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Azzas 2154 (AZZA3) salta quase 9%; o que explica a disparada?

19 jun 2026, 16:17 - atualizado em 19 jun 2026, 16:41
FARM, Grupo Soma
(Imagem: Imagem: Reprodução/Instagram)

As ações da Azzas 2154 (AZZA3) dispararam na reta final do pregão desta sexta-feira (19), em dia de liquidez limitada na bolsa brasileira por feriado nos Estados Unidos e China e vencimento de opções.

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Por volta de 16h, AZZA3 saltou para 8,95%, a R$ 17,66, passando a liderar a ponta positiva do Ibovespa (IBOV). Minutos depois, a ação entrou em leilão por oscilação máxima permitida na B3. No mesmo horário, o índice operava com alta de 0,10%, aos 169.446,18 pontos.



Em meio à intensificação das conversas sobre uma separação da sociedade entre Roberto Jatahy e Alexandre Birman, o grupo Azzas 2154 contratou o Morgan Stanleu para vender a marca feminina Farm, segundo o portal Neofeed.

Ainda de acordo com o site, o negócio envolve cerca de US$ 1 bilhão, o equivalente a R$ 5,1 bilhões no câmbio atual – valor acima do valor de mercado da companhia, de R$ 3,2 bilhões.

A transação é considerada uma maneira de destravar valor em uma companhia que está depreciada mais pelas desavenças dos sócios do que pelos ativos.

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O Money Times entrou em contato com a varejista sobre a possível venda da Farm. Em nota, a Azzas 2154 afirmou que “não comenta especulações do mercado”.

Disputa entre Jatahy e Birman

Em maio, a varejista tornou pública uma série de demandas societárias envolvendo os empresários Roberto Luiz Jatahy Gonçalves e Alexandre Café Birman, relacionadas à estrutura organizacional das unidades de vestuário feminino e masculino da companhia.

Em comunicado ao mercado, a Azzas 2154 afirmou que os processos decorrem de divergências sobre gestão e governança da empresa formada pela combinação de negócios entre os grupos Arezzo e Soma, concluída em 2024.

Entre as ações divulgadas, Roberto Jatahy ajuizou, em 8 de maio, uma medida cautelar na 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

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O executivo pediu a manutenção da estrutura organizacional vigente antes de 22 de abril, além da preservação de seu cargo como Chief Brand Officer e da responsabilidade pela gestão das unidades de vestuário feminino e masculino.

A liminar foi concedida em primeira instância, determinando a manutenção da estrutura organizacional anterior e a permanência de Jatahy na função. Posteriormente, a 16ª Câmara do TJRJ negou o pedido de efeito suspensivo apresentado em agravo de instrumento, mantendo a decisão liminar.

Além da ação judicial, Roberto Jatahy protocolou, em 15 de maio, um requerimento de arbitragem na Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM). No procedimento, o executivo pede a declaração de ilegalidade de atos de reorganização interna adotados por Alexandre Birman na condição de diretor-presidente da companhia, além da adoção de procedimentos específicos para aprovação dessas mudanças e reparação de supostos prejuízos à empresa.

Por outro lado, Alexandre Birman também apresentou requerimento de arbitragem contra Roberto Jatahy, no dia 14 do mesmo mês.

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Na arbitragem, Birman alega que ações e posicionamentos de Jatahy relacionados aos recentes eventos envolvendo a estrutura organizacional da companhia teriam violado dispositivos do acordo de acionistas e do estatuto social da empresa, especialmente em relação às prerrogativas do CEO.

Também em maio, a empresa anunciou a contratação do Itaú BBA para assessoria financeira na análise de alternativas estratégicas, mas afirmou que não há decisão tomada ou operação definida sobre eventual cisão entre sócios.

Segundo a companhia, a contratação tinha caráter “preliminar e exploratório” e envolve análises econômico-financeiras de oportunidades que podem incluir a companhia, controladas ou ativos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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