Após despencar em pesquisa, campanha de Flávio Bolsonaro acusa AtlasIntel e pede que TSE apure manipulação e crime eleitoral
Após despencar seis pontos porcentuais na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira, o pré-candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL) recorreu à Justiça. A coordenação jurídica da pré-campanha ingressou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com representação para que se apure manipulação nos dados e possível crime eleitoral. O pedido apresentado ao TSE inclui medida liminar para suspender a divulgação da pesquisa.
Segundo a assessoria de comunicação do senador, a ação questiona a metodologia do levantamento e sustenta que o questionário teria sido estruturado de forma a induzir gravemente uma percepção negativa sobre Flávio Bolsonaro. Para a equipe do pré-candidato, “a sequência das perguntas, a forma de apresentação dos temas e o uso de associações entre o pré-candidato, Daniel Vorcaro e o Banco Master contaminam e induzem as respostas dos entrevistados, comprometendo a integridade dos resultados”.
“A pesquisa revela precedente manipulativo grave e deixou de observar a neutralidade esperada em levantamentos eleitorais destinados à divulgação pública”, completa a nota. A assessoria não explica, no entanto, o motivo de o recursos ter sido feito somente após a divulgação da pesquisa, já que o registro, com os questionários foram feitos há uma semana no TSE e os dados são públicos.
A equipe do pré-candidato avalia que a pesquisa não mediu a opinião dos eleitores, mas apresentou estímulos capazes de influenciar a percepção do entrevistado antes de perguntas sobre imagem, rejeição e viabilidade eleitoral. No entanto, as perguntas sobre cenários de primeiro e segundo turnos foram feitas antes das que versam sobre a avaliação do eleitor sobre o envolvimento de Flávio Bolsonaro com Vorcaro.
“A representação também pede a apuração de possível prática de crime eleitoral, diante da gravidade dos vícios apontados e do risco de divulgação de pesquisa considerada fraudulenta pela defesa. A pré-campanha defende que pesquisas eleitorais devem seguir critérios técnicos rigorosos, com transparência, equilíbrio e imparcialidade, para não serem utilizadas como instrumento de direcionamento da opinião pública”, conclui.
A AtlasIntel foi procurada por meio de sua assessoria de comunicação, mas ainda não se manifestou.