Wall Street opera em queda após recordes com Oriente Médio e IA em foco
Os índices de Wall Street operam em queda, em realização dos ganhos recentes, com os investidores atentos a novos desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã e movimentações das companhias com foco em inteligência artificial (IA).
Confira o desempenho dos índices logo após a abertura:
- Dow Jones: -0,16%, aos 50.995,68 pontos;
- S&P 500: -0,13%, aos 7.590,38 pontos;
- Nasdaq: -0,18%, aos 27.039,418 pontos.
O que acompanhar em Wall Street hoje?
As declarações contraditórias entre Washington e Teerã continuam a concentrar as atenções do mercado nesta terça-feira (2).
Na véspera, o pnorte-americano, Donald Trump, afirmou não ter confirmação de que o Irã realmente está suspendendo as negociações, mas disse não se importar, em entrevista à CNBC.
Ele também reafirmou que as negociações com Teerã continuam em andamento, “em ritmo acelerado”, na rede social Truth.
Já hoje, de acordo com agência de notícias iraniana Mehr , o Irã está analisando uma nova proposta de acordo de paz,
Mais de três meses depois que EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã, o conflito está em um impasse, enquanto as conversas indiretas para negociar um acordo provisório se mostraram inconclusivas, deixando o Estreito de Ormuz praticamente fechado.
O setor de tecnologia, com foco em inteligência artificial (IA), voltou ao centro das atenções.
No pré-mercado, as ações da Alphabet (GOOGL) caíram mais de 2% após a companhia anunciar que planeja vender US$ 80 bilhões em ações, incluindo um investimento de US$ 10 bilhões da Berkshire Hathaway.
A empresa controladora do Google afirmou em comunicado que o capital “financiará investimentos em sua infraestrutura de computação de Inteligência Artificial (IA) de classe mundial para atender à demanda sem precedentes de seus clientes”.
Já as ações da Marvell Technology (MRVL) chegaram a disparar mais de 18% após o CEO da Nvidia (NVDA), Jensen Huang, afirmar que a companhia é a “próxima empresa de um trilhão de dólares”.
Além disso, Trump assinou uma proclamação alterando suas tarifas de segurança nacional da Seção 232 sobre algumas importações de alumínio, aço e cobre.
A proclamação reduz as tarifas sobre alguns produtos derivados de aço e alumínio, incluindo certos tipos de maquinário agrícola e equipamentos residenciais de aquecimento, ar condicionado e ventilação, de 25% para 15%.
Para o Brasil, o governo Trump propôs uma tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros, que pode entrar em vigor em 15 de julho.
*Com informações de Reuters