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Azzas 2154 (AZZA3): Ações disparam 8% com propostas pela Farm no radar; o que está na mesa?

01 out 2026, 11:27
farm azzas 2154
(Imagem: Reprodução/Instagram)

As ações da Azzas 2154 (AZZA3) são o destaque positivo do Ibovespa (IBOV) no pregão desta quinta-feira (1), com o futuro da Farm Rio no radar do mercado.

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Segundo informações do Valor Econômico, as negociações acerca da marca envolvem 15 propostas não vinculativas já formalizadas até o momento. Segundo fontes, as partes envolvidas precisam entregar neste mês de outubro uma proposta vinculante pelo ativo.

Ainda de acordo com a apuração do Valor, fundos de private equity e grupos internacionais de moda estariam avaliando a marca entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões, abaixo da faixa de R$ 4,5 bilhões a R$ 5,5 bilhões esperada por seus acionistas.

Vale destacar que a Farm responde por aproximadamente 25% da receita bruta da Azzas 2154 e é uma das marcas mais valiosas do grupo, tida como a “joia da coroa”.

Por volta de 11h25 (horário de Brasília), AZZA3 saltava 8,23%, cotada a R$ 18,81. Acompanhe o tempo real.



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Analistas do Safra consideram a notícia positiva para a Azzas, uma vez que a faixa de avaliação reportada de R$ 3,5 bilhões a R$ 4 bilhões apenas para a Farm Rio representa aproximadamente 160% a 180% da atual capitalização de mercado da companhia, de R$ 2,2 bilhões.

“Dessa forma, uma transação nesses níveis poderia destravar valor substancial, fornecer uma referência mais clara para o portfólio e fortalecer a confiança dos investidores na tese de soma das partes”, diz o banco.

No entanto, a diferença reportada entre as expectativas de avaliação dos compradores e a faixa de R$ 4,5 bilhões a R$ 5,5 bilhões supostamente buscada pelos principais acionistas poderia prolongar as negociações e atrasar uma potencial transação.

Cisão da Azzas

Em 2 de setembro, saiu o anúncio da separação dos executivos, por meio de um acordo que prevê a cisão da Azzas 2154 e participação conjunta na Farm. Gestores ouvidos pelo Money Times enxergam na decisão de compartilhar a marca a opção mais neutra para ambos os lados, ao mesmo tempo em que melhora o ambiente de avaliação para o futuro da marca carioca.

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Vale recordar que a Azzas 2154 irá segregar os atuais negócios em duas companhias abertas independentes e listadas, com estruturas de administração e governança próprias, retomando a Arezzo&Co e a SOMA, sendo a Arezzo&Co liderada pelo Bloco Birman, e a SOMA, liderada pelo Bloco Jatahy.

A reorganização prevê a constituição de uma sociedade que reunirá a marca Farm e suas extensões, incluindo Farm Brasil, Farm Internacional e Fábula, cujas ações serão detidas por Arezzo&Co e SOMA, na proporção de 57,4% e 42,6%, respectivamente, com gestão e governança próprias.

Concluída a reorganização, o Bloco Jatahy deterá 25,95% da SOMA e o Bloco Birman deterá 32,13% da Arezzo&Co, remanescendo o Bloco Birman com 6,18% da SOMA. Demais acionistas deterão 67,87% em cada uma das novas companhias.

A reorganização ainda precisa passar pela verificação de condições usuais para operações desta natureza.

Quanto vale a Farm?

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O arranjo em relação à Farm foi “o que deu para fazer”, na leitura de gestores ouvidos pela reportagem. Isso porque tanto Jatahy quanto Birman teriam interesse no ativo, hoje o grande destaque do grupo.

Em 2010, a Farm se uniu à Animale, em uma operação que deu origem ao Grupo Soma. Nos anos seguintes, outras marcas passaram a compor o portfólio do Soma, como Maria Filó, Foxton, Cris Barros e Hering, que fizeram parte da fusão que gerou a Azzas.

Hoje, a marca conta com mais de 100 lojas no Brasil e presença em cidades como Nova York, Los Angeles, Paris e Londres. O apelo internacional é, inclusive, um dos fatores que teriam feito os olhos de Alexandre Birman brilharem ao olhar para o Grupo Soma.

Gestores ouvidos pelo Money Times pontuam que uma oferta de US$ 1 bilhão é bastante elevada, sendo que algo em torno de US$ 800 milhões parece mais factível. O ponto agora é que Birman e Jatahy conseguiram com a cisão fôlego para conduzir esse processo.

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Uma venda ruim da Farm tem potencial de impacto negativo nas ações. Dessa maneira, a interpretação é de que os executivos não irão se desfazer do ativo sem que a oferta valha a pena, e ainda há dúvidas sobre se ocorreria uma venda completa de participação ou frações dela.

Segundo os interlocutores, a cisão esfria a conversa sobre venda e abre espaço para que a negociação ocorra de forma mais ponderada, seja para alcançar o US$ 1 bilhão ou avaliar outras ofertas. Uma venda abaixo de US$ 600 milhões tende a desagradar o mercado, na visão desses gestores.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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