Internacional

Trump não está satisfeito com última proposta do Irã para acabar com a guerra

28 abr 2026, 7:56 - atualizado em 28 abr 2026, 7:56
Presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca
Presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca (13 de abril de 2026 REUTERS/Jonathan Ernst)

O presidente dos EUA, Donald Trump, está insatisfeito com a última proposta iraniana para resolver a guerra de dois meses, disse uma autoridade americana, reduzindo as esperanças de resolução de um conflito que interrompeu o fornecimento de energia, pressionou a inflação e matou milhares de pessoas.

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A proposta mais recente do Irã deixaria de lado a discussão sobre o programa nuclear iraniano até que a guerra — suspensa após um cessar-fogo anunciado neste mês — fosse encerrada e as disputas sobre o transporte marítimo no Golfo fossem resolvidas.

Trump está insatisfeito com a proposta iraniana porque quer que as questões nucleares sejam tratadas desde o início, afirmou uma autoridade dos EUA informada sobre a reunião de segunda-feira do presidente com seus assessores, sob condição de anonimato.

A porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, disse que os EUA “foram claros em relação às nossas linhas vermelhas” ao buscar encerrar a guerra, iniciada em fevereiro ao lado de Israel.

Em 2015, um acordo anterior entre o Irã e vários outros países, incluindo os EUA, reduziu drasticamente o programa nuclear iraniano, que há muito tempo o país afirma ter fins civis e pacíficos. O acordo, porém, foi desfeito quando Trump se retirou unilateralmente dele em seu primeiro mandato.

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As esperanças de reativar os esforços de paz diminuíram depois que o presidente dos EUA cancelou uma visita planejada para o último fim de semana de seu enviado especial, Steve Witkoff, e de seu genro, Jared Kushner, ao Paquistão, mediador das negociações.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, esteve em Islamabad duas vezes durante o fim de semana. Ele também visitou Omã e, na segunda-feira, foi à Rússia, onde se reuniu com o presidente Vladimir Putin e recebeu apoio de um aliado de longa data.

O vice-ministro da Defesa do Irã, Reza Talaei-Nik, afirmou na terça-feira que Teerã está pronta para compartilhar recursos de defesa e experiências adquiridas com a “derrota dos Estados Unidos” com nações “independentes”, incluindo as da Organização de Cooperação de Xangai — bloco que reúne Irã, Rússia, China, Índia, Paquistão e países da Ásia Central.

Preços do petróleo voltam a subir

Com os lados ainda aparentemente distantes, os preços do petróleo retomaram a trajetória de alta, avançando quase 3% na terça-feira e ampliando os ganhos da sessão anterior.

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“Para os operadores de petróleo, não é mais a retórica que importa, mas o fluxo físico real de petróleo através do Estreito de Ormuz — e, no momento, esse fluxo permanece restrito”, disse Fawad Razaqzada, analista da City Index e da FOREX.com, em nota.

Pelo menos seis navios-tanque carregados com petróleo iraniano foram forçados a retornar ao Irã devido ao bloqueio imposto pelos EUA nos últimos dias, segundo dados de rastreamento marítimo, evidenciando o impacto da guerra sobre o tráfego.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a ação dos EUA contra os navios-tanque ligados ao país como uma “legalização pura e simples da pirataria e do assalto à mão armada em alto-mar”, em publicação nas redes sociais.

Ainda assim, a porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, afirmou à mídia estatal na terça-feira que o Irã já havia se preparado para cenários de bloqueio marítimo desde a eleição presidencial de 2024 nos EUA e tomou as medidas necessárias para que “não haja motivo de preocupação”.

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Ela acrescentou que Teerã tem utilizado corredores comerciais ao norte, leste e oeste — que não dependem dos portos do Golfo — para mitigar os efeitos do bloqueio.

Antes da guerra, entre 125 e 140 navios transitavam diariamente pelo estreito. No último dia, porém, apenas sete fizeram o trajeto, segundo dados da Kpler e análises de satélite da SynMax — e nenhum transportava petróleo destinado ao mercado global.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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