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Tempo real: Ibovespa (IBOV) o combo que fez o índice perder os 120 mil pontos

12 jun 2024, 7:06 - atualizado em 12 jun 2024, 17:44
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Acompanhe o Ibovespa e os mercados em Tempo Real. (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

RESUMO: O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira (12), refletindo a decisão do Federal Reserve em não cortar a taxa de juros. Para piorar o cenário, os efeitos negativos em relação ao desgaste público, principalmente do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afasta a bolsa brasileira das internacionais.

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Entre as maiores altas do dia, a Embraer (EMBR3) disparou 2,99%, refletindo o avanço no câmbio e a alta demanda.

Na ponta negativa, o Magazine Luiza (MGLU3) marcou a maior queda do pregão, com -7,96%, devido a sua sensibilidade a mudanças nos juros. Além dela, a Cogna (COGN3) e a Yduqs (YDUQ3) despencaram, respectivamente, 7,14% e 1,22%.

A queda das duas companhias reflete a suspensão da criação de novos cursos de graduação à distância pelo ministro da Educação, Camilo Santana.

As companhias de commodities também sofrem nesta quarta. Com a redução dos ganhos do petróleo, a Petrobras (PETR3;PETR4) despencou 1,90% para ações ordinárias e 2,20% para preferenciais. A 3R Petroleum (RRRP3) e a PetroRecôncavo (RECV3) também caem 3,27% e 2,21%, respectivamente.

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Para as mineradoras, a Vale (VALE3) derreteu 1,38% com a baixa do minério de ferro. Por fim, CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3) fecharam em quedas respectivas de 3,09% e 2,42%.

Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados nesta quarta-feira (12) em tempo real



Ao vivo
Tchau, Bolsa: Número de investidores pessoa física volta a encolher na B3 (B3SA3)
day trade
Segundo o boletim, o mês marcou 5.116.809 investidores, contra 5.293.390 do mesmo período do ano passado, um recuo de 3,3% (Imagem: Renan Dantas/Money Times)

O número de CPFs de investidores que investem no mercado de ações voltou a cair em maio, mostra documento da B3 (B3SA3) enviado ao mercado nesta quarta-feira (12).

Segundo o boletim, o mês marcou 5.116.809 investidores, contra 5.293.390 do mesmo período do ano passado, recuo de 3,3%.

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Dólar volta a disparar e bate recorde; veja cotação
Dólar, Mercados, Economia, Federal Reserve, CPI, EUA
O dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,4036 reais na venda, em alta de 0,82%. Este é o maior valor de fechamento desde 4 de janeiro de 2023 (Imagem: REUTERS/Dado Ruvic)

O dólar à vista superou a barreira dos 5,40 reais nesta quarta-feira, em meio aos receios do mercado em relação ao equilíbrio fiscal brasileiro e após a moeda norte-americana recuperar um pouco da força no exterior ante divisas fortes, na esteira da decisão de política monetária do Federal Reserve que apontou para apenas um corte de juros nos EUA em 2024.

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O dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,4036 reais na venda, em alta de 0,82%. Este é o maior valor de fechamento desde 4 de janeiro de 2023, quando encerrou em 5,4513 reais. Desde aquela data — um dos primeiros dias do governo Lula — o dólar não encerrava acima dos 5,40 reais.

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Vale (VALE3): Governo federal pode chegar a acordo sobre ferrovias este mês, diz ministro
Renan Filho
Ministro disse ainda que o acordo com a Vale poderá chegar a cerca de R$ 20 bilhões. (Imagem: Marck Castro/Câmara dos Deputdos)

Um potencial acordo entre o governo brasileiro e a mineradora Vale (VALE3) relacionado a concessões ferroviárias está “maduro” e poderá ser assinado ainda neste mês, disse o ministro dos Transportes, Renan Filho, nesta quarta-feira, em um evento no Rio de Janeiro.

O governo federal negocia com a mineradora para chegar a um acordo sobre uma renovação antecipada das concessões das ferrovias Estrada de Ferro Vitória-Minas e Estrada de Ferro Carajás, cujos termos são questionados pela União.

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Powell aplaude CPI de maio, mas diz que falta confiança para Fed cortar juros; ‘segue acima da meta’
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Powell diz que Fed precisa de mais dados positivos para ter confiança para começar a cortar juros (Imagem: Kevin Dietsch/Reuters)

O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, disse nesta quarta-feira (12) que os números melhores do que o esperado da inflação de maio são “bem-vindos”. No entanto, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) precisa de mais dados positivos para ter confiança para começar a cortar juros.

“Vemos o CPI de hoje como um progresso e um reforço da confiança, mas ainda não temos confiança suficiente para começar a afrouxar a política monetária”, disse em entrevista coletiva após a divulgação da decisão do Fomc.

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Fomc: Um corte em 2024 é o suficiente? Veja o que este economista diz sobre as projeções do Fed
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Projeções mais duras do Comitê do Fed para os juros roubaram as atenções (Imagem: REUTERS/Joshua Roberts)

Já não era novidade que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) iria manter os juros dos Estados Unidos (EUA) no intervalo de 5,25% a 5,50%. Com isso, as projeções mais duras (hawkish) do Federal Reserve (Fed) roubaram as atenções no comunicado de hoje.

“O comunicado sem surpresas, com pouquíssimas mudanças em relação ao último comunicado, indica que os membros do comitê veem progresso na evolução da inflação nos últimos meses, mas não o suficiente para ganharem confiança suficiente para iniciar o ciclo de cortes”, diz o economista sênior do Inter, André Valério.

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5 CDBs que rendem acima do CDI no curto prazo com a perspectiva de Selic mais alta; veja as simulações
renda fixa - cdbs
O Money Times simulou uma aplicação de R$ 5 mil em diferentes CDBs. (Imagem: Getty Images)

Os CDBs (Certificado de Depósito Bancário) costumam ser um dos investimentos mais buscados pelos investidores na renda fixa por terem uma rentabilidade atrativa e uma maior segurança, já que possuem a cobertura do Fundo Garantidor Créditos (FGC) até R$ 250 mil.

Com a perspectiva de que a Selic permaneça mais alta no curto prazo, a atratividade não só dos CDBs como de outros instrumentos de renda fixa também aumenta.

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Eneva negocia novos contratos de gás para aproveitar capacidade ociosa do hub Sergipe

SÃO PAULO (Reuters) -A Eneva está avançando com os planos de aproveitar a capacidade remanescente de seu terminal de regaseificação de Sergipe e tem espaço para negociar o fornecimento de até 10 milhões de metros cúbicos por dia de gás para novos clientes, disse à Reuters um diretor da companhia.

A companhia, que é um dos principais players do mercado de gás brasileiro, anunciou nesta quarta-feira um acordo para fornecer gás natural liquefeito (GNL) importado, a partir de seu hub de Sergipe, para uma usina termelétrica da Linhares Geração.

Estimado em 1,2 bilhão de reais, o contrato prevê suprimento de volumes de até 1,07 milhão de metros cúbicos por dia, na modalidade 100% flexível, e é o primeiro acordo de suprimento do insumo para termelétrica firmado entre companhias privadas no país, disse a Eneva.

Segundo Marcelo Lopes, diretor de comercialização e novos negócios, a companhia já está negociando fornecimento de GNL a partir de Sergipe para geradores termelétricos que pretendem participar do próximo leilão de reserva de capacidade.

“O contrato (de Linhares) é o primeiro de uma série que esperamos fazer, oferecendo essa flexibilidade para o mercado de gás… Acreditamos que o principal cliente para esse tipo de produto são as termelétricas, as que já ganharam leilão e não têm solução (de gás) definida, e o futuro leilão, que deve acontecer este ano ainda”, disse o executivo.

O certame de reserva de capacidade, previsto para ocorrer em agosto, deve ter suas diretrizes divulgadas este mês, disse um secretário do Ministério de Minas e Energia nesta semana.

Além de atuar como supridora do insumo, a Eneva também deverá participar do leilão como agente gerador, habilitando um projeto de expansão da termelétrica sergipana Celse — o que também aproveitaria parte da atual capacidade ociosa do terminal.

Localizado na região metropolitana de Aracaju, o hub Sergipe da Eneva conta com a Celse, usina termelétrica com capacidade de geração de 1,6 GW, e uma unidade flutuante de armazenamento e regaseificação de gás natural (FSRU) com capacidade de 21 milhões de metros cúbicos.

“Hoje Porto Sergipe usa 6 milhões (de metros cúbicos de gás), Linhares estamos comprometendo 1 milhão, e o terminal tem 21 milhões, então sobram 14 milhões de capacidade de regás. Só que um terminal você tem que olhar a capacidade de regás e de estoque, porque tem o tempo de suprimento”.

“A gente estima que é possível vender algo em torno de 10 milhões de metros cúbicos por dia de gás flexível num terminal desse, então teria espaço para atender expansão (da usina) de Sergipe e até venda de gás para térmicas de terceiros”.

Segundo Lopes, a Eneva também vê potencial fornecimento de gás a partir de Sergipe para indústrias, uma vez que, em alguns casos, já se mostra vantajoso para esses clientes substituir uma parte de sua contratação firme de gás por contratos flexíveis.

A Eneva já tem contratos de gás assinado com duas grandes empresas industriais, Vale e Suzano, para fornecimento de gás “off grid” de seu Complexo Parnaíba (MA). Nesse caso, o GNL é transportado por meio de caminhões.

“Para poder atender esses contratos 100% flexíveis aqui no Brasil, vamos buscar ser bastante ativos no mercado global de GNL, para poder originar cargas da maneira mais eficiente e competitiva possível”.

Ele afirmou que os preços internacionais do GNL já se equilibraram após um pico registrado há alguns anos, no início da guerra da Ucrânia. Segundo Lopes, a expectativa é ainda de alguma redução dos preços no futuro, tendo em vista a entrada de nova oferta principalmente dos EUA e do Catar.

Governo busca déficit zero em 2024 e não trabalha com banda de tolerância, diz Tebet

BRASÍLIA (Reuters) – O governo não está trabalhando com base na banda de tolerância para a meta fiscal, disse nesta quarta-feira a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, enfatizando que a meta buscada para este ano é de déficit zero.

Em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, Tebet disse que há uma grande preocupação com a compressão das despesas discricionárias do governo ano a ano.

Ela defendeu um processo de revisão de gastos para reduzir a pressão que as despesas obrigatórias geram no Orçamento, mas ponderou que decisões nesse sentido dependem de deliberação política do governo.

A meta para este ano é de déficit primário zero, mas o arcabouço fiscal dá ao governo uma banda de tolerância de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) para mais ou para menos. A atual projeção do governo é que o ano será encerrado com um déficit de 14,5 bilhões de reais, dentro da margem de tolerância.

Coletiva com Powell chega ao fim
Powell: O crescimento que tivemos no ano passado, especialmente no segundo semestre, e o crescimento ainda sólido este ano têm sido muito encorajadores
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Powell: Acreditamos que vai demorar mais tempo para termos confiança de que a inflação está evoluindo para a meta de 2%
Powell: Quando começarmos a afrouxar a política, isso se traduzirá num afrouxamento significativo das condições do mercado financeiro e o mercado fixará o preço no que precifica
Powell: O mercado de trabalho está ficando mais equilibrado
Powell: Acreditamos que, se definirmos a política num nível restritivo, veremos um enfraquecimento real na economia; isso é o que temos recebido
Powell: Fizemos um bom progresso na inflação com a nossa posição atual
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Powell: Estamos preparados para ajustar os juros conforme apropriado, mas achamos que estamos conseguindo o que gostaríamos de obter em termos gerais e é por isso que estamos nessa política há quase um ano
Powell: A política é restritiva e está produzindo os efeitos que esperamos
Powell: Há menos cortes na mediana da taxa este ano, mas haverá mais no próximo ano. Então, se olharmos para o final de 2025 e 2026, estamos quase onde estaríamos, só que mudou pra mais tarde por causa desse progresso
Ibovespa aprofunda queda e desaba 1,57%, a 119.683 pontos
Powell: O que temos ainda é um desemprego baixo, ainda em 4%, mas subiu um pouco — essa é uma estatística importante. Mas mais do que isso, temos uma forte criação de empregos, folha de pagamento ainda em alta, embora haja um argumento de que eles podem ser um pouco exagerados, mas ainda assim, eles são fortes
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