Tempo Real: Ibovespa fecha em leve alta com pressão de NY após Powell; dólar sobe a R$ 5,78
RESUMO: O Ibovespa (IBOV) terminou as negociações da semana no nível dos 127 mil pontos.
Nesta quinta-feira (14), o principal índice da bolsa brasileira teve leve alta de 0,05%, aos 127.791,60 pontos. Na semana, o índice fechou estável (-0,03%).
Já o dólar à vista (USBRL) terminou a sessão a R$ 5,7881 (-0,02%). Nos últimos quatro sessões, a moeda norte-americana subiu 0,91%.
No cenário doméstico, a reta final da temporada de balanços corporativos e novos dados econômicos roubaram as atenções dos investidores. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou mais que o esperado para setembro. A prévia do PIB subiu 0,8% na base mensal.
No exterior, o mercado reagiu ao Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos, em linha com o esperado. Em evento, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que o BC não tem pressa em cortar os juros. Wall Street fechou em queda e os agentes financeiros reduziram as apostas de corte na taxa básica de juros na reunião de dezembro.
Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados nesta quarta-feira (14) em tempo real:
A Americanas (AMER3) pretende concentrar a abertura de novas lojas principalmente no Nordeste do país e em menor grau no Centro-Oeste, de olho em um público consumidor que segundo a gestão atual da companhia poderia ter recebido mais atenção da rede de varejo no passado, afirmou o presidente-executivo, Leonardo Coelho, nesta quinta-feira
A Americanas, que na véspera divulgou o primeiro resultado trimestral após pagar dívida da maioria de seus credores no âmbito de seu plano de recuperação judicial, encerrou setembro com um parque de 1.601 lojas ante 1.678 um ano antes.
Cofra e Inca, controladores da C&A (CEAB3), venderam 40 milhões de papéis, reduzindo suas participações na companhia de 65% para 52%, mostra documento enviado ao mercado nesta quinta-feira (14).
Durante o dia, a notícia já circulava no mercado, até porque a varejista realizou um leilão para vender o bloco de papéis. De acordo com a Exame, a operação movimentou R$ 460 milhões.
Na véspera de feriado nacional e na reta final dos balanços do terceiro trimestre, o Ibovespa (IBOV) sustentou os 127 mil pontos pelo quinto pregão consecutivo.
Nesta quinta-feira (14), o principal índice da bolsa brasileira teve leve alta de 0,05%, aos 127.791,60 pontos. Na semana, o índice fechou estável (-0,03%).
Nos Estados Unidos, os investidores repercutiram novos dados econômicos e declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell na última hora do pregão.
O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 0,2% no mês passado, após um avanço revisado para cima de 0,1% em setembro, segundo o Departamento do Trabalho do país.
Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,2% dos preços ao produtor, depois de uma leitura inalterada relatada anteriormente em setembro. Nos 12 meses até outubro, o índice subiu 2,4%, depois de avançar 1,9% em setembro.
Powell, por sua vez, disse que o Fed não precisa se apressar para reduzir a taxa básica de juros, já que o mercado de trabalho segue sólido e o crescimento econômico contínuo.
“A economia não está enviando nenhum sinal de que precisamos ter pressa para reduzir a taxa básica. A força que estamos vendo atualmente na economia nos dá a capacidade de abordar nossas decisões com cuidado”, disse o chefe do BC norte-americano durante evento em Dallas.
Em reação, os traders reduziram as apostas de corte nos juros na reunião do Fed em dezembro. Perto do fechamento, a chance de o BC reduzir os juros em 25 pontos-base, a faixa de 4,25% a 4,50%, era de 62,4%. Na véspera, a probabilidade era de 82,5%.
As bolsas de Nova York também terminaram a sessão em tom negativo.
Confira o fechamento dos índices de Nova York:
- S&P 500: -0,60%, aos 5.949,17 pontos;
- Dow Jones: -0,47%, aos 43.750,86 pontos;
- Nasdaq: -0,64%, aos 19.107,65 pontos.
A política monetária mais restritiva por parte do Banco Central impacta de forma negativa a perspectiva dos gestores para a Bolsa brasileira, segundo Alexandre Alvarenga, analista de fundos de investimentos da Empiricus Research.
‘’Há gestores que já falam sobre uma Selic terminal de 14% no fim desse ciclo ou talvez até superior’’, disse ele no Giro do Mercado desta quinta-feira (14).
A lua de mel entre o Banco do Brasil (BBAS3) e analistas parece que perdeu ainda mais força neste trimestre. Após entregar sequência de resultados excepcionais e ser quase uma unanimidade entre casas de análise, a tal inadimplência, puxada pelo agronegócio, bateu às portas da estatal, o que deixa parte do mercado preocupado.
As ações BBAS3 chegaram a cair mais de 3% durante o pregão e atingiram o menor patamar do ano. Os papéis fecharam a sessão desta quinta-feira (14) com baixa de 2,24%, a R$ 25,37.
Nesta quinta-feira (14), o petróleo estendeu os ganhos da últimas sessões e fechou em alta com o aumento do estoques do óleo nos Estados Unidos acima do esperado. Os ganhos foram limitados pela valorização do dólar também seguiu pressionando a commodity.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para janeiro de 2025, terminaram a sessão em alta de 0,39%, a US$ 72,56 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
A 3tentos (TTEN3) promoveu um evento nesta quinta-feira (14), destinado a acionistas e investidores. Em forte crescimento, a empresa detalhou a expansão do mercado de grãos e insumos, com potencial de R$ 618 bilhões no Brasil, segundo IBGE e Conab. Diferentes analistas indicam que é o momento de comprar.
Nos primeiros nove meses de 2024, a 3tentos cresceu 50% em relação ao mesmo período do ano anterior (a/a), se consolidando em três frentes: insumos (+5%), grãos (64,6%) e indústria (66,3%). “Isso é fruto do nosso compromisso com o agricultor, em entendê-lo e gerar valor na cadeia produtiva”, disse o COO, João Marcelo Dumoncel.
Em meio as declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, as bolsas de Nova York aceleram as perdas:
- S&P 500: -0,58%, aos 5.950,67 pontos
- Dow Jones: -0,46%, aos 43.753,99 pontos
- Nasdaq: -0,58%, aos 19.117,52 pontos
Há pouco, Powell disse que o Fed não deve acelerar o processo de afrouxamento monetário. “A economia não está enviando quaisquer sinais de que precisamos ter pressa em baixar os juros”, disse. “Em última análise, a trajetória dos juros dependerá da evolução dos dados e das perspectivas econômicas.”
Powell participa de evento da unidade do Fed em Dallas.
O dólar à vista (USDBRL) perdeu força na reta final do pregão e terminou a sessão em leve queda, interrompendo a sequência de quatro ganhos consecutivos.
Com a perspectiva de que o pacote fiscal só deve ser anunciado na próxima semana, os investidores locais repercutiram a prévia do PIB de outubro e falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
Uma das épocas mais esperadas para os consumidores está chegando, a Black Friday. O evento, que veio dos Estados Unidos, acontece na última sexta-feira de novembro (29) e garante descontos em diversas varejistas.
Apesar disso, o evento também é apelidado como “Black Fraude”, devido aos golpes e tentativas de enganar os consumidores. Contudo, existem algumas maneiras para se proteger na hora de fazer suas comprar.
Os investidores de Azul (AZUL4) têm um dia agitado por notícias da companhia aérea nesta quinta-feira (14). Além do balanço do terceiro trimestre, a empresa anunciou o guidance para 2025 e atualizou os acionistas sobre as negociações com os credores.
Em meio a tanta informação, as ações AZUL4 operaram em alta e terminaram o dia com avanço de 2,50%, a R$ 5,33. Acompanhe o Tempo Real.
O mercado está há semanas na expectativa do anúncio do conjunto de medidas para controle de gastos públicos. O plano ainda não tem data para sair, mas especialistas já fazem os cálculos da economia necessária para garantir a sustentabilidade do arcabouço fiscal.
Na quarta-feira (13), o ministro da Fazenda Fernando Haddad disse que a apresentação das medidas será feita quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizar.
As ações da Americanas (AMER3) viraram foguete nesta quinta-feira (14), chegando a disparar 180%, em reação ao balanço da companhia, divulgado no dia anterior. Ao longo do dia, os papéis entraram e saíram de leilão diversas vezes, por oscilação máxima permitida.
A companhia, que encerrou o pregão de quarta-feira (13) cotada a R$ 3,36, operou acima dos R$ 9 neste pregão. AMER3 subiu 180,06%, a R$ 9,41. No ano, porém, a varejista acumula baixa de 89,66%.
As ações da C&A (CEAB3) lideram as perdas da B3, com baixa de mais de 13%.
A queda acontece em meio a notícia de que a família Brenninkmeijer — que detém o controle da companhia com cerca de 65% do capital por meio da holding Cofra — vendeu 13% da participação na varejista em leilão na B3, segundo o Brazil Journal. A transação movimentou R$ 460 milhões.