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Axia Energia (AXIA3): Bradesco BBI vê ‘oportunidade tática de entrada’ e mantém projeção de dividendos

26 maio 2026, 12:17 - atualizado em 26 maio 2026, 12:17
Axia Energia
(Imagem: Divulgação)

A recente fraqueza das ações da Axia Energia (AXIA3) abriu uma “oportunidade tática de entrada”, na avaliação do Bradesco BBI, que reiterou recomendação de compra para os papéis da companhia e elevou levemente o preço-alvo para R$ 73, ante R$ 72, mesmo após reduzir suas projeções para o segundo trimestre e para o ano de 2026.

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Segundo o banco, em relatório disponibilizado pela Ágora Investimentos, apesar de um segundo trimestre mais fraco, os fundamentos da antiga Eletrobras seguem robustos no médio e longo prazo, sustentando uma visão favorável para a ação.

Na avaliação da instituição, o mercado atualmente precifica a companhia considerando preços de energia no longo prazo ao redor de R$ 190/MWh, abaixo da estimativa do Bradesco BBI, de R$ 227/MWh, o que indicaria uma assimetria positiva para os papéis.

O banco afirmou continuar construtivo com a trajetória dos preços de energia a partir de 2027, apoiado em um custo marginal de expansão elevado — acima de R$ 280/MWh para projetos eólicos e superior a R$ 300/MWh para solares — além do crescimento estrutural da demanda.

Dividendos seguem no radar

O Bradesco BBI manteve projeção de dividendos de R$ 12,5 bilhões em 2026, o equivalente a um dividend yield próximo de 8%, mesmo após a companhia não divulgar qual parcela do lucro pretende distribuir no período.

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A Axia Energia, porém, anunciou um programa de recompra de ações de R$ 4 bilhões, movimento visto pelo banco como parte da estratégia de alocação de capital da companhia.

BBI reduz projeções para o curto prazo

O Bradesco BBI reduziu suas estimativas para a companhia no curto prazo, refletindo principalmente a queda dos preços de energia no segundo trimestre.

A projeção do banco para os preços de curto prazo caiu para cerca de R$ 160/MWh, ante R$ 280/MWh anteriormente. O Bradesco BBI também passou a considerar um GSF (fator de geração hidrelétrica) menor, de 0,80 ante 0,84, além de atualizações no portfólio relacionadas ao leilão de capacidade (LRCAP).

Com isso, o banco estima EBITDA de R$ 6,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, queda de 10% frente à projeção anterior e 19% abaixo do consenso de mercado, movimento atribuído principalmente à menor precificação da energia descontratada nas regiões Norte e Nordeste.

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Para o consolidado de 2026, o Bradesco BBI projeta EBITDA ajustado de R$ 29,1 bilhões e lucro líquido de R$ 10,6 bilhões, ambos abaixo do consenso.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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