AgroTimes

União Europeia descarta flexibilizar exigências sanitárias para o Brasil; ‘as regras já são conhecidas há bastante tempo’

21 jul 2026, 11:55
Bezerro marrom comendo grama seca em um campo no Pântano de Akrotiri. Distrito de Limassol, Chipre
(iStock.com/Kirillm)

A União Europeia não pretende flexibilizar as exigências sanitárias impostas ao Brasil para a exportação de carnes e produtos de origem animal, afirmou o embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher, em entrevista ao portal g1.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o diplomata, que representa o país responsável pela presidência rotativa do Conselho da União Europeia, as regras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal “já são conhecidas há bastante tempo” e vêm sendo discutidas com as autoridades brasileiras há anos.

“No fim das contas, a responsabilidade é do lado brasileiro, que precisa estabelecer os padrões necessários”, disse.

No início de junho, a União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal ao bloco por considerar que o país não atende às normas de controle do uso de antimicrobianos. Com isso, as exportações de carne bovina, frango, carne equina, além de pescado, mel e tripas, serão suspensas a partir de 3 de setembro.

Na semana passada, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que há poucas chances de o setor conseguir se adequar às exigências dentro do prazo, especialmente na pecuária bovina, cujo ciclo de produção exigiria cerca de 30 meses para adaptação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gallagher ressaltou que a decisão foi estritamente técnica e afirmou que outros países sul-americanos permaneceram habilitados a exportar por atenderem aos requisitos europeus. Apesar disso, disse que a União Europeia segue aberta ao diálogo com o governo brasileiro para discutir uma solução, mas descartou qualquer flexibilização das regras.

Apesar do impasse sanitário, Gallagher demonstrou otimismo com o acordo entre Mercosul e União Europeia. Segundo ele, os primeiros números indicam um aumento de aproximadamente R$ 10 bilhões nas exportações brasileiras para o bloco europeu nos dois primeiros meses de vigência do tratado, embora tenha ponderado que ainda é cedo para atribuir o avanço exclusivamente ao acordo. “Tudo indica que o acordo começa a produzir efeitos”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
Twitter Facebook Linkedin Instagram YouTube Site
No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
Twitter Facebook Linkedin Instagram YouTube Site

Cotações

VER MAIS
BITCOIN --
--

MAIORES ALTAS

    MAIORES BAIXAS

      Quer ficar por dentro de tudo que acontece no mercado agro?

      Editoria do Money Times traz tudo o que é mais importante para o setor de forma 100% gratuita

      OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

      Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

      Fechar