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Vale (VALE3): Para analistas, produção forte no 1T26 reforça execução e metais básicos puxam resultados

17 abr 2026, 12:03 - atualizado em 17 abr 2026, 12:36
Locomotiva da Vale abastecida com Diesel R em Vitória (ES) (Judeu Marc / Divulgação Vale)
Locomotiva da Vale abastecida com Diesel R em Vitória (ES) (Judeu Marc / Divulgação Vale)

A Vale (VALE3) entregou, na visão de analistas, um relatório de produção e vendas sólido no primeiro trimestre de 2026, com crescimento de volumes, melhora de preços e recordes para um primeiro trimestre — um conjunto que reforça a consistência operacional recente da mineradora, mesmo em um período sazonalmente mais fraco por conta de chuvas. Além disso, o destaque ficou também para a performance do braço de metais básicos.

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A produção de minério de ferro somou 69,7 milhões de toneladas (+3% a/a), enquanto as vendas atingiram 68,7 milhões de toneladas (+4% a/a), com preços realizados de finos em US$ 95,8 por tonelada e avanço relevante nos prêmios de qualidade, que chegaram a US$ 6,2 por tonelada.

O desempenho foi sustentado por ganhos operacionais em ativos-chave como S11D e Brucutu, além do avanço de projetos como Capanema. Ao mesmo tempo, a companhia conseguiu compensar impactos pontuais — como paralisações em Omã ligadas ao cenário geopolítico — sem alterar o guidance para 2026.

Para o BB Investimentos, o trimestre reforça uma Vale operando com mais consistência e previsibilidade. “A Vale apresentou avanços tanto na produção como nas vendas em todos os segmentos, alcançando os maiores volumes para um primeiro trimestre dos últimos anos, em linha com nossas estimativas”.

A produção de minério de ferro, segundo o banco, cresceu suportada por recordes operacionais e ramp-up de novos ativos, enquanto os preços realizados também mostraram melhora, refletindo a estratégia de portfólio da companhia.

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“Assim, a Vale manteve a trajetória de sólido desempenho operacional observada nos trimestres anteriores, com evolução relevante também em metais básicos”, diz a analista Mary Silva.

Na leitura do Itaú BBA, o trimestre veio dentro do esperado, mas com viés positivo — principalmente pela combinação de volumes resilientes e melhora de preços.

“A leitura do trimestre é levemente positiva, com números de produção e vendas em linha com as estimativas, mas com qualidade melhor. Mesmo com a sazonalidade negativa típica do início do ano, a companhia conseguiu entregar volumes resilientes”, diz a equipe liderada por Daniel Sasson.

O BTG Pactual também destaca a consistência operacional. “O trimestre foi consistente e amplamente em linha com o esperado, com produção forte mesmo diante de um período sazonalmente mais fraco. Os embarques de minério de ferro foram sustentados pelos maiores níveis de produção para um primeiro trimestre desde 2018”, diz o time liderado por Leonardo Corrêa.

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Vale e os metais básicos

Além da consistência operacional no minério, as casas destacam um ponto importante de mudança estrutural: o crescente peso dos metais básicos.

Nos números, esse avanço já aparece com clareza. A produção de cobre subiu 13% na base anual, para 102,3 mil toneladas, com vendas de 91,2 mil toneladas (+11% a/a), enquanto os preços realizados avançaram para cerca de US$ 13,1 mil por tonelada. No níquel, a produção atingiu 49,3 mil toneladas (+12% a/a), com vendas de 44,8 mil toneladas (+15% a/a) e preço médio de US$ 17.015 por tonelada.

Para o Itaú BBA, esse braço deve ganhar ainda mais relevância. “Os preços realizados vieram mais fortes, principalmente em cobre e níquel, o que deve sustentar um resultado mais robusto no trimestre. A divisão de metais básicos deve apresentar um desempenho forte e ganhar relevância no resultado consolidado”, afirma a equipe.

O BTG Pactual vai na mesma linha e destaca o papel estratégico do segmento. “Cobre e níquel também mostraram desempenho sólido, com crescimento relevante de produção e vendas, reforçando o segmento como um dos principais vetores de crescimento e diversificação da Vale”, diz o banco.

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No consolidado, o relatório indica uma empresa com execução disciplinada, ganho de eficiência operacional e melhor captura de preços, ainda que sem grandes surpresas frente ao que já era esperado pelo mercado.

No lado das recomendações, o BB Investimentos mantém recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 89 para 2026; o Itaú BBA tem recomendação outperform (equivalente a compra), com preço-alvo de R$ 101; e o BTG Pactual mantém recomendação de compra, destacando potencial de reprecificação e retorno atrativo via dividendos.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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