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Aegea propõe aumento de capital de até R$ 2,1 bilhões via emissão de ações — e Itaúsa (ITSA4) pode investir até metade do valor

07 jul 2026, 10:01 - atualizado em 07 jul 2026, 10:01
aegea
(Imagem: Divulgação)

A empresa de saneamento Aegea convocou uma assembleia geral extraordinária (AGE) para deliberar sobre um aumento de capital no montante de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,1 bilhões, mostra fato relevante divulgado nesta terça-feira (7). A companhia, uma das maiores do setor, busca reforçar a estrutura de capital e acelerar seu processo de desalavancagem.

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Se aprovada, a capitalização, de acordo com o fato relevante, ocorrerá mediante a emissão de ações ordinárias ao mesmo preço por ação do aumento de capital integralizado no primeiro trimestre de 2026. Naquela ocasião, o preço de emissão foi de R$ 55,29.

A holding Itaúsa (ITSA4), acionista da Aegea com uma participação de 13% do capital total, comunicou ao mercado que, a depender dos demais acionistas, poderá subscrever no prazo de 30 dias montante entre R$ 730 milhões a R$ 1,5 bilhão na operação.

Os recursos da Itaúsa para a capitalização devem sair da disponibilidade de caixa da companhia, sem efeitos relevantes esperados em seu resultado neste exercício social.

“O aumento de participação acionária da Itaúsa na Aegea está alinhado à sua estratégia de alocação eficiente de capital, reforçando seu compromisso contínuo com a criação de valor aos acionistas, investidas e à sociedade”, diz a holding

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No quadro acionário da Aegea estão ainda a Equipav, com 52% de participação, e o fundo soberano de Cingapura (GIC), com 35%.

Pressão na Aegea

Em junho, a agência de classificação de risco Fitch Ratings reduziu a classificação da Aegea de BB- para B+, definindo a perspectiva como estável.

A Fitch afirmou que a revisão da nota reflete “uma estrutura financeira mais frágil e uma menor flexibilidade financeira em função da expectativa de desalavancagem mais lenta e dos elevados custos de financiamento”.

A agência de classificação afirmou esperar que a alavancagem financeira da Aegea em relação ao Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado continue em cerca de 5 vezes e que a alavancagem líquida siga acima de 4 vezes.

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“Apesar do sólido perfil de negócios, o Perfil de Crédito Individual (PCI) da companhia é limitado pela complexidade da estrutura do grupo e pela avaliação da Fitch de que a qualidade das informações e as práticas contábeis do grupo apresentam deficiências”, disse a agência, após a Aegea atrasar a publicação de resultados de 2025 e reapresentar balanço de 2024.

À época da mundaça do rating, a Aegea e seus sócios tinham acabado de desistir de participar do processo de privatização da Copasa (CSMG3), o que deixou o caminho livre para a Equatorial (EQTL3) se tornar acionista de referência da empresa mineira. As empresas citaram na ocasião “compromisso com disciplina na alocação de capital”.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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