SÃO PAULO (Reuters) – Após os fortes recuos recentes, as taxas dos DIs fecharam a quarta-feira em alta firme, com investidores realizando lucros em mais um dia de agenda econômica esvaziada no Brasil, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries tinham variações limitadas.
O assunto político da vez — a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro — não impactou os preços dos ativos, apesar de seu potencial de mexer com a disputa eleitoral de 2026.
No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 — um dos mais líquidos no curto prazo — estava em 14,68%, ante o ajuste de 14,676% da sessão anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 marcava 14,66%, ante o ajuste de 14,561%.
Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 14,45%, ante 14,295% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 14,41%, ante 14,251%.
Na noite de terça-feira a PGR denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados à sua intenção de permanecer no poder após a derrota na eleição presidencial de outubro de 2022.
Apesar do potencial impacto na disputa presidencial de 2026, a denúncia não influenciou o mercado, que aproveitou a ausência de notícias de impacto econômico para realizar os lucros recentes, conforme profissional ouvido pela Reuters.