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Tempo real: Ibovespa cai mais de 1% com impasse tarifário; dólar sobe a R$ 5,58

28 jul 2025, 6:30 - atualizado em 28 jul 2025, 17:40
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Acompanhe o Ibovespa e os mercados em Tempo Real. (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

Resumo: O impasse nas negociações comerciais entre Brasil e os Estados Unidos pressionaram mais uma vez o Ibovespa (IBOV), mesmo com novos recordes em Wall Street.

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Nesta segunda-feira (28), o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão com queda de 1,04%, aos 132.129,26 pontos — no menor nível desde março. 

Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,5899, com alta de 0,50%

No cenário doméstico, as movimentações do governo nas negociações com a Casa Branca concentraram as atenções. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao presidente dos Estados UnidosDonald Trump, que reflita sobre a importância do Brasil e negocie as tarifas comerciais impostas ao país, em discurso durante cerimônia da inauguração de usina termelétrica a gás natural no Estado do Rio de Janeiro.

Os investidores também operaram à espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco CentralA expectativa do mercado é de manutenção dos juros em 15% ao ano.

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No exterior, os mercados reagiram ao acordo entre EUA e União Europeia firmado no fim de semana. Ontem (27), Donald Trump anunciou a formalização de uma tarifa de 15% sobre as exportações do bloco, além de investimentos bilionários europeus nos EUA.

Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados nesta segunda-feira (28) em tempo real:

Ao vivo
Renova Energia (RNEW11) assina acordo para comprar projeto fotovoltaico em Pernambuco

A Renova Energia (RNEW11) disse nesta segunda-feira (28) que assinou um memorando de entendimentos com empresa do grupo European Energy para comprar um projeto para a exploração de centrais geradoras fotovoltaicas em Tacaimbó, Pernambuco.

Conforme o comunicado ao mercado, o projeto é composto pelas usinas Boa Hora 4 a 8, com 149,6 megawatts de capacidade a ser instalada. Separadamente, a Renova esclareceu que a potencial operação prevê o desenvolvimento das centrais geradoras e aporte dos recursos financeiros, exclusivamente, pela European Energy.

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Milho toca mínima de duas semanas em Chicago; soja cai e trigo sobe levemente

Os futuros do milho dos Estados Unidos atingiram a mínima de duas semanas nesta segunda-feira e a soja também caiu, já que os participantes do mercado continuaram a se preparar para grandes safras e as previsões indicavam um clima mais ameno e não ameaçador no cinturão de produção do meio-oeste.

Os futuros do trigo dos EUA reduziram perdas e fecharam com leve alta, ganhando em relação ao milho e à soja na divulgação entre mercados.

Na bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros de referência do milho para dezembro fecharam em queda de 5 centavos, a US$4,14 por bushel, depois de cair para US$4,1275, o nível mais baixo do contrato desde 14 de julho.

A safra nova de soja da CBOT de novembro terminou em queda de 9,5 centavos, a US$10,115 por bushel, enquanto o trigo de setembro da CBOT fechou em alta de 0,25 de centavo, a US$5,385 por bushel.

Grande parte do Cinturão do Milho dos EUA recebeu chuvas oportunas nas últimas semanas, mas as temperaturas quentes, principalmente à noite, levantaram preocupações sobre o possível estresse nas lavouras. As previsões indicavam um clima mais frio no meio da semana, pressionando os futuros do milho e da soja.

“Há uma semana, falava-se em problemas de polinização (do milho) porque estava muito quente e úmido… mas, por enquanto, isso não foi ouvido”, disse Tom Fritz, sócio do EFG Group em Chicago. “Não há realmente nenhum clima ameaçador lá fora.”

Após o fechamento da CBOT, o Departamento de Agricultura dos EUA classificou 73% da safra de milho dos EUA em condições boas a excelentes, abaixo dos 74% da semana anterior, mas ainda assim a recomendação mais alta para esta época do ano desde 2016.

As classificações semanais da soja melhoraram, surpreendendo os analistas que esperavam uma queda. O USDA classificou 70% da safra de soja como boa a excelente, acima dos 68% da semana passada.

BC fará leilão de linha de até US$1 bilhão na terça-feira (29) para rolagem

O Banco Central informou que fará na terça-feira (28), das 10h30 às 10h35, leilão de linha (venda de dólares com comprimisso de recompra) de até US$1 bilhão, para rolagem do vencimento de 4 de agosto.

Em comunicado publicado na noite desta segunda-feira, o BC disse que a taxa de câmbio a ser utilizada na venda de dólares será a do boletim Ptax das 10h da terça. As operações de venda serão liquidadas em 4 de agosto.

Já a recompra de dólares pelo BC ocorrerá em 4 de novembro deste ano.

Na terça-feira passada, dia 22, o BC realizou outra operação de linha para rolagem, na qual vendeu US$600 milhões. Uma semana antes, no dia 15, haviam sido vendidos US$400 milhões, também para rolagem.

Méliuz (CASH3) anuncia norte-americano Mason Foard como diretor de Estratégia de Bitcoin

A Méliuz (CASH3) informou nesta segunda-feira (28) que nomeou o norte-americano Mason Foard como diretor de Estratégia de Bitcoin, para liderar os esforços da companhia na atração de novos investidores nos Estados Unidos, além de criar e executar potenciais instrumentos financeiros.

“Mason foi pioneiro na adoção do bitcoin como reserva estratégica e é amplamente reconhecido como um dos influenciadores mais respeitados da comunidade cripto dos Estados Unidos”, afirmou a Méliuz em comunicado ao mercado.

A Méliuz possui um plano de longo prazo para investir na criptomoeda e tornar o bitcoin o principal ativo estratégico da sua tesouraria. No mês passado, a empresa comprou 275,43 bitcoins por US$28,61 milhões, após conclusão de uma oferta de ações que tinha como objetivo levantar recursos para a aquisição do criptoativo, passando a deter 595,67 bitcoins.

Telefônica Brasil (VIVT3) tem lucro bilionário no 2T25, com Ebitda em crescimento; veja os números

A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, registrou um crescimento de 10% no seu lucro líquido do segundo trimestre de 2025 (2T25) em comparação com o mesmo período do ano passado, em resultado próximo do esperado por analistas no mercado.

A empresa, controlada pela espanhola Telefónica , apurou lucro líquido de R$ 1,34 bilhão nos meses de abril a junho, contra expectativa média de analistas de R$ 1,37 bilhão, segundo dados da LSEG.

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Alckmin diz que Brasil está dialogando com EUA ‘com reserva’ sobre tarifas

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (28) que o governo brasileiro está dialogando com o governo dos Estados Unidos sobre tarifas pelos canais institucionais e com reserva.

Em entrevista à imprensa, Alckmin não apresentou elementos concretos sobre a negociação, mas afirmou que todo o empenho do governo nesta semana é para “resolver o problema” da taxação de 50% sobre produtos brasileiros exportados ao EUA, prevista para entrar em vigor dia 1º de agosto.

Vivara (VIVA3) cai 5%; confira as maiores quedas do Ibovespa nesta segunda-feira (28)

No Ibovespa, a ponta negativa foi liderada pelas companhias de varejo, pressionadas pela queda na concessão de crédito e avanço dos juros futuros. Vivara (VIVA3) figurou como a ação com pior desempenho da sessão, com baixa de mais de 5%.

Confira as maiores quedas do Ibovespa nesta segunda-feira (28):

> Vivara (VIVA3): -5,23%, a R$ 23,93

> CSN (CSNA3): -4,42%, a R$ 8,00

> Magazine Luiza (MGLU3): -4,27%, a R$ 7,18

> Azzas 2154 (AZZA3): -3,33%, a R$ 35,16

> CVC (CVCB3): -3,31%, a R$ 2,34

São Martinho (SMTO3) sobe mais de 3%; confira as maiores altas do Ibovespa nesta segunda-feira (28)

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por São Martinho (SMTO3). Os papéis da companhia reagiram ao anúncio de pagamento de juros sobre capital próprio (JCP). Na noite da última sexta-feira (25), o conselho de administração aprovou a distribuição de R$ 150 milhões em JCP, equivalente a R$ 0,456512899 por ação.

O pagamento dos proventos será destinado aos acionistas com posição acionária em 30 de julho e as ações passam a ser negociadas ex-JPC no dia seguinte, 31.

Confira as maiores altas do Ibovespa nesta segunda-feira (28):

> São Martinho (SMTO3): +3,56%, a R$ 18,35

> Yduqs (YDUQ3): +2,26%, a R$ 12,67

> Ultrapar (UGPA3): +2,18%, a R$ 16,90

> WEG (WEGE3): +2,03%, a R$ 36,73

> Rumos (RAIL3): +1,02%, a R$ 16,85

Ibovespa cai 1% e fecha no menor nível em 4 meses com impasse tarifário entre Brasil-EUA; dólar sobe a R$ 5,58

O impasse nas negociações comerciais entre Brasil e os Estados Unidos pressionaram mais uma vez o Ibovespa (IBOV), mesmo com novos recordes em Wall Street.

Nesta segunda-feira (28), o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão com queda de 1,04%, aos 132.129,26 pontos — no menor nível desde março. 

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Medidas de antecipação da reforma tributária estão em avaliação no governo, diz Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (28) que medidas que antecipam efeitos da reforma tributária sobre consumo estão no “pipeline” para serem lançadas pelo governo.

Em evento no Palácio do Planalto para sanção do programa Acredita Exportação, que antecipa efeitos da reforma para pequenos exportadores, Haddad afirmou que ações desse tipo podem ser ampliadas para outros setores.

A reforma tributária do consumo foi promulgada pelo Congresso Nacional em 2023, mas terá seu efeito iniciado apenas a partir de 2027.

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Fechamento do Ibovespa (preliminar)

O Ibovespa fechou a segunda-feira (28) em baixa de -1,08%, aos 132.078,57 pontos, de acordo com dados preliminares da B3.

Dólar tem alta a R$ 5,58 com impasse nas negociações com EUA e Copom no radar

A proximidade das tarifas de importação dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros continuou a fortalecer o dólar. As decisões de política monetária também entraram no radar.

Nesta segunda-feira (28), o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,5899, com alta de 0,50%. 

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Petróleo sobe mais de 2% com prazo dado pelos EUA para que Rússia chegue a acordo de cessar-fogo com Ucrânia

O preço do petróleo fechou em alta superior a 2% nesta segunda-feira (28), com as novas tensões geopolíticas e avanços diplomáticos envolvendo grandes potências.

Por volta das 16h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência internacional de preços, avançavam 2,45%%, a US$ 69,32 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

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>> Dólar à vista fecha a R$ 5,5899, com alta de 0,50%
Contagem regressiva: Veja quais países já negociaram com os EUA e quais ainda esperam um acordo

A última semana de julho começou em contagem regressiva. Nesta sexta-feira, 1º de agosto, encerra-se o prazo estabelecido pelo presidente Donald Trump para que países negociem isenções ou acordos bilaterais. Caso contrário, entram em vigor tarifas extras de até 50% sobre produtos exportados aos Estados Unidos.

O Brasil está entre os países que ainda correm contra o tempo para evitar essa sobretaxa. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou na última semana que o governo brasileiro está buscando um canal de diálogo direto com Washington.

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BofA corta projeções para inflação de 2025 a 2027, mas reconhece possível ‘choque’ das tarifas

O Bank of America (BofA) cortou sua projeção para a inflação brasileira em 2025 de 5,4% para 5,0%. A revisão vem após sinais mais claros de alívio em preços domésticos de alimentos, serviços e bens industriais.

Para 2026 e 2027, as expectativas também ajustadas de 4,5% para 4,0% e de 4,0% para 3,5%, respectivamente.

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Vivara (VIVA3) cai mais de 5% com pressão dos juros

As ações da Vivara (VIVA3) lideram as perdas do Ibovespa desde o início da sessão. Às 16h02, VIVA3 caía 5,19%, a R$ 23,94.

Os papéis são pressionados pelo avanço da curva de juros, em meio ao impasse nas negociações comerciais com os Estados Unidos, expectativa para a decisão do Copom na próxima quarta-feira e dados de crédito do Banco Central.

Segundo o BC, as concessões de crédito caíram 3,1% em junho ante maio, com recuo de 7,5% no segmento de empresas e alta de 1,4% para pessoas físicas.

Na avaliação do diretor de pesquisa macroeconômica para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, as condições de crédito no Brasil continuarão a enfrentar “ventos contrários nos próximos meses”.

Celso Amorim afirma que Brasil está dobrando a aposta no Brics em meio a ameaça de Trump

Em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos, o governo brasileiro deve reforçar sua estratégia de aproximação com o Brics bloco que reúne economias emergentes como Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e outros.

A sinalização tem sido notada nas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde a ameaça tarifária e foi reforçada por Celso Amorim, principal assessor de política externa do presidente, em entrevista ao jornal britânico Financial Times.

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Ultrapar (UGPA3) sobe 4% na máxima do dia com programa “Gás para Todos”

As ações da Ultrapar (UGPA3) operaram entre as maiores altas do Ibovespa (IBOV) nesta segunda-feira (28), apesar da forte aversão a risco dos investidores locais. 

UGPA3 encerrou a sessão com alta de 2,18%, a R$ 16,90, sendo a terceira maior alta do principal índice da bolsa brasileira — atrás apenas de  São Martinho (SMTO3) e Yduqs (YDUQ3). Na máxima do dia, as ações da companhia chegaram a registrar avanço de 4,05%. Acompanhe o Tempo Real. 

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Ibovespa agora

O Ibovespa, principal índice da bolsa, opera em baixa de -1,30%, aos 131.790,64 pontos, nesta segunda-feira (28).

Entre as principais ações do índice, Vale (VALE3) registra baixa de -1,45%, cotada a R$ 54,89. Os papéis da Petrobras (PETR4) são negociados em alta de 0,41%, a R$ 32,11, e os do Itaú (ITUB4), em baixa de -2,93%, a R$ 34,18.

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