Mercados

Wall Street sobe no dia, mas tem queda de 1% na semana com pressão de petróleo e Treasuries

21 ago 2026, 17:09 - atualizado em 21 ago 2026, 17:12
Operador na bolsa de Nova York 1º de junho de 2026. REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo / USN: KBN3T21FY/ ID: tag:reuters.com,2026:newsml_KBN3T21FY:1
(imagem: Canva Pro/kasto)

Os índices de Wall Street encerraram em alta o pregão desta sexta-feira (21), em recuperação da venda da véspera com a pressão dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries. No entanto, na semana, os índices registraram perdas com o avanço de 6% do petróleo no período e a disparada dos rendimentos dos Treasuries.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,98%, aos 53.277,01 pontos;
  • S&P 500: +0,43%, aos 7.674,37 pontos;
  • Nasdaq: +0,44%, aos 26.180,455 pontos.

Na semana, o Dow Jones caiu quase 1% e o S&P 500 cedeu mais de 1%. Já o Nasdaq liderou as perdas, com recuo de 2%, com as empresas de investimentos em tecnologia sendo mais afetadas pela pressão dos títulos.

O que mexeu com Wall Street hoje?

Depois do sell-off da véspera com a alta dos Treasuries, os mercados norte-americanos tiveram recuperação, com certa estabilização dos títulos, a despeito do viés de alta.

O Treasury de 30 anos, considerado um termômetro para a inflação e juros mais elevados, subiu mais de 3 pontos-base.

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No preão de hoje, o setor financeiro ofereceu um “gás” para o restante do mercado, com as criptomoedas, como o bitcoin, caminhando para ganhos semanais de 23%. A Coinbase teve um salto de 7%, enquanto as ações da Robinhood subiram 13%.

Além disso, as ações do setor de saúde, como a Merck (+3,56%) e a Johnson & Johnson (+2,87%) impulsionaram os índices hoje.

Guerra no Oriente Médio

Com as negociações paralisadas no Oriente Médio e o agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, o fluxo de navios no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho seguiu em níveis baixos, com a continuidade de ataques na região.

Além disso, no radar dos investidores, estão as retaliações econômicas dos Estados Unidos contra o Irã, ainda sem maior detalhamento por conta do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ou do presidente, Donald Trump.

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Trump afirmou que os países que mantiverem relações econômicas com o Irã também podem sofrer sanções, o que gerou ruídos com a China, compradora do petróleo iraniano.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, cobrou os dois países a “agirem de forma responsável e buscarem uma solução por meios políticos e diplomáticos”.

Já o presidente iraniano Masoud Pezeshkian disse nesta sexta-feira que “é melhor terminar a guerra hoje”, quando o Irã está “em uma posição de poder dignidade”, segundo a agência estatal Press TV.

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia com alta de 0,65%, a US$ 94,39 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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