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Vamos fazer interlocução com Congresso para tentar resultado fiscal ainda melhor, diz Durigan

01 set 2026, 5:52
(Antônio Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (31), que o governo fará uma interlocução com o Congresso até o final deste ano para tentar um resultado fiscal ainda melhor do que o já projetado para o ano que vem.

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Durante coletiva sobre o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, Durigan afirmou que o projeto apresentado nesta segunda não tem “armadilhas” e que houve uma preocupação com a transparência.

“Além de manter os parâmetros do arcabouço fortalecidos, como o curso de investimento, e o próprio limite de despesa primária que a gente tem no País, estamos dando mais saúde interna ao Orçamento, reduzindo o gasto obrigatório em termos proporcionais ao limite geral de despesa no País”, disse o ministro.

Ele avaliou que esse esforço deve resultar em flexibilidade e liberdade, valorizando o mandato do presidente eleito e dando força à economia brasileira para enfrentar turbulências externas. Também declarou que novos esforços de revisão fiscal serão feitos e que o PLOA é um retrato que garante condição orçamentária.

Durigan disse também que a folga de R$ 10,1 bilhões em relação ao centro da meta de 0,5% do PIB (que equivale a R$ 73,2 bilhões) poderá ser usada para melhorar o resultado primário. Se considerado o resultado ajustado – ou seja, com as exceções permitidas à meta -, está previsto um superávit de R$ 83,4 bilhões.

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“A gente está melhorando o resultado primário e a folga que existe, em que a gente contém investimento, outros gastos institucionais, podem nos dar essa liberdade para melhorar o resultado. A depender da situação que a gente vive aqui, no ano que vem, nós vamos ter mais instrumentos na gestão da execução orçamentária, para atingir os resultados que a gente está se propondo”, afirmou Durigan.

O titular da Fazenda também disse que a equipe econômica fará o que for necessário para buscar o centro da meta em 2027.

Na mesma linha, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse acreditar ser factível entregar o primário no centro da meta, podendo contingenciar se precisar.

“Caso necessite fazer contingenciamento para buscar a meta, esse é o nosso instrumento clássico. Então, quanto maior a sua base de despesa discricionária, mais você tem elementos para fazer esse contingenciamento sem produzir efeitos adversos, como shutdown. Então, é isso que nos dá a garantia de que a gente consegue alcançar um resultado primário muito acima daquele que está projetado para efeito de meta”, afirmou.

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Mais espaço para investimento

Bruno Moretti afirmou que o governo está “batalhando” para aumentar o espaço de investimentos. “Ainda é um espaço de pequeno valor, mas a boa notícia é que, frente à desaceleração da despesa obrigatória, ele se ampliou”, considerou Moretti.

A proposta orçamentária estima investimentos de R$ 133,8 bilhões no próximo ano – somando a despesa primária de capital e a despesa financeira, como é o caso do programa Minha Casa, Minha Vida. Só a despesa primária está em cerca de R$ 86 bilhões. O arcabouço fiscal prevê um piso para os investimentos de 0,6% do PIB estimado para 2027 – o equivalente a R$ 88,7 bilhões.

Moretti ainda afirmou que podem haver reajustes no serviço público ou contratações de servidores ou contratações, mas eles estão limitados ao piso do arcabouço.

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“Esses atos de reajuste do MGI Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos só podem existir, caso respeitem a limitação global da despesa de pessoal, como eu disse, é o piso do arcabouço.”

E negou que haja previsão de reajuste para o Bolsa Família.

“O Orçamento não trata de reajuste, ele trata de um montante global relativo ao Bolsa Família”, afirmou. A previsão com o programa para o ano que vem é de R$ 157,1 bilhões. “Não tem previsão de reajuste. O PLOA também não trata dessa matéria”, acrescentou.

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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