Mercados

Wall Street fecha em recorde com otimismo de acordo entre EUA e Irã

28 maio 2026, 17:14 - atualizado em 28 maio 2026, 17:34
wall street Nasdaq S&P 500 Dow Jones EUA Estados Unidos
(Imagem: REUTERS/Brendan McDermid)

Os índices de Wall Street encerraram nas máximas de fechamento nesta quinta-feira (28), com o S&P 500 e o Nasdaq batendo novos recordes intradiários diante do otimismo de um acordo entre Estados Unidos e Irã e dos dados mais fracos de inflação.

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Na máxima, o S&P 500 alcançou os 7.568,72 pontos, enquanto o Nasdaq bateu os 26.934,843 pontos.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,05%, aos 50.669,77 pontos – no maior nível de fechamento histórico;
  • S&P 500: +0,58%, aos 7.563,67 pontos – no maior nível de fechamento histórico;
  • Nasdaq: +0,91%, aos 26.917,471 pontos – no maior nível de fechamento histórico.

O que movimentou Wall Street?

Os investidores norte-americanos seguiram de olho nos desdobramentos das negociações entre Irã e Estados Unidos.

No começo da sessão, os índices operavam mistos, mas ganharam força com as informações do site Axios. De acordo com a notícia, os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo preliminar para estender o cessar-fogo, ainda dependente do aval de Trump.

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O site informou que o acordo foi firmado após o Irã ter atacado uma base aérea norte-americana no Kuwait nesta quinta-feira, na sequência de ataques dos EUA contra o que Washington descreveu como uma operação iraniana com drones.

De acordo com a reportagem do Axios, os dois lados concordaram com um memorando de entendimento de 60 dias para prorrogar a trégua e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto subiram 0,49%, a US$ 92,70 o barril.

Além disso, o setor de tecnologia teve um novo rali depois que a Snowflake divulgou uma previsão de lucros considerada robusta pelo mercado, renovando o entusiasmo com o setor de IA. As ações dispararam 36,5%.

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Dados econômicos e expectativas para o Fed

No front econômico, o PCE dos Estados Unidos subiu 0,4% em abril, segundo dado divulgado pelo Bureau of Economic Analysis (BEA) nesta quinta-feira.

Já no acumulado do ano, a inflação preferida do Federal Reserve apontou para alta de 3,8% — acima da meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano. Os números vieram abaixo do consenso do mercado, que indicava alta mensal de 0,5% e anual de 3,9%.

Com a surpresa baixista, a ferramenta Fed Watch, do CME Group, voltou a indicar o adiamento da expectativa de alta nos juros norte-americanos de dezembro de 2026 para janeiro de 2027, no horário de fechamento do texto, com 52,7% prevendo manutenção na última reunião deste ano.

Já o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos foi revisado para uma taxa anualizada de 1,6% no primeiro trimestre de 2026, conforme estimativa preliminar também divulgada pelo BEA.

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O resultado indica uma desaceleração em relação à expansão de 2% apontada na leitura inicial da atividade, divulgada em abril. Ainda assim, o desempenho representa uma melhora frente ao crescimento de 0,5% registrado no quarto trimestre de 2025.

Além disso, o número de norte-americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego teve leva alta na semana passada, em meio a demissões relativamente baixas apesar da guerra que se arrasta com o Irã.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 5.000, para 215.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 23 de maio, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 211.000 pedidos para a última semana.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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