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Carteira do Itaú BBA busca retorno de até 122% do CDI e IPCA+ de 8,8% em crédito privado; veja as escolhas

10 jul 2026, 14:43 - atualizado em 10 jul 2026, 14:43
credito privado - renda fixa- real
(Imagem: gustavomellossa/ iStock)

O Itaú BBA manteve uma visão positiva para o mercado de crédito privado em julho e montou uma carteira de debêntures incentivadas, CRIs e CRAs que oferece retornos de até 122% do CDI, além de taxas de 15,2% ao ano em títulos prefixados e de IPCA + 8,8% ao ano em papéis indexados à inflação.

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Segundo o banco, o momento continua favorável para investidores que buscam travar juros elevados em ativos isentos de Imposto de Renda, apesar da volatilidade recente das curvas de juros.

Na avaliação dos estrategistas, junho foi marcado por fortes oscilações na curva de juros. O mês começou sob influência de dados robustos do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que reforçaram a expectativa de uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve, aumentando a aversão ao risco nos mercados emergentes.

No Brasil, o cenário também foi pressionado pelas preocupações fiscais, inflação ainda elevada e incertezas sobre a trajetória da política monetária.

Ao longo do mês, porém, a leitura passou a ser mais favorável após um IPCA-15 mais benigno, a queda dos preços do petróleo, a ata do Copom e sinais de desaceleração do mercado de trabalho, fatores que elevaram as apostas em cortes de juros à frente.

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Para o BBA, esse ambiente mantém o crédito privado atrativo. O banco destaca que os spreads das debêntures incentivadas seguem acima da média histórica recente, enquanto as taxas nominais continuam elevadas, combinação que, somada à isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, permite ao investidor travar retornos considerados interessantes.

O relatório também observa que os spreads vêm se recuperando desde maio, impulsionados pela desaceleração dos resgates nos fundos de infraestrutura.

Os títulos escolhidos pelo Itaú BBA

Entre os papéis atrelados ao IPCA, a principal recomendação para investidores com perfil moderado é a debênture da JHSF (código 24J2539865), que oferece remuneração de IPCA + 8,8% ao ano. Para o perfil conservador, o banco recomenda o papel da Rumo (RUMOB5), pagando IPCA + 8,0% ao ano.

Nos títulos prefixados, o maior retorno indicado é o da debênture da Brasil Terrenos (25H0243071), com taxa de 15,2% ao ano para investidores de perfil moderado. Já a recomendação conservadora é a debênture da Cosern, empresa do grupo Neoenergia (CSRNA3), remunerando 13,6% ao ano.

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Entre os papéis pós-fixados, o destaque é novamente a Brasil Terrenos (25H0243072), cuja remuneração de 104% do CDI corresponde a um retorno equivalente de 122% do CDI após o benefício tributário (“gross-up”), sendo a indicação para investidores com perfil arrojado.

Para perfis mais conservadores, o Itaú BBA selecionou a debênture da Iguatemi (24F1126524), pagando 95% do CDI, equivalente a 112% do CDI após o ajuste tributário. Já para investidores moderados, a recomendação é a debênture da Construtora Pacaembu (25L2398303), que remunera 102% do CDI, equivalente a 120% do CDI.

Confira:

IndexadorEmpresaCódigoRentabilidadePerfil
IPCA+RumoRUMOB5IPCA + 8,0% a.a.Conservador
IPCA+JHSF24J2539865IPCA + 8,8% a.a.Moderado
PrefixadoCosern (Neoenergia)CSRNA313,6% a.a.Conservador
PrefixadoBrasil Terrenos25H024307115,2% a.a.Moderado
CDIIguatemi24F112652495% do CDI (equivalente a 112% do CDI após gross-up)Conservador
CDIConstrutora Pacaembu25L2398303102% do CDI (equivalente a 120% do CDI após gross-up)Moderado
CDIBrasil Terrenos25H0243072104% do CDI (equivalente a 122% do CDI após gross-up)Arrojado
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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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