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Tempo real: Ibovespa fecha em leve queda; Copom eleva Selic

18 jun 2025, 6:30 - atualizado em 18 jun 2025, 19:52
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Acompanhe o Ibovespa e os mercados em Tempo Real. (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

Resumo: Na véspera do feriado de Corpus Christi, o Ibovespa (IBOV) enfrentou um dia volátil guiado pelas decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil. As tensões geopolíticas com foco no conflito entre Israel e Irã permaneceram injetando cautela nos mercados.

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Nesta quarta-feira (18), o principal índice da bolsa brasileira fechou aos 138.716,64 pontos, com queda de 0,09%. 

Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,5009, com alta de 0,07% ante o real.

Nos Estados Unidoso Federal Reserve manteve os juros inalterados na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano. O BC norte-americano também continuou a projetar dois cortes nas taxas de juros até dezembro.

Aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros a 15%.

Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados nesta quarta-feira (18) em tempo real:

Ao vivo
Selic a 15% é suficiente para conter inflação e atividade, diz Rio Bravo — se não for, problema é fiscal

A Selic no atual patamar “ultra restritivo” é mais do que suficiente para controlar a inflação e a atividade econômica, afirma o economista da Rio Bravo Investimentos, José Alfaix. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou os juros em 0,25 ponto percentual (p.p.) nesta quarta-feira (18).

O economista da Rio Bravo avalia que, se a nova taxa básica não surtir efeito sobre a economia, pode haver entraves comprometendo o canal da política monetária — “teríamos que começar a olhar ainda mais atentamente o fiscal“.

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Itaú: Esperamos que Copom mantenha Selic em 15% até o início de 2026

A alta da Selic para 15% divergiu da projeção do Itaú, mas em linha com o esperado, disse o economista-chefe do banco, Mario Mesquita.

“O Copom afirmou que os juros precisarão permanecer em nível contracionista por período bastante prolongado e que podem retomar o ciclo de alta, caso necessário. Se isso ocorrerá ou não, os dados dirão. O fato é que, historicamente, uma vez pausado um ciclo de alta, o Copom leva de 4-5 reuniões antes de se mover na direção oposta”, acrescentou Mesquita em nota.

Com a decisão desta quarta-feira (18), o Itaú atualizou as projeções e agora estima que a Selic deve se manter em 15% ao ano até o início de 2026. A partir de então, o Copom deve iniciar um ciclo de afrouxamento de 200 pontos-base, ou seja, de ate 2 pontos percentuais — levando a Selic para 13% ao ano.

“Uma valorização da taxa de câmbio pode antecipar esse movimento, enquanto uma economia mais forte do que o esperado pode levar o Copom a adiar o início do ciclo de cortes.”

Inter: Decisão não foi surpresa, mas foi mais “hawkish” do que o esperado

A economista-chefe do Inter, Rafael Vitória, diz que a decisão do Copom em elevar a Selic para 15% não foi uma surpresa, mas foi “hawkish” considerando que as expectativas de mercado estavam divididas entre a alta de 0,25 p.p. e a manutenção.

“O Copom manteve sua avaliação sobre o balanço de riscos para a inflação e […] menciona os sinais de moderação do crescimento da economia por um lado, mas também ressalta as incertezas na condução da política fiscal, com pressões no mercado de trabalho e projeções de inflação ainda elevadas”, afirma Vitória.

A expectativa do Inter é de manutenção da Selic em 15% até o fim de 2025.

“Na nossa visão, a condução da política fiscal será fundamental para a determinação do início dos cortes de juros. Caso tenhamos novo aumento de gastos e uma indicação de orçamento mais expansivo em 2026, o Copom pode manter os juros elevados por mais tempo, postergando cortes de juros até uma queda mais significativa da inflação corrente.”

Bolsonaro fazia parte da organização criminosa e era “principal beneficiário” de ações da Abin paralela, diz PF

O então presidente Jair Bolsonaro fazia parte de um núcleo político que definia diretrizes estratégicas como uma organização criminosa e é apontado como “principal beneficiário” das ações paralelas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar e atacar desafetos e disseminar notícias falsas, segundo relatório final da investigação da Polícia Federal visto pela Reuters.

O relatório da PF, conforme o documento, aponta Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), seu filho, como integrantes do núcleo que buscavam monitorar adversários e se manter no poder durante o governo anterior.

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Galapagos Capital: Apesar do encerramento do ciclo, o cenário atual permanece desafiador

Na avaliação de Tatiana Pinheiro, economista-chefe da Galapagos Capital, o cenário atual permanece desafiador para o Copom, apesar da sinalização de fim do ciclo de aperto monetário.

“Apesar do encerramento do ciclo, o cenário atual permanece desafiador: expectativas desancoradas, projeções de inflação ainda elevadas, economia resiliente e mercado de trabalho pressionado. Isso implica que, principalmente, a atividade econômica será avaliada com profundidade a cada dado divulgado até que a inflação corrente dê sinais contundentes de convergência à meta no horizonte relevante”, afirma Pinheiro.

Para ela, os efeitos da política monetária começarão a se materializar ao longo do segundo semestre deste ano,  com desaceleração da atividade e recuo da inflação corrente contribuindo para a reancoragem das expectativas.

Já o cenário externo deve seguir “complexo” no curto prazo. Além disso, o impacto desinflacionário sobre os emergentes das novas tarifas comerciais impostas pelos EUA também deve ocorrer apenas na segunda metade do ano.

“Com isso, reforçamos a necessidade de prudência na condução de política monetária no curto prazo”, afirma a economista-chefe da Galapagos. A casa já prevê o início de cortes na Selic em dezembro, com redução inicial de 50 pontos-base — o que levaria a Selic a encerrar 2025 a 14,50% ao ano.

A gestora ainda projeta um ciclo de quedas graduais, que devem levar a taxa de juros para 10,50% em julho de 2026.

 

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Postura hawkish do Copom deve ajudar na reancoragem das expectativas, diz Rio Bravo

BC encerra ciclo de alta da Selic em 15% ao ano, diz José Alfaix, economista da Rio Bravo.

Apesar da inflação ainda longe da meta e da economia aquecida, a autoridade mostra cautela com alta de 25 pontos-base.

O cenário externo incerto e a resiliência dos preços de serviços mantêm a pressão inflacionária.

A postura hawkish do Copom deve ajudar na reancoragem das expectativas e pode corrigir a inversão recente da curva de juros, beneficiando prazos mais curtos.

Nestlé nomeia Pablo Isla, ex-Zara, para substituir Paul Bulcke na presidência do conselho

A Nestlé informou nesta quarta-feira (18) que irá nomear o seu vice-presidente do conselho, Pablo Isla, como seu próximo presidente do conselho, em meio ao anúncio pela gigante de alimentos suíça da saída do atual chairman e veterano da empresa, Paul Bulcke, em abril de 2026.

Isla, espanhol que foi presidente-executivo da Inditex, controladora da Zara, de 2005 a 2011, e que também acumulou a função de presidente do conselho na empresa de 2011 a 2022, integra o conselho de administração da Nestlé desde 2018.

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Entrepay: Elevação da Selic pode ser vista como um passo antecipado; mercado deve reagir com ajustes ‘moderados’

Marcio Saito, CFO da Entrepay, espera que o mercado reaja à decisão do Copom com “ajustes moderados”: queda leve nos juros futuros, real um pouco mais forte e movimentações pontuais na bolsa.

Ele também afirma que a elevação dos juros pode ser vista como “um passo antecipado” para os analistas que já projetavam Selic próxima a 16% até o fim do ano. “Isso pode levar empresas e investidores a reverem suas estratégias para se proteger da alta dos juros ou para aproveitar oportunidades nos investimentos de renda fixa.”

“Juros mais altos tornam o crédito mais caro para pessoas e empresas, o que impacta o consumo e o ritmo de vendas, especialmente no varejo e em serviços que dependem de parcelamentos ou financiamentos. No setor de meios de pagamento, isso pode reduzir o número de transações financiadas e exigir ajustes nos preços e no controle de riscos”, acrescentou Saito.

 

SulAmérica Investimentos: Comunicado veio um pouco ‘dovish’ ao deixar claro que o plano de voo é parar

A decisão do Copom em elevar a Selic para 15% ao ano contrariou as expectativas da SulAmérica Investimentos.

“A decisão é hawkish ao entregar a alta, quando grande parte dos economistas – nós, inclusive – esperavam manutenção, e mercado estava em 60% para alta. No entanto, achei a comunicação um pouco dovish, ao dar mais um passo na avaliação de atividade, mostrando um pouco mais de certeza na desaceleração. E já deixar claro que o plano de voo é parar”, avaliou Natalie Victal, economista-chefe da casa.

Na avaliação dela, o comunicado do Copom ainda usou a termo “bastante prolongado” para sinalizar a estratégia à frente. “Assim, tenta inibir a previsão de antecipação de cortes. Para frente, o comitê deixa claro que o cenário base é pausar o ciclo. Aqui mais uma tentativa de reforçar o higher for longer ao manter a ameaça de retomar o ciclo.”

Para a SulAmérica Investimentos, a Selic deve encerrar o ano em 15%, com cortes nos juros apenas no primeiro trimestre de 2026.

Faz Capital: A sinalização clara de que o ciclo está próximo do fim foi o ponto positivo da decisão

Para Alexandre Pletes, head de renda variável na Faz Capital, a sinalização “clara” de que ciclo de aperto monetário está próximo do fim foi o principal “ponto positivo” da decisão do Copom.

“Acreditamos que a autoridade monetária já caminha para o encerramento do ciclo de alta, mas esse movimento pode ter sido influenciado por fatores adicionais, como o aumento das tensões no Oriente Médio, que elevam a incerteza sobre os preços do petróleo e, por consequência, sobre a inflação futura”, disse.

Hoje, o Comitê elevou a Selic para 15% ao ano. Para Pletes, a elevação ajuda a reduzir incertezas à frente. “Agora, o mercado deve voltar suas atenções para a evolução dos riscos geopolíticos e para a resposta da curva de juros nas próximas semanas”, afirmou.

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Retirada do trecho com possível desaceleração econômica global chama atenção, diz Oby Capital

O Copom elevou hoje a Selic para 15% ao ano, em linha com a expectativa da Oby Capital, e sinalizou que, salvo surpresas no cenário econômico, este deve ser o fim do ciclo de alta de juros.

O objetivo agora é avaliar os efeitos defasados da política monetária.

Apesar de nenhuma alteração relevante nas projeções, chamou atenção a retirada do trecho que citava uma possível desaceleração econômica global mais acentuada, o que elimina um dos sinais dovish (mais suaves) que constavam no comunicado anterior.

A gestora também destaca a mensagem clara de que, em um ambiente de expectativas desancoradas, os juros precisarão permanecer no patamar atual por um período bastante prolongado, reforçando o tom hawkish (mais duro) do Banco Central.

Decisão de elevar a Selic para 15% ao ano surpreendeu parte do mercado, diz Blue3

Para Bruna Centeno, economista da Blue3, a decisão do Copom de elevar a Selic para 15% ao ano surpreendeu parte do mercado, que majoritariamente apostava na manutenção dos juros.

A economista destaca que a decisão unânime reforça o grau de preocupação do Banco Central.

Segundo ela, o movimento reflete o aumento das incertezas no cenário externo, com destaque para o conflito no Oriente Médio e sua pressão sobre os preços do petróleo, além do risco fiscal doméstico, que voltou ao centro dos debates após discussões sobre IOF e taxação de ativos isentos.

Mesmo com o IPCA de maio abaixo das expectativas (+0,26% no mês), a inflação acumulada ainda roda acima de 5% há quatro meses, o que, combinado com o cenário externo e fiscal, justificou o tom mais duro do BC e a elevação dos juros ao maior patamar desde julho de 2006.

Davos Financial Partnership: A escolha de apertar ainda mais a política monetária reforça a credibilidade do Copom

A escolha de apertar ainda mais a política monetária, mesmo com uma conjuntura mais benigna no curto prazo, busca reforçar a credibilidade da autoridade monetária, na avaliação de Ricardo Pompermaier, estrategista-chefe da Davos Financial Partnership.

Para ele, a decisão de elevar a Selic para 15% ao ano mira, acima de tudo, a ancoragem das expectativas e a preservação do regime de metas, “diante de um cenário fiscal ainda frágil e de incertezas persistentes”.

“O Banco Central optou por um movimento mais conservador em meio à desaceleração da atividade econômica e à melhora de alguns indicadores de curto prazo, inclusive o câmbio, que tem colaborado para manter a inflação mais controlada”, disse Pompermaier.

 

BMG: Decisão do Copom contrariou as nossas expectativas

Na visão de Flávio Serrano, economista-chefe do Banco BMG, a decisão do Copom de elevar a Selic para 15% ao ano contrariou as expectativas da casa. “Acreditávamos que o BC manteria a taxa estável em 14,75% a.a. nesse encontro de junho.”

“O comitê, como sempre, enfatizou que seguirá vigilante e que a taxa básica poderá ser ajustada e não hesitará em prosseguir no ajuste caso julgue apropriado. Acreditamos que esse movimento marcou o final do processo de ajuste da taxa básica de juros, que seguirá estável provavelmente até o final de 2025”, afirmou Serrano.

Bradesco (BBDC4) aprova pagamento de R$ 3 bilhões em JCP

O Bradesco (BBDC4) anunciou nesta quarta-feira (18) a aprovação do pagamento de R$ 3 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP) intermediários.

O valor será de R$ 0,270 por ação ordinária e R$ 0,297 por papel preferencial. Terão direito aos proventos os acionistas com posição em 30 de junho de 2025. As ações passam a ser negociadas ex-direitos em 1º de julho.

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The Hill Capital: decisão do Copom mostra que os diretores estão comprometidos com a meta de inflação

Na avaliação de Marcelo Bolzan, planejador financeiro CFP e sócio da The Hill Capital, a decisão do Copom em elevar a Selic em 25 pontos-base “é bastante positiva”.

“Minha expectativa é que depois dessa subida de 15%, que a Selic continue nesse patamar até o final do ano, mesmo o Banco Central deixando em aberto. Acredito que é um fechamento [de ciclo] com chave de ouro”, disse Bolzan.

“Os diretores do Banco Central poderiam já ter parado de subir juros até porque o mercado estava dividido, e eles optaram por fazer esse novo aumento. Então, sem dúvidas, vejo um tom hawkish”, acrescentou.

O sócio da The Hill Capital ainda considera que a decisão mostra o comprometimento do Copom em fazer a inflação convergir à meta — de 3% com tolerância de 1,5% para cima ou para baixo.

Ativa: Se o BC não tivesse sinalizado fim do ciclo, o mercado poderia até esperar novas altas

Para Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa, o Copom subiu a Selic para 15% ao ano, com um comunicado tão duro que poderia justificar altas maiores que 25 pontos-base.

Segundo ele, se o BC não tivesse sinalizado explicitamente a interrupção do ciclo, o mercado poderia até ler o texto como prenúncio de novas altas.

O tom austero tem como objetivo claro afastar qualquer expectativa de corte precoce dos juros. Sanchez também destaca que o BC reforçou o viés hawkish ao afirmar que “não hesitará em prosseguir no ciclo de ajuste, se julgar apropriado”.

Nas projeções, o IPCA de 2025 subiu de 4,8% para 4,9%, enquanto 2026 ficou estável em 3,6%. A expectativa da casa é de Selic em 15% até meados de 2026.

África do Sul agora limita embargo à carne de frango brasileira ao Rio Grande do Sul

A África do Sul reduziu sua restrição à carne de frango brasileira, antes imposta para todo o país, para o Estado do Rio Grande do Sul, afirmou Ministério da Agricultura, em nota nesta quarta-feira.

A flexibilização aconteceu após o Brasil se declarar, nesta quarta-feira, livre do vírus da gripe aviária, depois de nenhum novo surto da doença ter sido detectado em granjas comerciais de aves desde o primeiro caso, em maio, de acordo com um comunicado do Ministério da Agricultura.

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Copom: O tom do comunicado foi bastante firme, avalia Portofino

Para Thomas Gibertoni, especialista da Portofino Multi Family Office, a decisão do Copom de elevar a Selic para 15% ao ano (+25 pontos-base) reflete a preocupação com a inflação, mesmo com juros já elevados.

O tom do comunicado foi bastante firme, indicando que os juros devem permanecer altos por um período prolongado, numa estratégia de política monetária contracionista, que visa frear o consumo e controlar os preços.

Gibertoni ressalta que, embora o BC veja os riscos para a inflação equilibrados, as pressões inflacionárias parecem mais prováveis no momento.

RB Investimentos: comunicado veio dentro do esperado, mesmo para quem projetava estabilidade

Para Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, a decisão do Copom de elevar a Selic para 15% acompanhada de uma possível manutenção dos juros na próxima reunião veio dentro do esperado, mesmo para quem projetava estabilidade.

“Há riscos inflacionários em ambas as direções e as expectativas seguem pressionadas, tanto para 2025 quanto para 2026. O grande ponto de atenção agora é observar, até o fim do mês, o comportamento da curva de juros e das expectativas de inflação. Se o Boletim Focus e o mercado começarem a ajustar para baixo as projeções de 2026 e 2027, pode haver algum alívio”, afirmou Cruz.

O estrategista considera que o mercado interpreta que, sem avanços consistentes na área fiscal, será necessário manter juros altos por mais tempo — o que tem elevado a curva de juros em todos os vértices.

“O ideal seria ver esse choque de juros atual impactando as pontas longas da curva, o que indicaria maior confiança nas medidas do Banco Central. Caso isso não ocorra nos próximos dias, o efeito prático da alta de hoje, especialmente na tentativa de ancorar expectativas, pode acabar sendo limitado. Esse será o principal ponto de atenção daqui para frente.”

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