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Agora vai? Privatização da Copasa (CSMG3) ganha tração e eleva otimismo de analistas

24 abr 2026, 15:40 - atualizado em 24 abr 2026, 15:41
Copasa dividendos
Copasa avança na privatização e anima analistas; Itaú BBA mantém compra, enquanto Safra vê potencial adicional com a conclusão da operação (Imagem: Copasa/YouTube)

O Itaú BBA reiterou a recomendação outperform (equivalente à compra) para as ações da Copasa (CSMG3) após o governo de Minas Gerais publicar, na quinta-feira (23), o manual de etapa prévia para a seleção do investidor de referência na privatização da companhia.

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O preço-alvo do banco para os papéis é de R$ 55,94 ao final de 2026, o que representa potencial desvalorização de aproximadamente 2,4% frente à cotação atual, de R$ 57,29.

Em relatório, a instituição destacou que a publicação do documento marca um “ponto-chave” no processo de desestatização, pois estabelece todas as obrigações, direitos e deveres a que um investidor estratégico estará sujeito.

“Reiteramos a nossa recomendação de compra para a Copasa, porque, com as orientações para a triagem de investidores estratégicos publicadas, vemos a empresa chegar às fases finais do seu processo de privatização”, afirmou o Itaú BBA.

Em meio às expectativas em torno da operação, as ações CSMG3 acumulam alta de 31% desde o início de janeiro, enquanto, no acumulado de 12 meses, a valorização supera os 170%.

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Investidor estratégico

A expectativa é que a privatização ocorra até o fim de maio, com movimentação estimada entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões.

O modelo segue a estrutura de follow-on (oferta subsequente de ações) adotada pela Sabesp (SBSP3), que prevê justamente a entrada do chamado investidor estratégico.

A seleção prévia será conduzida pela B3 e envolve investidores profissionais, de forma individual ou em consórcio.

Os interessados deverão comprovar o atendimento a critérios técnicos, financeiros e de governança para participar da disputa.

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A definição do investidor estratégico ocorrerá em etapa posterior, após o lançamento da oferta, quando serão apresentadas propostas vinculantes com indicação de preço por ação.

Entre as exigências, os candidatos deverão comprovar experiência em infraestrutura, com investimentos de ao menos R$ 6,3 bilhões ao longo dos últimos 20 anos. Também precisarão apresentar garantias financeiras robustas, incluindo cartas de fiança de no mínimo R$ 7 bilhões.

O que diz o Safra

O Safra também vê o avanço do processo de privatização como positivo, embora mantenha recomendação neutra para o papel CSMG3.

Na avaliação da instituição, a desestatização da Copasa se tornou mais provável e pode ser concluída no segundo trimestre de 2026 (2T26), possivelmente com base nos resultados do primeiro trimestre (1T26).

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O banco destacou, em relatório, que a estrutura da oferta prevê, além dos 30% destinados ao investidor de referência, uma parcela de 15% reservada aos demais interessados.

Entre os potenciais interessados na operação, a casa cita nomes como Equatorial Energia, Sabesp, Aegea Saneamento e o grupo Águas do Brasil.

Ainda assim, o Safra observou que faltam definições importantes, como o preço mínimo da oferta, os critérios finais de seleção do investidor de referência e o mecanismo definitivo de precificação.

“Neste momento, a privatização parece mais provável e o valuation da Copasa torna-se cada vez mais dependente da concretização deste evento”, disse o banco que, atualmente, possui preço-alvo de R$ 65 para as ações CSMG3, o que representa potencial de valorização de cerca de 15%.

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Em um cenário de desestatização bem-sucedida, contudo, essa estimativa pode subir para R$ 80 por papel.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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