Banco do Brasil

As 5+ e 5- do Ibovespa em janeiro; gringos e Lula impulsionam alta de 11%

31 jan 2018, 20:13 - atualizado em 31 jan 2018, 21:39
A condenação do ex-presidente Lula em segunda instância deu fôlego adicional ao Ibovespa (Sylvio Sirangelo/TRF4)

A entrada líquida de R$ 9,528 bilhões no ano dos investidores estrangeiros este ano e a condenação do ex-presidente Lula em segunda instância foram os ingredientes decisivos para a expressiva valorização de 11,14% do Ibovespa em janeiro. Isso tudo, claro, com o pano de fundo de otimismo global que também animou os investidores em renda variável por todo o globo. Foi o melhor janeiro em seis anos.

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Algumas empresas e setores roubaram a cena e dispararam acima de 30%, como nos casos da CSN e Usiminas. As estatais, no embalo das privatizações e melhora na governança, também estiveram na ponta ganhadora. O setor financeiro, puxado por Banco do Brasil e Itaú, ficaram entre as maiores altas. Confira, abaixo, o que aconteceu com as 5 principais vencedoras e 5 perdedoras do índice:

CSN
A líder do mês está renegociando e dívidas e surfando na retomada da economia

CSN (+31,15%)

As ações da CSN (CSNA3) se beneficiaram pela combinação de novidades corporativas e alta do preço do minério de ferro no mercado internacional. Pegou bem entre os investidores a informação de que a siderúrgica negociou com bancos o alongamento da dívida e reajustou em 23% o valor do aço vendido para as montadoras de veículos. Como pano de fundo, há a retomada da economia e, consequentemente, a expectativa de recuperação dos volumes vendidos. Com tudo isso, BTG Pactual e Planner melhoraram a recomendação aos papéis.

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Usiminas (+30,33%)

O aprimoramento na premissa macroeconômica também ajuda a explicar a forte alta de Usiminas (USIM5) no mês. Na esteira da CSN, a Usiminas reajustou o preço do fornecimento de aço para as montadoras também em 23%. Ao longo de janeiro, os analistas BTG Pactual e Planner também subiram a indicação aos papéis da siderúrgica.

Petrobras (+25,96%)

As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) se beneficiaram de um impulso ocorrido nos papéis de empresas estatais na B3 diante da condenação unânime de Lula em segunda instância no TRF-4. Isso elevou a esperança entre os investidores de que o petista estará fora da eleição, abrindo espaço para a vitória de um candidato reformista a favor de privatizações. Além disso, a estatal consegui captar dinheiro no exterior, viu iniciar o debate para a revisão do contrato celebrado entre e União e companhia sobre a chamada cessão onerosa e divulgou recorde de produção em 2017.

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Banco do Brasil (+24,70%)

O mesmo racional em prol de estatais turbinou os ganhos de Banco do Brasil (BBAS3) na Bolsa em janeiro. Diante da alta, o próprio Itaú BBA decidiu retirar as ações do BB da sua carteira Top 5 para dar espaço aos papéis da Tim (TIMP3). “O banco continua sendo nosso top-pick setorial, mas estamos realizando lucros no ativo nesse momento”, afirmou o Itaú BBA.

Itaú (ITUB4) (+22,76%)

A guinada favorável da Bolsa neste início de 2018 foi sustentada pelas blue chips, incluindo as ações do Itaú (ITUB4). Nesse período, o Banco Central anunciou a redução das alíquotas dos depósitos compulsórios dos bancos (dinheiro que as instituições são obrigadas a deixar parado no BC). Para o Credit Suisse, a medida pode ter um impacto direto sobre o lucro líquido das instituições financeiras. Assumindo que os recursos disponíveis serão investidos na Selic, trata-se de um efeito de 0,4% para o Itaú. Para completar, o Itaú informou pagamento do dividendo mensal relativo a fevereiro de 2018, no valor de R$ 0,015 por ação.

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Após não conseguir mais avançar em compras de outras grandes faculdades por restrições no Cade, os investidores começaram a olhar mais para as concorrentes

Kroton (-11,7%)

Os papéis da Kroton (KROT3) tiveram expressiva queda, a maior do Ibovespa em janeiro, após o corte de recomendação feito pelo JPMorgan de compra para neutra em 11 de janeiro. Desde então, o papel caiu em 10 de 12 sessões. O preço-alvo caiu de R$ 21,50 para R$ 19. Segundo os analistas, a empresa irá enfrentar dificuldades para o crescimento em relação aos pares ao não conseguir avançar mais com fusões e aquisições por restrições no Cade.

Raia Drogasil (-8%)

Ainda vista como muito cara por parte do mercado, as ações da Raia Drogasil (RADL3) subiram 50% em 2017 e iniciaram este ano em correção. O resultado do último trimestre do ano passado só será publicado no próximo dia 22 de fevereiro, após o fechamento dos mercados.

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Ecorodovias (-7,40%)

As ações da Ecorodovias (ECOR3) sofreram forte desvalorização depois de a empresa vencer o leilão para concessão do trecho Norte do Rodoanel de São Paulo. A Ecorodovias apresentou uma proposta de R$ 883 milhões, batendo a única rival no certame, a italiana Atlantia, em leilão realizado na B3. A oferta envolveu um ágio de 90,97% em relação ao valor mínimo fixado pela outorga, de R$ 462,3 milhões. A oferta da Atlantia foi de R$ 517,8 milhões.

Marfrig (-7%)

Vista como candidata para deixar o Ibovespa em 2018, as ações da Marfrig (MRFG3) continuaram no índice, porém tiveram o seu peso reduzido de 0,232% para 0,228%. De 64 papéis, a ação ficou na posição 61 (antes 56). Em relatório publicado na semana passada, o Santander decidiu manter cautela a respeito do nome. Os analistas acreditam que o aumento de capacidade pode levar a uma deterioração nos índices de alavancagem, ao passo que há uma pressão sequencial na lucratividade para Keystone e operações de carne bovina.

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Taesa (-5,6%)

Os ativos da Taesa (TAEE11) caíram este mês acompanhando o desempenho abaixo da média do Ibovespa em janeiro do índice setorial IEE. Apesar de uma visão mais positiva para o setor, principalmente pela recuperação econômica atual, estimulando a demanda por eletricidade e a realização de novos leilões nos próximos anos, os preços de energia mais altos no mercado spot derivados de uma condição hidrológica adversa, explica o BB Investimentos em um relatório. O banco ressalta ainda as disputas judiciais e discussões regulatórias como consequência, que mantêm um nível elevado de percepção de risco no setor.

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