Mercados

Wall Street cai com maior inflação anual desde maio de 2023

12 maio 2026, 10:36 - atualizado em 12 maio 2026, 10:36
wall street Nasdaq S&P 500 Dow Jones EUA Estados Unidos
(Imagem: 400tmax/Getty Images Signature)

Os índices de Wall Street iniciaram o pregão em tom negativo com incertezas sobre o Oriente Médio e dados de inflação. A taxa anualizada do CPI atingiu o maior nível em três acima, bem acima da meta do Federal Reserve.

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Confira o desempenho dos índices logo após a abertura das negociações:

  • Dow Jones: -0,23%, aos 49.597,47 pontos;
  • S&P 500: -0,39%, aos 7.383,14 pontos;
  • Nasdaq: -0,72%, aos 26.084,552 pontos.

O que mexe com Wall Street hoje?

Enquanto o impasse nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã continuam no radar, os investidores concentram as atenções em novos dados de inflação.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) teve alta de 0,6% em abril, em dados ajustados sazonalmente, e elevou a taxa anual para 3,8%, segundo o Departamento de Estatística do Trabalho do país.

Os resultados ficaram acima da expectativa do mercado. A taxa anual também foi a mais alta desde maio de 2023 e bastante superior à meta de 2% do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA).

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O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, teve ganho de 0,4% na comparação mensal e 2,8% na base anual, também acima do esperado.

O CPI, embora não seja o indicador de referência de inflação para o Fed, funciona como um “calibrador” das expectativas sobre a trajetória dos juros.

Nesta manhã, os agentes financeiros projetam 97,6% de chance de o Fed manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na próxima decisão de política monetária, em junho, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group. Não há precificação de corte nos juros até dezembro de 2027.

Conflito no Oriente Médio

Ontem (11), o presidente norte-americano, Donald Trump, reafirmou que a contraproposta do Irã é “inaceitável” e classificou as exigências de Teerã como “lixo”.

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“Eu o consideraria mais fraco no momento, depois de ler aquele pedaço de lixo que eles nos enviaram. Eu nem sequer terminei de ler”, disse Trump, que ameaçou repetidamente acabar com o cessar-fogo, aos repórteres.

No último domingo (10), o Irã respondeu à proposta de acordo da Casa Branca. No documento, Teerã exigiu o fim da guerra em todas as frentes, especialmente no Líbano – onde Israel, aliado dos EUA, está combatendo militantes do Hezbollah apoiados pelo Irã.

Além disso, os iranianos pediram o fim ao bloqueio naval, suspensão das sanções e revogação da proibição imposta pelos EUA à venda de petróleo do país, informou a agência de notícias semioficial Tasnim.

Diante do impasse, o porta-voz da comissão parlamentar de Segurança Nacional e Política Externa do Irã, Ebrahim Rezaei, disse que o país pode enriquecer urânio a até 90% de pureza, um nível considerado grau de armamento, se o Irã for atacado novamente.

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“Uma das opções do Irã em caso de outro ataque poderia ser o enriquecimento de urânio a 90%. Vamos analisar isso no Parlamento”, publicou Rezaei no X nesta terça-feira.

Com a escalada das tensões, os preços do petróleo estenderam os ganhos recentes. Por volta de 10h30 (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para julho subia 3,40%, a US$ 107,76 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já o contrato futuro do West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado norte-americano, para junho tinha alta de 3,38%, a US$ 101,38 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

A disparada dos preços do petróleo mantém os investidores em estado de atenção aos possíveis choques inflacionários decorrentes de energia.

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Ainda na questão geopolítica, o mercado fica à espera do encontro entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping. De acordo com Pequim, a visita do presidente norte-americano acontecerá entre quarta-feira (13) e sexta-feira (15).

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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