, aos 127.852,75 pontos, de acordo com dados preliminares da B3.
17h08
Dólar cai mais de 2% e fecha a R$ R$ 5,84 com ‘alívio’ das tarifas de Trump
O dólar interrompeu a sequência de ganhos ante o real com novos desdobramentos da política tarifária dos Estados Unidos.
Nesta quarta-feira (9), dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,8473, com queda de 2,51%, no menor nível desde 10 de março. Durante a sessão, a divisa atingiu R$ 6,0967.
>> Dólar à vista fecha a R$ 5,8473, com queda de 2,51%
16h54
Água pode virar nova frente em negociações comerciais do México com os EUA
Autoridades mexicanas estão se esforçando para elaborar um plano de aumento na quantidade de água que o país envia para os Estados Unidos devido à crescente preocupação de que o presidente norte-americano, Donald Trump, possa arrastar uma disputa sobre um tratado de água de 81 anos para as negociações comerciais, disseram três fontes familiarizadas com o assunto.
De acordo com um tratado de 1944 que define o compartilhamento de água entre os dois países por meio de uma rede de represas e reservatórios interconectados, o México deve enviar 1,75 milhão de acre-pé de água de Rio Grande para os Estados Unidos a cada cinco anos. Um acre-pé de água é suficiente para encher cerca de metade de uma piscina olímpica.
Brava (BRAV3) deve ter melhora operacional nos próximos resultados, diz Genial; o que fazer com a ação?
A Brava Energia (BRAV3) deve apresentar melhora em sua eficiência operacional nos próximos resultados, disse a Genial Investimentos após a divulgação dos dados de produção da petroleira.
A corretora, no entanto, manteve a recomendação de manutenção para os papéis, diante das incertezas com a guerra tarifária.
Tarifas: Comércio entre EUA e China pode diminuir em até 80%, diz OMC
A Organização Mundial do Comércio (OMC) estimou nesta quarta-feira (9) que a guerra das tarifas entre Estados Unidos e China pode reduzir o comércio de mercadorias entre as duas economias em até 80%.
“Essa abordagem ‘olho por olho’ entre as duas maiores economias do mundo, que juntas respondem por cerca de 3% do comércio global, traz implicações mais amplas que podem prejudicar seriamente as perspectivas econômicas globais”, afirmou a OMC.
Bolsas de Wall Street disparam com trégua no ‘tarifaço’ de Trump; Nasdaq tem maior alta desde 2001
Após quatro sessões de quedas consecutivas, Wall Streetvoltou ao tom positivo, em mais um dia marcado pela forte volatilidade e a guerra comercial entre Estados Unidos e China no centro das atenções.
GPA (GPA3) dispara mais de 18% e lidera altas no Ibovespa nesta quarta-feira (9)
As ações do GPA(PCAR3) lideravam as altas do Ibovespa na tarde desta quarta-feira (9), com um impulso extra das bolsas de Nova York, que passaram a subir após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar uma pausa de 90 dias nas tarifas recíprocas aos países, exceto China.
Os papéis da varejista encerraram a sessão com alta de 18,89%, a R$ 3,65.
No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
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