Renda Fixa

Tesouro Reserva chega ao mercado para concorrer com as ‘caixinhas’ e poupança

11 maio 2026, 10:38 - atualizado em 11 maio 2026, 14:14
(Imagem: Dus Hamanaka/ B3)

O Tesouro Nacional, junto com a B3 e o Banco do Brasil, lançou nesta segunda-feira (11) o Tesouro Reserva, o mais novo título do Tesouro Direto que tem como objetivo ser um produto de maior liquidez para auxiliar na reserva de emergência dos brasileiros.

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O novo investimento surge em um momento de forte concorrência entre as “caixinhas” e “cofrinhos” dos bancos, além da poupança, e reúne exatamente as características que explicam o sucesso desses produtos:

  • rentabilidade atrelada à taxa Selic, hoje em 14,50% ao ano;
  • segurança por ser um título público;
  • facilidade para aplicar e resgatar a qualquer momento;
  • e ausência de volatilidade no preço, o que elimina o risco de perdas no resgate antecipado.

Ao contrário do Tesouro Selic tradicional, o Tesouro Reserva não terá marcação a mercado. Na prática, isso significa que o investidor não verá oscilações diárias no valor aplicado, mesmo em momentos de maior turbulência financeira. Os recursos poderão ser resgatados a qualquer hora, todos os dias da semana, aproveitando a nova operação contínua do Tesouro Direto, que passa a funcionar em modelo 24×7.

Inicialmente, o título ficará disponível para a base de cerca de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil, primeira instituição parceira da iniciativa. Segundo o Tesouro Nacional, outras instituições financeiras já estão em fase de testes para também distribuir o produto nos próximos meses.

Outro diferencial é o baixo valor de entrada. Será possível investir a partir de R$ 1, embora o valor nominal do título seja de R$ 10. O limite de aplicações será de R$ 500 mil por investidor ao mês, sem restrições para resgates. Além disso, o rendimento começa a contar já no primeiro dia útil após a aplicação.

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Os aportes e resgates serão realizados pelo aplicativo Investimentos BB, utilizando transações via Pix, numa tentativa de aproximar o Tesouro Direto da dinâmica já popularizada pelos bancos digitais.

“O Tesouro Reserva nasce para atender uma demanda concreta da população: a necessidade de guardar dinheiro com segurança, simplicidade e acesso imediato. Com a operação 24 horas por dia, sete dias por semana, eliminamos barreiras de horário e aproximamos o investimento público da rotina das pessoas”, afirmou Daniel Leal, secretário do Tesouro Nacional.

Segundo o Tesouro, o novo papel foi desenhado especialmente para investidores iniciantes e faz parte de uma estratégia mais ampla de educação financeira, ao lado de iniciativas como a OLITEF.

Na avaliação de Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes, Educação e Pessoa Física da B3, o produto também busca ampliar a inclusão financeira no país. “Com o Tesouro Reserva, a pessoa pode aplicar valores a partir de R$ 1, acompanhar o rendimento e resgatar quando quiser, 24×7. Tudo feito de forma simples”, disse.

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Já Francisco Lassalvia, vice-presidente de Negócios de Atacado do BB, afirmou que ser a primeira instituição a distribuir o título reforça a posição do banco em tecnologia e investimentos, além de incentivar a cultura de educação financeira.

Tributação

Em relação à tributação, o Tesouro Reserva seguirá as mesmas regras dos demais títulos do Tesouro Direto. Haverá incidência de Imposto de Renda apenas sobre os rendimentos, no momento do resgate ou vencimento, com tabela regressiva: quanto maior o prazo da aplicação, menor a alíquota cobrada.

Também poderá haver cobrança de IOF para resgates realizados em até 30 dias, seguindo a tabela regressiva do imposto, zerada após esse período. Tanto o IR quanto o IOF serão recolhidos automaticamente pela instituição financeira.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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