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Após disparada na Bolsa, Log Commercial (LOGG3) deixa de ser compra para o Safra

10 jul 2026, 15:11 - atualizado em 10 jul 2026, 15:11
(Imagem: Reuters/Anton Vaganov)

O Safra rebaixou a recomendação das ações da Log Comercial (LOGG3) de compra para neutra, citando que a forte valorização recente do papel, de 27% no ano, reduziu a atratividade da relação entre risco e retorno.

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O banco, porém, segue com uma visão positiva sobre os fundamentos da companhia e manteve o preço-alvo de R$ 32 para os próximos 12 meses, o que representa um potencial de valorização de cerca de 18%.

Em relatório, o Safra destacou que a Log segue apresentando desempenho operacional sólido, sustentada pela demanda por galpões logísticos de alto padrão.

O banco também ressaltou que cerca de 80% do pipeline de expansão da companhia está fora da região Sudeste, em mercados que ainda apresentam déficit de galpões logísticos de alto padrão e demanda crescente por parte de empresas industriais e de comércio eletrônico.

De acordo com os analistas, a companhia acumula 15 trimestres consecutivos de crescimento real dos aluguéis, além de manter níveis reduzidos de vacância, em 1,1%, e inadimplência de 0,3% no primeiro trimestre de 2026.

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Apesar dos bons indicadores, o banco aponta que a expansão acelerada da companhia exige um volume elevado de investimentos em um ambiente de juros ainda altos.

Expansão da Log depende de vendas de ativos

Segundo o relatório, a estratégia da Log envolve desenvolver novos empreendimentos, capturar ganhos com a valorização dos ativos e vender parte do portfólio para financiar novos projetos.

O Safra estima que o plano de expansão da companhia até 2028 demandará aproximadamente R$ 3,5 bilhões em capex, que deverão ser financiados pela venda de cerca de 1 milhão de m² de área bruta locável (ABL).

Até o momento, de acordo com os analistas, o modelo tem funcionado: desde 2023, a companhia entregou cerca de 1 milhão de m², enquanto realizou a venda de aproximadamente 1,4 milhão de m² em ativos.

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Os projetos desenvolvidos apresentaram retorno sobre custo (yield on cost) entre 12% e 13%, enquanto as vendas ocorreram com cap rates (taxa de capitalização) de 8% a 8,5%.

Para o Safra, porém, o maior risco está na capacidade da companhia de manter o ritmo de vendas em um cenário de custo de capital elevado.

O banco destaca que as vendas recentes foram favorecidas por um ciclo positivo de captação dos fundos imobiliários. Isso porque, nos últimos 12 meses, a Log vendeu cerca de 490 mil m², acima da média anual de aproximadamente 300 mil m² registrada entre 2022 e 2025.

Com condições financeiras mais restritivas, o Safra avalia que repetir esse ritmo pode ser mais difícil.

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Além disso, o banco calcula uma taxa interna de retorno (TIR) real de 11,7% para a companhia, abaixo de sua estimativa de custo de capital e ligeiramente inferior à média do setor de shopping centers, o que contribuiu para a revisão da recomendação.

Safra reduz projeções para expansão

O banco também revisou suas estimativas para a companhia e passou a projetar 1,6 milhão de m² entregues até 2028, abaixo do plano original de 2 milhões de m².

As expectativas de área bruta locável foram reduzidas para:

800 mil m² em 2026;
1,1 milhão de m² em 2027.

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A revisão levou a uma queda de aproximadamente 27% nas estimativas de receita para 2026 e 2027. O Safra agora prevê FFO recorrente de R$ 34 milhões em 2026 e R$ 68 milhões em 2027.

Apesar da revisão, o banco destaca que a companhia continua se beneficiando de fundamentos operacionais sólidos e da escassez de galpões AAA em diversas regiões do país. Entre os principais riscos para a tese de investimento, o Safra cita dificuldades para manter o ritmo de venda de ativos, aumento da concorrência em mercados estratégicos, vacância acima do esperado e pressão de custos de construção sobre a rentabilidade dos projetos.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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