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‘Um trimestre mais fraco’: O que esperar dos balanços do 3T26, segundo a XP

21 out 2026, 11:34 - atualizado em 21 out 2026, 11:35
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(Imagem: iSTock/ Edson Souza)

Algumas empresas listadas na bolsa de valores já começaram a divulgar seus resultados do terceiro trimestre de 2026. A temporada de balanços, no entanto, ganha tração a partir da próxima semana. Para a XP Investimentos, o 3T26 deve ser fraco para as companhias brasileiras.

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Entre as cerca de 140 empresas cobertas pela corretora, a expectativa é de crescimento de 7,2% da receita e de 12% do EBITDA na comparação anual, enquanto o lucro líquido deve ficar praticamente estável, com alta de 0,5%.

Os números representam uma desaceleração em relação ao segundo trimestre de 2026 (2T26), quando as companhias registraram crescimento de 11,7% na receita, 22,5% no EBITDA e 22,2% no lucro líquido.

Os destaques positivos do 3T26

Por setor, a XP vê Óleo, Gás e Petroquímicos como o principal destaque positivo da temporada. A instituição projeta crescimento de 46,6% no EBITDA na comparação anual, impulsionado pela alta do preço do petróleo.

Na visão dos analistas, a Prio (PRIO3) está bem posicionada para capturar o preço do petróleo elevado no curto prazo. Ainda, a expectativa é que Petrobras (PETR4) entregue um resultado “sólido” mas com queda do EBITDA.

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Já o setor de Saúde deve manter desempenho sólido, com avanço esperado de 8,5% no EBITDA. O movimento deve ser beneficiado pela melhora operacional das operadoras de planos de saúde, pelo crescimento dos serviços de diagnóstico e por tíquetes médios mais elevados nos hospitais.

No segmento, a corretora destaca a melhora contínua da sinistralidade da SulAmérica, que deve seguir sustentando os resultados da Rede D’Or (RDOR3), além da evolução operacional da Bradesco Saúde (SAUD3). Entre as empresas de diagnósticos, Fleury (FLRY3) e Dasa (DDASA3) devem apresentar avanço de receita e rentabilidade.

Mineração e Varejo devem pressionar os balanços

Na ponta negativa, a XP espera que Mineração e Siderurgia registre queda de 20,9% no EBITDA, pressionada por custos elevados e preços mais fracos do minério de ferro, embora a Gerdau (GGB3) deva contrariar a tendência e ser o principal destaque do segmento no trimestre.

Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3) devem ser impactadas por fretes elevados e preços realizados mais baixos do minério de ferro, sendo o efeito mais intenso na CSN. Já a Usiminas (USIM3) deve registrar aumento dos volumes de aço vendidos, mas a rentabilidade tende a ser limitada pelos custos mais altos e pelo desempenho mais fraco da divisão de mineração.

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No Varejo, a expectativa é de mais um trimestre desafiador, com consumo enfraquecido e pressão sobre margens. Entre os destaques positivos, a XP cita a Smart Fit (SMFT3), com expectativa de forte crescimento dos lucros.

Por outro lado, a corretora vê uma desaceleração mais forte no varejo discricionário e aponta Azzas 2154 (AZZA3), Natura (NATU3) e Vivara (VIVA3) como os principais destaques negativos da temporada.

*Sob supervisão de Renan Dantas

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.

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