Fundos Imobiliários

Após queda de quase 15%, FII esclarece impacto da recuperação judicial da Casas Bahia e mantém distribuição de dividendos

19 ago 2026, 10:47
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Casas Bahia Bhia3 via Viia3 (Imagem: YouTube/Casas Bahia)

O HSI Logística (HSLG11) informou nesta terça-feira (18) que manterá a distribuição de dividendos em R$ 0,75 por cota neste mês, mesmo diante do pedido de recuperação judicial da Casas Bahia (BHIA3), locatária de dois imóveis do fundo. A varejista protocolou o pedido na Justiça de São Paulo no último domingo (16).

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O posicionamento da administração e gestão do fundo chega após forte reação das cotas do HSLG11 na Bolsa. O fundo acumulou queda próxima de 15% entre a segunda-feira (17) e a terça-feira (18), refletindo a preocupação dos investidores com uma possível perda de receita de aluguel diante da crise financeira da Casas Bahia.

Segundo o fundo, os imóveis HSI Log. Contagem, em Minas Gerais, e HSI Log. São José dos Pinhais, no Paraná, seguem com os contratos de locação vigentes. Até o momento, a Casas Bahia não manifestou intenção de rescindir os contratos ou desocupar os galpões.

Além disso, a própria varejista incluiu os dois imóveis entre os contratos considerados essenciais no pedido de recuperação judicial, o que, na avaliação da gestora, reforça a intenção de manter as operações nos locais.

Aluguel de agosto está em aberto

O HSLG11 recebeu integralmente os aluguéis referentes a julho. Já os valores com vencimento em agosto ainda não foram pagos pela Casas Bahia até o momento.

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A gestora informou que notificou a locatária sobre o atraso e sobre a possibilidade de aplicação das penalidades previstas nos contratos. Com o pedido de recuperação judicial, o valor devido passou a representar um crédito do fundo contra a companhia.

A gestora também destacou que os aluguéis decorrentes de obrigações contraídas durante a recuperação judicial são considerados créditos extraconcursais, conforme o artigo 67 da Lei de Recuperação Judicial. Na prática, esses valores não ficam sujeitos aos efeitos do plano de recuperação e devem ser pagos normalmente.

O pedido de recuperação judicial, contudo, ainda não havia sido analisado pela Justiça até a publicação do fato relevante.

Fundo diz que ativos têm demanda

Apesar do impacto potencial sobre a receita, a HSI Gestora afirmou que a situação da Casas Bahia não altera a estratégia que já vinha sendo implementada para os dois imóveis.

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Em abril de 2025, o fundo formalizou aditivos aos contratos de locação, aproximando os valores cobrados dos preços praticados no mercado. Na ocasião, também começou um processo para transformar os ativos em galpões multiusuários, permitindo reduzir parcialmente a área ocupada pela Casas Bahia e diversificar a base de inquilinos.

Segundo a gestora, os imóveis estão localizados em Contagem (MG) e São José dos Pinhais (PR), considerados importantes hubs logísticos do país, e possuem características técnicas que favorecem a demanda por esses espaços.

A estratégia, portanto, já previa uma redução da concentração na Casas Bahia. Com a atual crise da varejista, esse movimento ganha ainda mais relevância para o fundo.

HSLG11 usará reserva para manter dividendos

Mesmo com o aluguel de agosto ainda pendente, a gestora afirmou que manterá o dividendo de R$ 0,75 por cota na distribuição que será anunciada em 31 de agosto.

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Caso a Casas Bahia não quite integralmente os valores devidos no período, o fundo pretende complementar a receita com o resultado acumulado disponível.

A gestão afirmou ainda que acompanha de perto o processo de recuperação judicial e poderá adotar medidas para proteger os interesses dos cotistas caso haja atraso ou inadimplência. Entre as possibilidades está até mesmo uma eventual ação de despejo, caso seja necessária.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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