Wall Street tem tom misto com tensões geopolíticas e IA; Dow Jones renova recorde intradia
Os índices de Wall Street começaram o pregão desta quinta-feira (4) sem direção única com o noticiário geopolítico em foco, em meio ao impasse nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã e um breve cessar-fogo entre Líbano e Israel.
Novos dados do mercado de trabalho e as movimentações das companhias de tecnogia focada em inteligência artificial (IA) também dividem as atenções.
Em destaque, o Dow Jones renovou a máxima histórica nominal intradia nos primeiros minutos do pregão.
Confira o desempenho dos índices logo após a abertura:
- Dow Jones: +1,43%, aos 51.394,24 pontos – no maior nível intradia;
- S&P 500: -0,22%, aos 7.537,27 pontos;
- Nasdaq: -0,91%, aos 26.610,543 pontos.
O que acompanhar em Wall Street hoje?
Um breve alívio nas tensões geopolíticas derruba os preços do petróleo. Ontem (3), Líbano e Israel concordaram com a implementação de um cessar-fogo, segundo o Departamento de Estado norte-americano, após negociações em Washington.
O cessar-fogo está condicionado à completa cessação de disparos por parte da milícia Hezbollah, alinhada ao Irã, e à retirada de todos os seus membros do Setor Sul de Litani, diz o comunicado. Os dois lados haviam concordado com uma trégua no mês passado, mas as hostilidades continuaram.
Em reação, os preços do petróleo caem quase 3%. Por volta de 10h45 (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent negociado para agosto, referência para o mercado mundial, caía 2,67%, a US$ 95,22 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já o contrato do West Texas Intermediate (WTI) para julho caía 3,27%, a US$ 92,88 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
No mercado acionário, as ações da Broadcom abriram com queda de mais de 15,5% após a empresa divulgar uma receita abaixo do esperado para o segundo trimestre fiscal.
Ações da empresa de cibersegurança CrowdStrike também caem 10% em reação a divulgação de uma previsão de receita aquém do esperado para o segundo trimestre.
Os dados do mercado de trabalho também ficam no radar. De acordo com o Departamento do Trabalho do país, o número de pedidos de auxílio-desemprego aumentou mais do que o esperado na semana passada.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram 13.000, para 225.000, com ajuste sazonal, na semana encerrada em 30 de maio. Os economistas consultados pela Reuters previam 213.000 pedidos para a última semana.
A média móvel de quatro semanas de pedidos, no entanto, aumentou apenas 6.500, para 214.750.
Agora, a expectativa é para o relatório oficial de empregos, o payroll, de maio, que será divulgado na amanhã (5). Segundo a pesquisa da Reuters com economistas, a economia dos EUA deve ter aberto 85.000 postos de trabalho fora do setor agrícola em maio, depois de 115.000 em abril.
A projeção é de que a taxa de desemprego se mantenha em 4,3%.
*Com informações de Reuters