Empresas

Vem dividendo gordo aí? Petrobras (PETR4) bate recordes e mercado estima proventos robustos no 3T26, mesmo com queda do petróleo

29 out 2026, 13:38 - atualizado em 29 out 2026, 14:39
Fachada Petrobras
(Imagem: Caio Acquesta/iStock)

A Petrobras (PETR4) divulgou na noite de ontem (28) mais um trimestre com o operacional nos trinques e novos recordes de produção. Assim, o mercado projeta mais um balanço forte para a estatal no 3T36 e cria expectativas para o que realmente faz o olho do acionista brilhar: os dividendos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A petroleira divulgará os resultados no dia 11 de novembro, após o fechamento dos mercados.

Na visão do BTG Pactual, a Petrobras deve distribuir entre US$ 3,6 bilhões em proventos aos acionistas no 3T36, o equivalente a um dividend yield de 2,5%. O Safra, por sua vez, espera pagamento de US$ 3,1 bilhões, com retorno também na casa dos 2,5%. Já o Itaú BBA é o mais otimista, projetando que US$ 4,2 bilhões vão parar no bolso do acionista neste trimestre, em um yield e 3,2%.

Para 2027, com o Brent entre US$ 70 e US$ 80 por barril, o BTG estima um yield de fluxo de caixa ao acionista de 13% a 16% e dividend yield de 10% a 11%.



Queda do petróleo pode ser compensada por produção forte

Apesar da expectativa de mais um trimestre forte, os bancos alertam que a queda de cerca de 6% no preço do petróleo — para US$ 91,29 por barril de Brent, segundo o Itaú BBA — e os descontos maiores em relação ao 2T26 podem pressionar os resultados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em contrapartida, o impacto tende a ser parcialmente compensado pela produção e pelas exportações recordes de petróleo cru, além da rentabilidade robusta do refino, sustentada pelos preços realizados de gasolina e diesel e pelas subvenções aos combustíveis. Estas, por sua vez, devem elevar em cerca de US$ 900 milhões a necessidade de capital de giro no trimestre.

O BTG espera que a petroleira registre um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 19 bilhões e fluxo de caixa de US$ 4,9 bilhões. A projeção considera os recordes operacionais do trimestre: produção de aproximadamente 2,83 milhões de barris de petróleo por dia e exportações de cerca de 1,25 milhão de barris diários, dos quais 1 milhão correspondeu a petróleo cru.

O banco também destacou que a exportações foram negativamente impactadas pelo imposto de exportação de petróleo de 12%, que expira em 6 de novembro.

Nesse cenário, os analistas reiteraram a recomendação de compra para as ações da Petrobras, apoiado pelo forte ritmo de crescimento da produção. Os FPSOs (plataformas flutuantes que produzem, armazenam e transferem petróleo) mais recentes ainda estão em fase de expansão, e três novas unidades devem entrar em operação em 2027 — movimento que pode levar a uma revisão para cima do guidance de produção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Safra espera que a companhia registre Ebitda ajustado consolidado de US$ 19,1 bilhões, queda de 4% na comparação trimestral, com margem de 53%, e lucro líquido de US$ 9,9 bilhões. A recomendação também é de compra, com preço-alvo em R$ 57, alta potencial de 9% relação ao fechamento da última quarta-feira (28).

O Itaú BBA também manda comprar, na expectativa de um Ebitda de US$ 18 bilhões, queda de 5% em relação ao trimestre anterior. Na visão dos analistas, esse resultado deve se traduzir em US$ 14,1 bilhões de fluxo de caixa operacional no trimestre. O preço-alvo para as ações é de R$ 64, o que implicaria em uma valorização de 12,3% frente ao último fechamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025 e 2026, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. A cobertura atual é de empresas abertas na bolsa de valores, com foco em blue chips. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025 e 2026, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. A cobertura atual é de empresas abertas na bolsa de valores, com foco em blue chips. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar