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Tempo real: Ibovespa superou os 132 mil pontos e tem a maior série de ganhos desde agosto; dólar cai a R$ 5,64

19 mar 2025, 6:30 - atualizado em 19 mar 2025, 17:29
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Acompanhe o Ibovespa e os mercados em Tempo Real. (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

Resumo: O Ibovespa (IBOV) encerrou a sessão em alta pelo sexto dia consecutivo, na maior série de ganhos desde agosto de 2024. O tom positivo foi impulsionado pelos índices de Wall Street, que subiram 1% após o Federal Reserve (Fed) manter os juros inalterados.

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Nesta quarta-feira (19), o principal índice da bolsa brasileira fechou com alta de 0,79%, aos 132.508,45 pontos — no maior nível desde 2 de outubro de 2024. 

Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,6480, com queda de 0,42% — no menor patamar desde 15 de outubro do ano passado. 

No cenário doméstico, o mercado operou na expectativa pela decisão sobre os juros, que será divulgada após o fechamento dos mercados. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve elevar os juros em 1 ponto percentual, para 14,25% ao ano — cumprindo o guidance dado em dezembro.

As atenções ficarão concentradas no comunicado, já que o mercado espera novas sinalizações de altas na Selic.

O exterior também foi marcado por decisão de política monetária nos Estados Unidos. O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) manteve a taxa de juros no atual patamar entre 4,25% e 4,50%. O Fed também manteve a projeção de dois cortes nos juros até o final do ano.

Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados nesta quarta-feira (19) em tempo real:

Ao vivo
Selic a 14,25%: Economistas já veem ‘luz no fim do túnel’ para aperto monetário

O Banco Central cumpriu o que prometeu e elevou a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, a 14,25%. A dúvida era se a autoridade monetária iria fornecer um novo guidance (projeção).

No comunicado, o BC deixa espaço para mais uma alta, mas em menor magnitude, o que fez economistas projetarem uma elevação de pelo menos mais 0,5 ponto percentual, o que levaria os juros a 14,75%.

Leia mais.

Copom/Daycoval:

Rafael Cardoso, economista-chefe do Banco Daycoval, avalia que duas discussões ficaram após o comunicado do Copom: o diagnóstico do cenário e alguma sinalização para o futuro.

Quanto ao diagnóstico, Cardoso afirma que o Copom reconhece a incerteza maior no cenário internacional, principalmente centrado em Estados Unidos — que veio em linha com o esperado.

Por outro lado, o BC sinalizou uma nova alta na próxima reunião, ainda que de menor magnitude, e deixou a “porta aberta” para novas elevações futuras — o que não era esperado pelo mercado. “A gente acreditava que o Banco Central não sinalizaria nessa direção, mas ele o fez”, disse.

Nas projeções do Daycoval, o Copom deve elevar a Selic em 50 pontos-base, para 14,75% em maio. O banco também espera uma nova elevação de mesma magnitude em junho, o que levaria a taxa básica para 15,25% ao ano — no fim do ciclo de altas.

Haddad diz que aumento da Selic é parte do “guidance” do Copom do final de 2024

O aumento da taxa Selic em 1 ponto percentual, a 14,25% ao ano, pelo Comitê de Política Monetária nesta quarta-feira é parte do “guidance” do colegiado do Banco Central do final do ano passado, afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O BC decidiu seguir o ritmo já previsto de aperto nos juros, em decisão unânime de sua diretoria, e indicou um ajuste de menor magnitude na próxima reunião se confirmado o cenário esperado.

Haddad ainda disse que vai comentar a decisão do Copom apenas após a publicação da ata.

*Com informações de Reuters

 

Copom/Banco Master: Comunicado registra uma moderação da atividade econômica de uma maneira curiosa

O economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala, destacou que o comunicado “registra uma moderação da atividade econômica de uma maneira curiosa”.

“Eles [os diretores] dizem que os indicadores de crescimento de atividade econômica, o mercado de trabalho apresentaram dinamismo, ainda que sinais sugiram uma incipiente moderação no crescimento. As palavras sinais e incipiente são quase uma redundância”, afirma.

“Então, é o início de sinal de possível moderação, foi assim que o Copom registrou os últimos dados que estão mais fracos”.

Além disso, Gala destaca que o Copom deu um “mini-for-guidance” com a sinalização de um ajuste de menor magnitude na próxima reunião.

Copom/MAG: BC deixa uma porta aberta para a reunião de junho

Para Claudio Pires, sócio-diretor da MAG Investimentos, a decisão do Copom em contratar uma nova elevação, de menor magnitude, em maio deixa a porta aberta para a reunião de junho, mas sem se comprometer.

“Nesse sentido, o plural nessa frase indicaria um BC mais duro, mas não foi o que aconteceu”, disse Pires.

A MAG Investimentos reduziu a projeção de Selic terminal de 15,50% para 15%. A corretora projeta aumento de 0,50% em maio e outra elevação de 0,25% em junho, encerrando o ciclo de altas.

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>> Nova Futura Investimentos: Guidance de alta de juros leva à visão de um Copom menos dovish
>> Comunicado foi muito em linha com os últimos e traz ali um balanço de risco assimétrico, diz The Hill Capital
Copom/Ativa: BC deve subir os juros em 50 pontos-base na próxima reunião

Para o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, o maior destaque da decisão do Copom é a flexibilização do guidance de política monetária.

O Comitê do Banco Central elevou os juros em 1 p.p. para 14,25% ao ano, e contratou mais uma nova alta na próxima reunião, em maio.

“A autoridade fez modificações pontuais no comunicado, aprimorando o parágrafo prospectivo para afirmar que a próxima elevação da Selic será de menor magnitude”, afirma Sanchez.

“A justificativa incluída pela autoridade dá um aspecto bastante dovish à perspectiva sobre a Selic, visto que o enfraquecimento da atividade foi classificado como incipiente, e o BC alegou que a desaceleração da alta se dará por conta das incertezas e das defasagens do aperto monetário. Isso significa que o BC julga que a restrição atual já deve ter efeitos relevantes sobre a economia, restando apenas aguardar o impacto defasado da política monetária sobre a inflação”, acrescenta.

Sanchez projeta a alta de 50 pontos-base em maio, o que levaria a Selic para 14,75% ao ano e “conduzirá a taxa a 15%, encerrando o ciclo com uma alta residual de 25 pontos-base”.

“O BC alegará que adotará a estratégia do wait and see, prevendo que os juros permanecerão elevados por tempo suficientemente prolongado até que haja a convergência da inflação para a meta.”

>> Comunicado foi consideravelmente mais hawkish que o esperado, diz Rio Bravo
Selic em 14,25% afeta crédito e custeio no agro; ‘elevação é nociva em momento de inflação dos alimentos’

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu por elevar a Selic em 1 ponto percentual (p.p.) na reunião desta quarta-feira (19), em decisão unânime, saindo de 13,25% para 14,25%.

Para o professor e pesquisador especializado em agronegócio no Centro de Agronegócio Global do Insper, Leandro Gilio, o aumento implica em crédito mais caro e uma maior dificuldade para custeio, comercialização e investimentos na produção.

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Selic a 14,25%: Quanto rendem R$ 10 mil por um ano na poupança, Tesouro Direto, LCI e CDB

O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira (19) a segunda decisão do ano sobre a taxa Selic. O colegiado do Banco Central optou pelo aumento de 1 ponto percentual.

Em janeiro, após aumentar os juros para 13,25%, o Copom indicou mais uma alta de mesma magnitude na decisão de março. No entanto, o comitê deixou a porta aberta para novos ajustes a partir de maio.

Leia mais.

>> Bmg: O aumento de 50bps de maio será o último movimento deste ciclo de alta de juros
>> Dom Investimentos: Para as próximas reuniões, continuo esperando novas altas, sem dúvidas, mas altas menores
>> Copom: Muito provavelmente teremos um tom mais brando por parte do BC adiante, diz Marcos Moreira, sócio da WMS Capital
O que mudou no comunicado do Copom que elevou a Selic a 14,25%? Veja a comparação

O Comitê de Política Monetária (Copom) confirmou a expectativa do mercado e elevou a Selic em 1 ponto percentual (p.p.), de 13,25% para 14,25% ao ano. Esse é o maior nível da taxa básica de juros desde outubro de 2016 — em meio a crise do governo Dilma.

Com a decisão dentro do esperado, o mercado agora se debruça sobre o comunicado dos diretores.

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>> Copom: Persiste uma assimetria altista no balanço de riscos para os cenários prospectivos para a inflação.
>> Copom: Conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho tem apresentado dinamismo, ainda que sinais sugiram uma incipiente moderação no crescimento
Dividendos de até 76%: As ações que rendem mais que a Selic a 14,25%

Como o esperado, o Banco Central bateu o martelo e aumentou a taxa básica de juros em um ponto percentual, para 14,25%.

Com isso, teoricamente, ativos de renda fixa ganham mais atratividade, enquanto ações perdem brilho. Porém, algumas companhias ainda conseguem entregar bons retornos aos seus acionistas que, inclusive, superam a Selic.

Leia mais.

>> Copom antecipa um ajuste de menor magnitude na próxima reunião, caso o cenário esperado se confirme
>> Copom considera que essa elevação da taxa básica de juros está alinhada com a estratégia de trazer a inflação de volta para as metas estabelecidas ao longo do período relevante
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