Vale (VALE3) revisa projeções e estima que metais básicos respondam por 28% do EBITDA; entenda
A Vale (VALE3) atualizou o guidance (projeção) de contribuição de sua subsidiária Vale Base Metals (VBM) para o EBITDA consolidado no longo prazo, que passa a ser de aproximadamente 28%.
No final de março, a mineradora projetava que a VBM responderia por 26% do EBITDA consolidado em 2026 e por uma fatia entre 30% e 35% a partir de 2035.
Segundo a companhia, a nova estimativa considera como principais premissas os preços médios de cobre, níquel e ouro previstos para este ano, com base na média das projeções de analistas sell-side disponíveis em maio.
A Vale Base Metals reúne os ativos da mineradora voltados à produção de metais considerados estratégicos para a transição energética.
O 1T26 da Vale
A Vale, cabe lembrar, reportou um lucro líquido de US$ 1,9 bilhão no primeiro trimestre (1T26), alta de 36% em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, de US$ 2 bilhões, conforme dados compilados pela LSEG.
A receita líquida de vendas avançou 14%, para US$ 9,3 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado subiu 23%, a US$ 3,8 bilhões.
A mineradora destacou melhora no desempenho de comercialização em todos os seus segmentos de negócios na comparação anual: as vendas de minério de ferro, cobre e níquel aumentaram 4% (+3 milhões de toneladas – Mt), 11% (+9 mil toneladas – kt) e 15% (+6 kt), respectivamente.