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Vale (VALE3): O que esperar do resultado do primeiro trimestre da mineradora

28 abr 2026, 7:00 - atualizado em 28 abr 2026, 6:58
vale wall street morning times
vale (Imagem: Reuters/Washington Alves)

A Vale (VALE3) divulga seus resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) nesta terça-feira (27), após o fechamento do mercado, com expectativa de avanço nas principais linhas do balanço, sustentado por um desempenho operacional forte em minério de ferro, cobre e níquel.

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De acordo com o consenso compilado pelo Broadcast, a mineradora deve reportar lucro líquido atribuível de US$ 2,51 bilhões, alta de 80,5% ante o mesmo período de 2025. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) proforma é estimado em US$ 4,03 bilhões, avanço de 25,5%, enquanto a receita líquida deve alcançar US$ 9,47 bilhões, crescimento de 16,6%.

O tom positivo vem depois de uma prévia operacional acima do esperado. Para a XP, a Vale apresentou “outro desempenho operacional sólido no 1T26”, com números ligeiramente acima das estimativas da casa e potencial de cerca de 5% de alta para a projeção de Ebitda ajustado do trimestre.

“O trimestre foi marcado por crescimento amplo da produção na comparação anual em todas as divisões, com metais básicos novamente se destacando”, escreveu o time, liderado por Lucas Laghi.

No minério de ferro, a produção somou 69,7 milhões de toneladas, alta de 3% na comparação anual, apoiada pelo avanço do Sistema Sudeste, pelo ramp-up de Capanema e pelo desempenho de Brucutu. Os embarques de finos atingiram 61 milhões de toneladas, alta de 4%, enquanto o preço realizado ficou em US$ 95,8 por tonelada.

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A XP destaca que o desempenho em minério veio em linha com o esperado, mas com boa dinâmica entre produção e vendas. “Os resultados reforçam nossa visão de momentum operacional sólido”, afirmam os analistas.

Metais básicos deve ser destaque da Vale

O principal destaque, porém, deve vir dos metais básicos. A produção de cobre somou 102,3 mil toneladas, alta de 13% no ano, impulsionada por volumes recordes em Salobo e Sossego. As vendas chegaram a 91,2 mil toneladas, avanço de 11%, enquanto o preço realizado subiu para US$ 13.143 por tonelada.

No níquel, a produção cresceu 12% na comparação anual, para 49,3 mil toneladas, refletindo a operação do segundo forno de Onça Puma durante todo o trimestre. As vendas somaram 44,8 mil toneladas, alta de 15%, e o preço realizado avançou para US$ 17.015 por tonelada.

Para o Santander, o cobre teve o melhor primeiro trimestre desde 2017, enquanto o níquel registrou o melhor primeiro trimestre desde 2020. A casa destaca que “Salobo entregou 52,8 mil toneladas, apoiado pela estabilidade operacional”, enquanto Sossego se sobressaiu com alta de 81% no ano.

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O Bank of America também aponta os metais básicos como o destaque positivo do trimestre. Segundo a casa, pelotas, cobre e níquel superaram o consenso em 8%, 11% e 5%, respectivamente. “A produção de pelotas, cobre e níquel foi o destaque positivo da prévia”, escreveram os analistas.

Apesar do tom construtivo para os números, parte da melhora já pode estar no preço das ações, após a divulgação da prévia operacional. Por isso, o mercado deve olhar menos para o lucro em si e mais para a composição do Ebitda, a evolução de custos e os comentários da companhia sobre os próximos trimestres.

Entre os pontos de atenção estão o impacto de custos com câmbio, combustível e logística, além dos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre a operação de pelotização em Omã.

A Vale já informou que a unidade permaneceu paralisada após manutenção programada, com retomada prevista para o terceiro trimestre, e que volumes serão redirecionados para Tubarão, sem alteração do guidance de aglomerados.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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